terça-feira, 13 de março de 2018

Documentação sobre os Escravos

Em 1871, promulgou-se a Lei da Ventre Livre. A partir de então, o registro do número de matrículas de negros tornou-se detalhado. E boa parte das informações perdeu-se, anos depois, por medida de político Rui Barbosa.

Pilha de Documentos sobre Os Escravos
Documentos sobre Os Escravos

Rui Barbosa era advogado, abolicionista. E tinha uma plantação de camélias, a flor símbolo dos negros, em frente de casa. O político ordenou, no entanto, a queima de documentos do Tesouro Nacional sobre a escravidão.


Inventários e Juntas
O inventário pós-mortem (testamento) era um documento que arrolava os bens. Com ele pode-se reconstruir a história das pessoas. No inventário pós-mortem, registrava-se o número de matrícula dos escravos.

Outra fonte de dados são as juntas de emancipação. Os municípios recebiam verba para comprar escravos e conceder alforria. Em 1871, o documento passou a registrar, também, o número de matrícula dos escravos.


A Questão do Racismo
O maranhense Nina Rodrigues formou-se em Medicina, em Salvador. E era um racista mestiço. Alegou que se o negro era inferior deveria ter um código penal diferente. Pois não teria a mesma capacidade de discernimento do branco.

No caso do futebol, o racismo pós-abolição ocorria de forma implícita. Os documentos de clubes não vetavam explicitamente jogadores negros. Mas para jogar no Grêmio de Porto Alegre, era preciso "ser honesto, probo e de caráter".

Adaptado de aula do professor Paulo Roberto Staudt Moreira
Imagem adaptada de Openclipart

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