terça-feira, 27 de março de 2018

Museu The Beatles

O museu é o primeiro no Brasil que se dedica a contar a história dos Beatles. É ainda o segundo da América Latina. Além do museu de Canela, só há outro na Argentina.

Museu The Beatles - Canela (RS)
Museu The Beatles, Canela

Trata-se de um museu de fã. Com curiosidades e itens incomuns. Mesmo a visitantes mais fanáticos pelo quarteto de Liverpool. A disposição do acervo está em ordem cronológica.

Assim, logo na entrada do museu, você verá retratos de George, John, Paul e Ringo ainda crianças. No mesmo ambiente, a foto dos jovens John e Paul tocando juntos.

Segue-se, então, a discografia do grupo. Com dados curiosos sobre discos, filmes, shows. E, também, sobre músicas. Como é o caso de "Yesterday".

Dentre os shows, destaque ao do Shea Stadium, do time de beisebol New York Mets, nos EUA. Ele reuniu 55 mil pessoas. O maior público de um único grupo até então.

Destaca-se, também, foi o show do Nippon Budokan, santuário de mortos da guerra do Japão. Muitos consideraram uma ofensa um grupo de rock tocar no local.

O Museu The Beatles expõe réplicas das roupas que o quarteto usou nos dois shows. Há, ainda, réplicas das roupas do filme "Help!", o primeiro do grupo.

Na parte final, há placas com dados biográficos dos integrantes. Notei a falta do texto sobre John. A recepcionista comentou que há um vídeo específico sobre ele.

São cinco ou seis vídeos ao todo. A maior parte, sobre os discos. Um deles sobre a antologia dos Beatles. E outro sobre a morte de John Lennon.

terça-feira, 20 de março de 2018

Porto Alegre após Abolição da Escravatura

A abolição da escravatura ocorreu simultaneamente à queda do Império. Na época, o escravo tinha o valor equivalente ao de 150 cabeças de gado. E os custos envolvidos na manutenção de escravos tornavam-na cara.

Abolição da Escravatura no Brasil
Abolição da Escravatura no Brasil

A Proclamação da República foi o resultado de um golpe miltar, em 1889. Dom Pedro II preparou a Princesa Isabel por muito tempo. Se, na época, ocorresse uma eleição, a Princesa muito provavelmente sairia vencedora.

Em Porto Alegre, as colônias africanas concentravam-se nos atuais bairros Rio Branco, Bonfim e Cidade Baixa.


Destaques em Porto Alegre
Aurélio Veríssimo de Bittencourt foi padrinho de africanos. Foi braço direito de Júlio de Castilhos. E depois, chefe de gabinete de Borges de Medeiros. Nasceu em Jaguarão. E era filho de mãe pardo. E neto de africanana.

O filho de Aurélio Veríssimo de Bittencourt fundou O Exemplo, em Porto Alegre. Este foi o primeiro jornal negro do RS. Em 1916, O Exemploregistrou uma publicação a pedido por ocasião da morte de Alcides de Freitas Cruz.

Freitas Cruz (1867-1916) foi deputado estadual por cinco mandatos (1897-1916). Fundou a Faculdade de Direito de Porto Alegre, onde lecionou. Ao menos em duas ocasiões, 1903 e 1913, defendeu-se de injúrias raciais.

Os avós de Alcides de Freitas Cruz nasceram em Colônia de Sacramento.

Adaptado de aula do professor Paulo Roberto Staudt Moreira
Imagem adaptada de Minas Gerais

terça-feira, 13 de março de 2018

Documentação sobre os Escravos

Em 1871, promulgou-se a Lei da Ventre Livre. A partir de então, o registro do número de matrículas de negros tornou-se detalhado. E boa parte das informações perdeu-se, anos depois, por medida de político Rui Barbosa.

Pilha de Documentos sobre Os Escravos
Documentos sobre Os Escravos

Rui Barbosa era advogado, abolicionista. E tinha uma plantação de camélias, a flor símbolo dos negros, em frente de casa. O político ordenou, no entanto, a queima de documentos do Tesouro Nacional sobre a escravidão.


Inventários e Juntas
O inventário pós-mortem (testamento) era um documento que arrolava os bens. Com ele pode-se reconstruir a história das pessoas. No inventário pós-mortem, registrava-se o número de matrícula dos escravos.

Outra fonte de dados são as juntas de emancipação. Os municípios recebiam verba para comprar escravos e conceder alforria. Em 1871, o documento passou a registrar, também, o número de matrícula dos escravos.


A Questão do Racismo
O maranhense Nina Rodrigues formou-se em Medicina, em Salvador. E era um racista mestiço. Alegou que se o negro era inferior deveria ter um código penal diferente. Pois não teria a mesma capacidade de discernimento do branco.

No caso do futebol, o racismo pós-abolição ocorria de forma implícita. Os documentos de clubes não vetavam explicitamente jogadores negros. Mas para jogar no Grêmio de Porto Alegre, era preciso "ser honesto, probo e de caráter".

Adaptado de aula do professor Paulo Roberto Staudt Moreira
Imagem adaptada de Openclipart

terça-feira, 6 de março de 2018

Os Negros Livres e Os Fugitivos

Os senhores costumavam baixar o preço dos escravos nas declarações, para pagar menos impostos. Manoel Pequeno tinha pleurisia. Isso reduzia mais seu preço. Ele aproveitou e comprou a alforria com a venda de gado.

Colagem sobre Litografias de Escravos de Johann Moritz Rugendas
Litografias de Escravos

Em 1860, Manoel Pequeno, negro livre, matou Antônio Vicente da Fontoura na Igreja Nossa Senhora da Conceição. Uma igreja de negros livres ou alforriados. A irmandade negra de Cachoeira do Sul surgira em 1812.

Alguns senhores reescravizavam negros forros. Uma forma de diferenciar os escravos dos negros livres eram os calçados. Os escravos andavam descalços. Os negros livres, no entanto, calçavam sapatos.

A escrava Isaura tinha pele clara. Por isso, chamava a atenção.


Os Escravos Fugitivos
Não havia foto de escravo que fugia. Assim, descreviam detalhadamente os escravos. Muitos iam para o Exército. Como ninguém queria ir para o Exército, a instituição não questionava a origem daquele negro.

Em geral, os escravos fugiam primeiro para o mato. Depois, eles iam para as cidades. Quem fugia era o homem adulto sem família. Afinal, as famílias não conseguiam fugir. Para manter o escravo, alguns senhores davam cabeças de gado.

Macumba era o núcleo de escravos insurgentes.

Adaptado de aula do professor Paulo Roberto Staudt Moreira
Imagem adaptada de Nexo Jornal

 
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