terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Visões Cristalizadas sobre Imigração

Certas visões cristalizaram-se na análise da imigração gaúcha. São meias-verdades. E ganharam caráter de verdades absolutas. São generalizações que facilitam a análise por simplificá-la. Mas não contam toda a história.

Trabalho de Imigrantes Japoneses em Curitiba
Trabalho de Imigrantes Japoneses

Uma divide o RS em duas partes. A metade sul é pecuarista, com latifúndios. Ali surgiu o gaúcho. Na metade norte, há a agricultura e os minifúndios. Para a metade norte, foram os imigrantes (estrangeiros).

Alguns italianos, porém, concentraram-se nas fronteiras com a Argentina e o Uruguai. A propósito: fronteira não é só contrabando e guerra. A fronteira é uma região de alto fluxo migratório, no dois sentidos (entrada e saída).

Outro mito é o de que os imigrantes eram todos pobres. Fugiram da miséria, da fome e do desemprego na Europa. Na verdade, há variações nos níveis de pobreza. Porém, a tendência é a vitimização.

Segundo estudos da UCS, muitos italianos chegaram ao Brasil com recursos. Alguns poloneses não tinham terras. Outros tinham mais de 10 hectares na Polônia. Matarazzo (SP) e Gerdau (RS) são exemplos extremos.

Há quem diga que os imigrantes eram trabalhadores, honestos, pacíficos. Boa parte. A família de William Bonner, por exemplo, descende, porém, de presidiários. Havia também casos de conflitos e brigas nas colônias.

Há ainda outras generalizações. Como a de que os alemães estabeleceram-se só na zona rural. Mas alguns ficaram em Porto Alegre. Quanto à religião, católico não casava com protestante. Mas havia exceções...

Adaptado de aula do Professor Marcos Antônio Witt
Imagem adaptada de Secretaria da Cultura de Curitiba

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