terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Gênese Povoados Latino-Americanos

Sérgio Buarque de Hollanda publicou "Raízes do Brasil", em 1936. E disse que as cidades protuguesas mostram certo desleixo. Paiva, dez anos depois, escreveu sobre a Província de São Pedro. E disse que Uruguaiana era cópia do tabuleiro de damas. O modelo espanhol para estruturação de cidades.

Modelo da Cidade de Colônia no Período Romano
Modelo da Cidade de Colônia no Período Romano

Mas o modelo de linhas retas não é espanhol. Os romanos já projetavam as cidades com traçados retos dois mil anos antes. Pois isto facilitava o controle militar. Não podemos esquecer que a conquista da América ocorreu durante o Renascimento, época em que se redescobriu o texto clássico de Vitrúvio.

A rigidez espanhola faz parte da gênese do povoados latino-americanos. No século XIII, a Espanha reunia textos que descreviam o modelo de povoados. Na época, com 150 a 200 pessoas. Até o século XVI, as maiores cidades eram a Cidade do México, com 12 mil habitantes, e Lima, com 8 mil.

Nos modelos ou cédulas reais, as cidades tinham ruas que se cruzavam em ângulos retos. Todas de mesma largura. Doze ruas saíam na Plaza Mayor. A igreja deveria ter praça própria. Nenhuma cidade latino-americana respeitou o modelo. Mas La Paz, com terreno acidentado, tem ruas em ângulo reto. 

A capital boliviana é a antítese do modelo português. Este era pragmático. E, desde o século XIII, ele adaptava o traçado ao terreno. Neste caso, as ruas adaptavam-se às casas. Exatamente o contrário do modelo espanhol em que as casas adaptavam-se ao traçado geométrico das ruas.

A tradição portuguesa dividia o povoado em Cidade Alta (Praça da Matriz = igreja) e Cidade Baixa (Praça da Alfândega = comércio, porto).

Adaptado da aula do Professor Luiz Fernando Rhoden
Imagem adaptada de IPAT-2016

0 comentários:

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design