sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul

Relatos dos séculos XVIII e XIX desconsideravam a agricultura no cenário econômico. O trigo, por exemplo, requeria mais mão de obra. E sofria maior tributação. Por isso, a economia agrária era pouco atraente na época.

Cabanha Costa do Cerro, Porto Alegre, RS
Cabanha Costa do Cerro, Porto Alegre

As estâncias eram unidades mistas, que combinavam agricultura e pecuária. Porém, no século XVIII, registravam apenas a pecuária. Na época, elas tinham, no máximo, 2000 cabeças de gado.

Muitos portugueses ficaram do lado uruguaio após a independência uruguaia, em 1828. A maior parte das propriedades era de lavradores (pequenos criadores de gado). E não se definiam profissões. Mas ocupações, que mudavam de tempo em tempo.


Escravos Especializados

Em 90% dos inventários, havia escravos campeiros e/ou domadores. Eram os escravos especializados e mais caros. Para tarefas fixas, era mais lucrativo o trabalho escravo. Os grandes estancieiros tinham, em média, 22 escravos.

Em Colonia de Sacramento, documentos indicavam meios de remunerar escravos. Tais recompensas evitavam as fugas. Dentre os mecanismo, doavam-se cabeças de gado; prometia-se a alforria; dava-se acesso ao casamento (família).


Peões x Camponeses

Os peões assalariados ou gaúchos serviam para o trabalho temporário. E trabalhavam na pecuária. Eram homens, jovens, solteiros e migrantes. Em geral, mestiços. O termo gaúcho era depreciativo e remetia ao contrabando.

Os camponeses eram donos de pequenas unidades produtivas familiares. E dedicavam-se à agricultura e à pecuária. O lavrador ou camponês era um homem casado, branco e de mais idade que o peão assalariado.


A Agricultura e A Pecuária

O "ciclo de vida" dependia do ciclo da agricultura. A colheita do trigo, por exemplo, é em dezembro e janeiro. As migrações eram masculinas. Seja a de europeus (espanhóis e portugueses). Seja a de tropeiros paulistas e mineiros.

O Rio de Janeiro, capital federal no período colonial, teve importância na economia do RS. A maior parte do trigo seguia para o Rio de Janeiro. O charque ia para Pernambuco e Bahia, além da capital. E o couro seguia para o exterior via Rio de Janeiro.

Adaptado de Aula da Professora Hélen Osório.

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