terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Historiografia e Rio Grande do Sul

Há três grupos principais de indivíduos que contam ou registram a história. E no caso do Rio Grande do Sul, podemos observar os três tipos. São eles: os memorialistas, os clássicos e os acadêmicos.

Historiografia e Rio Grande do Sul
Historiografia e Rio Grande do Sul

Os memorialistas ou municipalistas criam a narrativa romântica e elogiosa. Algo como: "Todos os italianos passaram por naufrágios". Na verdade, foram três ou quatro. Mas a ideia de vários torna a história épica.

Os historiadores clássicos produziram obras fundamentais de décadas atrás. A obra de Jan Rosche, em dois tomos, até certo ponto, era isenta. Já Aurélio Porto retratou o trabalho dos alemães de forma elogiosa e laudatória.

Cada vez mais, aumenta a investigação histórica em ambiente acadêmico. Teses de mestrandos e doutorandos proporcionam visão mais documental da história. Surgem, também, trabalhos investigativos não-acadêmicos.

Há dois textos de pesquisadoras dos anos 1980 que relacionam a imigração com a escravidão. Uma da PUC. A outra da UFRGS/Unisinos. Há pinturas de Pedro Weingärter sobre este tema, também.

Duas linhas investigativas exemplificam as pesquisas atuais. Uma relaciona a imigração com a questão ambiental. Como o custo dos desmatamentos. Outra linha foca na micro-história, com trajetórias, biografias, redes.

Adaptado de aula do Professor Marcos Antônio Witt
Imagem adaptada de Conceitos

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O Processo de Urbanização do RS

O drama português para manter o território brasileiro foi impactante. Afinal, Portugal é um país pequeno em relação ao Brasil. E precisava cuidar para não despovoar seu território, na Europa, ao povoar o Brasil. 

Divisão do Brasil pelo Tratado de Tordesilhas
Divisão do Brasil pelo Tratado de Tordesilhas

Mesmo assim, os portugueses dobraram a área do Tratado de Tordesilhas. E quando propuseram o Uti posidetis, sabiam dos bandeirantes em território espanhol. Foi uma "rasteira". Um "golpe diplomático" incrível...

1640
Fim da União das Coroas Ibéricas

1647
Iniciam as aulas de fortificação e arquitetura militar. Até então, engenheiros eram estrangeiros. A maioria vinha da Itália.

1703
Pelo Caminho do Mar, levava-se o gado até Minas Gerais. Ali, surgiram as sesmarias, em território espanhol. A primeira vertente de povoamento no atual RS. Era civil, rural e terrestre. A concessão de sesmarias foi uma das armas de conquista de território português (Uti possidetis).

1721
Francisco de Brito Peixoto veio de Laguna para fundar povoados no atual RS.

1728
Rei de Portugal decidiu fundar colônia no RS.

1729
Concessão de sesmarias no atual RS. Enquanto os espanhóis fundavam cidades, os portugueses distribuíam terras (sesmarias).

1736
José da Silva Paes tinha três metas:
1. Levantar o bloqueio de Colônia de Sacramento;
2. Desalojar os espanhóis de Montevidéu;
3. Fundar uma colônia na parte sul da Província de São Pedro.

1737
Em 19 de fevereiro, José Silva Paes fundou o Forte Jesus-Maria-José, atual cidade de Rio Grande.

1747
Carta Régia de Rio Grande, em 17 de julho. O modelo foi a Carta Régia de criação da vila de Aracati, no Ceará, em abril de 1747. A vila cearense explorava o couro e tinha um porto, tal qual Rio Grande.

Em 09 de agosto, a Provisão Régia ordenava o transporte de casais de açorianos. Ali, via-se o primeiro modelo português de cidade. Porém, um desenho de 1776, mostra que não se seguiu nada do que previa o modelo.

1750
Tratado de Madri. A região das missões foi a única que não respeitou o Uti possidetis. Isso levou à Guerra Guaranítica, que iniciou a segunda vertente de povoamento. Esta era militar, urbana e fluvial. Com destaque para Santo Amaro e Triunfo.

1751
Instalação da Câmara de Rio Grande.

1763
Invasão Espanhola de Rio Grande e fuga dos vereadores para Viamão. De 1763 até 1809, a Câmara de Rio Grande foi itinerante. Passou por Viamão e Porto Alegre.

1764
Fundou-se São José do Tebiquari (Taquari). Com ruas retas, duas praças (separação de poderes - religioso e político-administrativo). Uma cidade uniforme, com casas de fachada idêntica. O modelo iluminista de engenharia militar.

Os espanhóis queriam separar as praças para dar ênfase à Igreja. O modelo espanhol representava uma concepção anterior ao iluminismo.

1774
Fundação de Santo Amaro.

1809
Quatro municípios. Neste ano, Porto Alegre tornou-se vila (município). A data que se usa para o aniversário da cidade é a constiuição da freguesia. Mas freguesia era uma instância administrativa da Igreja. Na época, unida ao Estado.

Vila equivale, hoje, ao município. No Brasil, vila era a sede do distrito. E no conceito português, era sede do município. Assim, elevar à vila era emancipar, com o aval do rei. A vila devia ter certo número de vereadores. Mas não se definia o traçado.

1810
Instalação das Câmaras. A primeira que enviou ofício para o Rio de Janeiro foi Porto Alegre, em 18 de dezembro.

Adaptado da aula do Professor Luiz Fernando Rhoden
Imagem adaptada de Pinterest.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Gênese Povoados Latino-Americanos

Sérgio Buarque de Hollanda publicou "Raízes do Brasil", em 1936. E disse que as cidades protuguesas mostram certo desleixo. Paiva, dez anos depois, escreveu sobre a Província de São Pedro. E disse que Uruguaiana era cópia do tabuleiro de damas. O modelo espanhol para estruturação de cidades.

Modelo da Cidade de Colônia no Período Romano
Modelo da Cidade de Colônia no Período Romano

Mas o modelo de linhas retas não é espanhol. Os romanos já projetavam as cidades com traçados retos dois mil anos antes. Pois isto facilitava o controle militar. Não podemos esquecer que a conquista da América ocorreu durante o Renascimento, época em que se redescobriu o texto clássico de Vitrúvio.

A rigidez espanhola faz parte da gênese do povoados latino-americanos. No século XIII, a Espanha reunia textos que descreviam o modelo de povoados. Na época, com 150 a 200 pessoas. Até o século XVI, as maiores cidades eram a Cidade do México, com 12 mil habitantes, e Lima, com 8 mil.

Nos modelos ou cédulas reais, as cidades tinham ruas que se cruzavam em ângulos retos. Todas de mesma largura. Doze ruas saíam na Plaza Mayor. A igreja deveria ter praça própria. Nenhuma cidade latino-americana respeitou o modelo. Mas La Paz, com terreno acidentado, tem ruas em ângulo reto. 

A capital boliviana é a antítese do modelo português. Este era pragmático. E, desde o século XIII, ele adaptava o traçado ao terreno. Neste caso, as ruas adaptavam-se às casas. Exatamente o contrário do modelo espanhol em que as casas adaptavam-se ao traçado geométrico das ruas.

A tradição portuguesa dividia o povoado em Cidade Alta (Praça da Matriz = igreja) e Cidade Baixa (Praça da Alfândega = comércio, porto).

Adaptado da aula do Professor Luiz Fernando Rhoden
Imagem adaptada de IPAT-2016

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul

Relatos dos séculos XVIII e XIX desconsideravam a agricultura no cenário econômico. O trigo, por exemplo, requeria mais mão de obra. E sofria maior tributação. Por isso, a economia agrária era pouco atraente na época.

Cabanha Costa do Cerro, Porto Alegre, RS
Cabanha Costa do Cerro, Porto Alegre

As estâncias eram unidades mistas, que combinavam agricultura e pecuária. Porém, no século XVIII, registravam apenas a pecuária. Na época, elas tinham, no máximo, 2000 cabeças de gado.

Muitos portugueses ficaram do lado uruguaio após a independência uruguaia, em 1828. A maior parte das propriedades era de lavradores (pequenos criadores de gado). E não se definiam profissões. Mas ocupações, que mudavam de tempo em tempo.


Escravos Especializados

Em 90% dos inventários, havia escravos campeiros e/ou domadores. Eram os escravos especializados e mais caros. Para tarefas fixas, era mais lucrativo o trabalho escravo. Os grandes estancieiros tinham, em média, 22 escravos.

Em Colonia de Sacramento, documentos indicavam meios de remunerar escravos. Tais recompensas evitavam as fugas. Dentre os mecanismo, doavam-se cabeças de gado; prometia-se a alforria; dava-se acesso ao casamento (família).


Peões x Camponeses

Os peões assalariados ou gaúchos serviam para o trabalho temporário. E trabalhavam na pecuária. Eram homens, jovens, solteiros e migrantes. Em geral, mestiços. O termo gaúcho era depreciativo e remetia ao contrabando.

Os camponeses eram donos de pequenas unidades produtivas familiares. E dedicavam-se à agricultura e à pecuária. O lavrador ou camponês era um homem casado, branco e de mais idade que o peão assalariado.


A Agricultura e A Pecuária

O "ciclo de vida" dependia do ciclo da agricultura. A colheita do trigo, por exemplo, é em dezembro e janeiro. As migrações eram masculinas. Seja a de europeus (espanhóis e portugueses). Seja a de tropeiros paulistas e mineiros.

O Rio de Janeiro, capital federal no período colonial, teve importância na economia do RS. A maior parte do trigo seguia para o Rio de Janeiro. O charque ia para Pernambuco e Bahia, além da capital. E o couro seguia para o exterior via Rio de Janeiro.

Adaptado de Aula da Professora Hélen Osório.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Criação das Freguesias e Vilas no RS

Rio Grande foi a primeira freguesia do atual estado do Rio Grande do Sul, em 1736. E a origem da povoação foi a instalação do presídio, o Forte Jesus-Maria-José, em 1737. Em 1751, Rio Grande tornou-se a primeira vila da Província de São Pedro. 

Formação Histórico-Etnográfica do Povo do RS - Palácio Piratini, Porto Alegre
Formação Histórico-Etnográfica do Povo do RS

Com o domínio espanhol, fundaram-se as freguesias na linha do Rio Jacuí, na década de 1770. A freguesia de Cachoeira surgiu em 1779. E marcava a fronteira, na época. E em 1815, fundou-se Caçapava, a vigésima segunda e última freguesia.


Vilas e Sesmarias

Em 1809, Viamão, Porto Alegre, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha elevaram-se à vila. E na década de 1810, o rei português doou 943 sesmarias. A maioria na região de entre-rios. Alegrete é fruto de uma sesmaria de 1812.

A sesmaria era uma mercê real. O rei doava a terra ao sesmeiro através de uma carta de sesmaria. Poucos privilegiados ganhavam o lote de terra de três léguas quadradas. O equivalente a 13 mil hectares.

Curioso foi a doação de sesmarias em 1823, após a independência do Brasil!


Pinto Bandeira

O coronel Rafael Pinto Bandeira participou de batalhas pela defesa do território luso na Província de São Pedro, de 1754 a 1774. No período, enriqueceu com o contrabando. A maior parte pelo complexo lacustre sul do estado (Lagoa Mirim).


Escravos no Rio Grande do Sul

Há o mito de que no Rio Grande do Sul havia poucos escravos. E de que estes poucos eram mais bem tratados que no resto do país. Os números, contudo, são compatíveis com as demais zonas escravistas do resto do Brasil.

Em Viamão, por exemplo, a população escrava era superior a 50%. E em Porto Alegre, mais de 40% dos habitantes eram escravos. Pelotas, região das charqueadas, também tinha mais  de 50% de escravos na população. 

Adaptado de Aula da Professora Hélen Osório.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Fundamentos da Economia e Sociedade Gaúcha

A conformação do espaço português na região platina decorre de: 1) Tratado de Madri (1750); 2) Invasão de Rio Grande (1763); 3) Tratado de Santo Idelfonso (1777) e 4) Conquista das Missões (1801).

Charqueada Santa Rita, Pelotas, RS
Charqueada Santa Rita, Pelotas

A demarcação do Tratado de Madri ocorreu em 1752. Onze anos depois, os espanhóis invadiram a vila de Rio Grande. A invasão espanhola durou treze anos, até 1776. Rio Grande ainda é o único porto do litoral gaúcho. E segue com acesso difícil. Em 1777, portugueses e espanhóis assinaram o Tratado de Santo Idelfonso. Tal tratado marcou a expansão territorial e produtiva portuguesa. Em 1780, via-se a expansão da pecuária e do trigo na Província de São Pedro. A Guerra de 1801 promoveu o avanço ao sul. E isso levou às charqueadas. Charque é um termo quéchua, assim como chácara e xucro. Lotes Coloniais A metade norte do RS, ou seja, acima do Rio Jacuí, era uma região de maior altitude. E com grande quantidade de mata nativa. Os indígenas que ali viviam passaram a ser chamados de bugres. No século XIX, na metade sul, explorava-se a pecuária. A partir da metade da década de 1870, os escravos deixam Pelotas. A cidade era, na época, o último ponto de maior concentração de escravos. Por fim, os caboclos produziam erva-mate. Com o tempo, o mate adquiriu importância econômica. O porto de Itaqui destacou-se na exportação da erva-mate. A cidade de Cruz Alta desenvolveu-se a partir dos impostos. Os rios eram vistos como elementos fronteiriços. Em muitos casos, porém, tinham fim de trânsito e troca. Adaptado de Aula da Professora Hélen Osório.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Trajetória dos Açorianos no RS

O Arquipélago de Açores fica entre a Europa e a América do Norte. Em meados do século XX, ocorreu a diáspora açoriana. Devido aos terremotos e ao vulcão dos Capelinhos. Há mais açorianos, hoje, no Canadá e nos EUA que nos Açores.

Colonizadores Açorianos no Rio Grande do Sul
Colonizadores Açorianos no Rio Grande do Sul

No Brasil e na América do Sul, a maioria dos imigrantes açorianos veio das ilhas centrais. Como São Jorge, Pico e Faial (flamengos). No Uruguai, San Carlos de Maldonado é uma importante base de açorianos.

O primeiro movimento açoriano ocorreu em 1680, para Colônia de Sacramento. E a ideia de vinda para o litoral brasileiro surge em 1727. Mas não se consuma. Em 1746, o ouro começa a se exaurir na Minas Gerais.

No ano seguinte, chegam os 60 casais de açorianos a Santa Catarina. Eles recebem ¼ de légua (272 ha). Apenas a título de comparação, os alemães receberam, em média, 80 ha ao chegarem ao RS. E os italianos, 48 ha.

Em Santa Catarina, os açorianos foram para Laguna e Florianópolis. Regiões litorâneas, como nos Açores. No Rio Grande do Sul, foram “para o meio do mato”. O RS conserva a fama de “terra dos esquecidos”.

1750 - Tratado de Madri;
1752 - Gomes Freire de Andrade delimita as fronteiras com as colônias espanholas;
1754 - inicia a Guerra Guaranítica, o que gera a dispersão açoriana.

Ocupação do Rio Grande do Sul
+ Concessão de sesmarias;
+ Tropeirismo;
+ Imigrantes açorianos.

Antes dos açorianos, observamos a presença dos tropeiros no nordeste do estado. E com eles, surgem os Campos de Tramandaí, os Campos de Viamão e os Campos de Cima da Serra.

Adaptado de aula da professora Vera Maciel Barroso.



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Portugal - Territórios Marítimos

Portugal divide-se num território continental e noutro insular. O segundo conta com o Arquipélago da Madeira, com duas ilhas. E o Arquipélago dos Açores, com nove. E considerável fluxo migratório para o Brasil.

Mapa do Arquipélago dos Açores
Mapa do Arquipélago dos Açores

Costuma-se agrupar as ilhas do Arquipélago dos Açores em três regiões:
  • Oriental: São Miguel e Santa Maria;
  • Central: Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faiol;
  • Ocidental: Flores e Corvo (ilha isolada).

Na ilha de São Miguel, destaca-se a Lagoa das Sete Cidades, com hortênsias ao redor. E as sumarolas, pratos em água vulcânica. Típicos destas ilhas vulcânicas.

Terceira é uma ilha festeira, com destaque às festas joaninas e à agricultura. Ali, fez-se necessária a reconstrução de casas após grande terremoto. É a ilha Pico, porém, que mais sofre com os terremotos…

Já a Ilha da Madeira é um “paraíso na Terra”. Fica na costa da África. E ali, em maio, ocorre a Festa da Flor.

Portugal foi o primeiro estado moderno. O país teve a primeira burguesia. O terremoto de 1755 em Lisboa motivou a expulsão dos jesuítas no Brasil. Para, com o dinheiro deles padres, reconstruir a capital portuguesa.

A Festa do Divino e as Cavalhadas são tradições continentais (lusitanas). No Rio Grande do Sul, realizam-se Cavalhadas, hoje, em Cazuza Ferreira e São Francisco de Paula.

Adaptado de aula da professora Vera Maciel Barroso.
Imagem adaptada de Big Alx

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Papel do Tropeirismo na Formação do RS

Tropa é um grupo de pessoas ou animais em movimento. No Rio Grande do Sul, vemos o tropeirismo iniciar no século XVIII. Numa clara correlação do ciclo do muar como o ciclo do ouro. O último, em Minas Gerais.

Os Caminhos dos Tropeiros - Rio Grande do Sul
O Caminho dos Tropeiros

Ainda com presença do trem, houve tropeiros. Eles duraram até meados do século XX. E desde 1992, a cidade de Bom Jesus realiza um encontro. A cada quatro anos publica um livro com novos estudos históricos sobre o tropeirismo.

O tropeirismo do século XVIII dividiu-se em quatro fases. E a quarta fase corresponde ao tropeirismo paulista pelo planalto oriental. Saíam de São Paulo e seguiam até o norte da Argentina buscar mulas. Usavam o caminho do litoral.

A região norte da Argentina era um tradicional centro de criação de mulas para as minas de Potosi (Bolívia/Peru). Já o controle das tropas pelo litoral gaúcho ocorria primeiro em Passo de Torres. E depois, em Tramandaí.

Souza Farias, em 1727, passa por Araranguá. Pára em Lages. E segue, então, por dentro do continente. Estabelece, assim, um segundo caminho dos tropeiros. Mais curto que o caminho original, pelo litoral.

Cristóvão Pereira de Abreu prepara a chegada de Silva Paes a Rio Grande. E desenvolve um terceiro caminho. Este ingressa para dentro do continente em Palmares do Sul. É o Caminho do Sertão, pela Guarda Velha de Viamão.

E ele fugia dos rios Tramandaí, Mampituba e Araranguá, onde morriam diversos animais. Cristóvão Pereira era um cristão-novo e comandava o comércio de mula. Um farol junto à Lagoa dos Patos, na cidade gaúcha de Mostardas, homenageia Cristóvão Pereira.

Em 1732, concede-se a primeira sesmaria no atual Rio Grande do Sul. A Sesmaria das Conchas ficava onde se encontra, hoje, a cidade de Tramandaí.

Em 1734, surge o posto de patrulha em Campestre. Hoje, Santo Antônio da Patrulha. Ali, a Coroa Portuguesa cobrava do gado como imposto. Em território que era da Espanha. Este posto funcionou até 1808.

A mula era o “ouro ambulante”. E ela costurou o RS com o resto do país. O gado vacum não se desloca por longas distâncias. Ele servia apenas como alimento. E o cavalo servia, eventualmente, como transporte.

Adaptado de aula da professora Vera Maciel Barroso.
Imagem adaptada de Resumo Escolar.

 
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