segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Crise Colonial 1650–1700

Após a expulsão, os holandeses passam a produzir açúcar de melhor qualidade nas Antilhas. Isso leva à Crise do Açúcar. Assim, Portugal aumenta exploração do país. O que gera as revoltas regionais (mascates, Beckman e Palmares). Nesse contexto, Portugal expande os domínios para o sul.

Revolta dos Palmares e a Crise Colonial
Revolta dos Palmares

Em 1680, os portugueses fundam Colônia de Sacramento. Bem em frente a Buenos Aires. Uma enorme ousadia! Como retaliação, a Espanha envia outra vez os padres jesuítas. Entre 1682 e 1767, eles fundam os povos das missões. Que hoje conhecemos como 7 Povos das Missões.

Bandeirantes - na época, os paulistas estavam falidos. E partiram para o sul em busca de terras. Arsão encontrou ouro em Vila Rica.

Adaptado da aula "Peculiaridades da Formação do Rio Grande do Sul", da historiadora Vera Maciel Barroso.
Imagem adaptada de Prefeitura de Maceió.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Brasil do Açúcar 1530–1650

Quando cai o lucro na Índia, Pero Afonso de Souza e Martin Afonso de Souza vem fazer o reconhecimento do Brasil. Exploram o litoral, em 1531-32. Os irmãos portugueses não encontram metais. E optam pelo açúcar.

Auge da Exploração do Açúcar no Brasil (1530-1650)
Exploração do Açúcar no Brasil

Assim, surgem as capitanias de Pernambuco e São Vicente. Inicialmente, elas usam mão de obra indígena. É a fase dos governos gerais (Tomé de Souza, Mem de Sá).

Flandres compreendia os atuais territórios de Bélgica, Holanda e sul da França. E os flamengos eram os detentores dos barcos. Assim, ganharam muito dinheiro com o açúcar. Estima-se que eles ficavam com 70% do lucro. Os portugueses, com 25%. E os senhores de engenho, com apenas 5%.

O domínio holandês, no Brasil, durou de 1630 a 1654. Eles aproveitaram o período de União das Coroas, de 1580 a 1640. Dom Sebastião faleceu em 1578, sem deixar herdeiros. E assim, Portugal uniu-se à Espanha. Como os flamengos eram inimigos dos espanhóis. Isso levou aos conflitos pelo açúcar no nordeste brasileiro.

É o período do mare liberium. Época em que chegam os jesuítas. Eles rumam para o sul do Brasil. Em 1605, eles chegam a Tramandaí. Na mesma época, os paulistas buscavam índios, no sul, para trabalhar em São Paulo. O custo dos negros torna-se muito caro no início do século XVII.

De 1626 a 1641, fundam-se os 18 povos missioneiros. O assédio dos paulistas tem início em 1634. Eles passam a levar os escravos indígenas para São Paulo. Enfim, a Batalha de Mbaboré destrói os 18 povos.

Em 1640, acaba a união de Portugal e Espanha. O retorno do mare clausum marca o retorno do Tratado de Tordesilhas. Surge, então, o termo gaúcho (ladrão). Ele se aplica aos portugueses em terra espanhola.

Adaptado da aula "Peculiaridades da Formação do Rio Grande do Sul", da historiadora Vera Maciel Barroso.
Imagem adaptada de Ensinar História.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Pré-colonização do Brasil 1500–1530

Até o fim do século XV, persistiu o modo de produção feudal na Europa. Então, veio o  mercantilismo, que se baseou em navegações para comércio de mercadorias. Retiravam-se produtos das colônias. E colocavam-nos no mercado internacional.

Mercantilismo e Grandes Navegações
Mercantilismo e Grandes Navegações

Esta era a base do Antigo Sistema Colonial (ASC). A Metrópole explorava mercadorias na colônia. E vendia-as no mercado. Esse processo marcou o início do Capitalismo. No caso, observou-se um comércio triangular entre Portugal, África e Brasil.

Em 1383, Portugal tornou-se o primeiro Estado Moderno. E Dom Henrique desenvolveu a exploração marítima. Assim, retomou-se a escravidão. Desta vez, de africanos. Em Algarve, sul de Portugal, já havia escravos, após a expulsão dos mouros, em 1250.

Em 1494, assinou-se o Tratado de Tordesilhas. O Brasil ia de Marajó a Laguna. Mapas franceses do século XV, porém, já incluíam o Brasil. E isto derruba de vez a lenda do Descobrimento do Brasil...

Para o Brasil, vieram os cristãos-novos (judeus batizados). Eles arriscariam o capital, para investirem em Pau Brasil. Assim, Portugal arrendava terras sem correr riscos. No caso brasileiro, o cristão-novo mais conhecido foi Fernando de Noronha.

Texto adaptado da aula "Peculiaridades da Formação do Rio Grande do Sul", da historiadora Vera Maciel Barroso.
Imagem adaptada de World Observer

terça-feira, 24 de outubro de 2017

História do Brasil e do RS

Já dediquei centenas de artigos a cidades do Rio Grande do Sul. Em especial, a Porto Alegre. Inicio aqui uma série que relaciona a história do Brasil com a do RS. São curiosidades e fatos históricos pouco conhecidos.

Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul
Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul

A primeira parte, "Peculiaridades da Formação do S", baseia-se numa aula da historiadora Vera Maciel Barroso. A professora fez um apanhado geral. Dividiu a história dos séculos XVI a XIX em nove períodos.

História do Brasil (Séculos XVI a XIX)
Pré-colonização (1500–1530)
Brasil do Açúcar (1530–1650)
Crise Colonial (1650–1700)
Brasil do Ouro (1700–1750)
Crise do Brasil Colônia (1750–1810)
Gestação do Café no RJ (1810–1830)
Brasil Café no RJ (1830–1850)
Crise do Café no RJ (1850–1870)
Brasil Café em SP (1870–1890)


A Análise Histórica
Antes, porém, passou alguns conceitos. Afinal, podemos analisar a história a partir da abordagem política ou dos meios de produção (classes sociais). Com relação ao tempo, podemos observar em curto, médio e longo prazo.

A visão de curto prazo restringe-se ao registro do fato. Quando partimos de médio prazo, analisamos também a conjuntura. Ou seja, as causas do fato. E por fim, a perspectiva em longo prazo. A mais ampla das três.

Em longo prazo, analisamos os fundamentos estruturais. Assim, o Sete de Setembro foi Independência ou Emancipação Política? Depois dela, persistiu a monocultura, o latifúndio e a escravidão...

Bandeira do RS adaptada de Wikipedia.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

X500

O filme é uma coprodução de Canadá, Colômbia e México. “X500” registra a história de María, Alex e David pelos três países. Três jovens transgressores que procuram mudar a própria realidade, em busca de uma vida melhor.
X500 (2016) - (México) David
David

X500 (2016) - (Colômbia) Alex
Alex

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María chega a Montreal vinda de Manila. A jovem passa a viver com a avó. E luta para se adaptar ao novo ambiente. Rebela-se. É expulsa da escola. Envolve-se com uma gangue. Enfim, avó e neta retornam às Filipinas.

X500 (2016) - (Canadá) Maria e a Avó
Maria e a Avó

X500 (2016) - (México) Os Punks
Os Punks

Alex é deportado dos EUA. Ao retornar à Colômbia, percebe que seu antigo bairro passou ao controle de criminosos. Alex deseja abandonar a coleta de moluscos e se tornar pescador. Para isso, envolve-se com o crime.

X500 (2016) - (Colômbia) Delinquentes Juvenis em Favela
Delinquentes Juvenis em Favela

X500 (2016) - (Canadá) Maria e a Gangue
Maria e a Gangue

Após a morte do pai, David deixa a aldeia onde se criou. E busca um melhor futuro na Cidade do México. Lá, ele passa a trabalhar na construção civil. Torna-se punk. E enfim, retorna à aldeia natal para despedir-se do pai...

X500 (2016) - (México) Cabeleireiro com David
Cabeleireiro com David

X500 (2016) - (Colômbia) Palafitas em Favela
Palafitas em Favela

sábado, 21 de outubro de 2017

Ultima Tarde, La

O filme registra o encontro de dois ex-guerrilheiros do Sendero Luminoso. Após 19 anos sem se ver, Laura e Ramón reúnem-se para se divorciar. E relembram o passado numa caminhada pelas ruas de Lima.

La Ultima Tarde - Laura (Katerina D'Onofrio) e Ramon (Lucho Cáceres), em Miraflores, Lima
 Laura e Ramon, em Miraflores, Lima


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O passeio revela alguns pontos turísticos da capital do Peru. Eles deixam o fórum. E seguem para Miraflores. Ramón pergunta sobre a Puente de Los Suspiros. Depois, almoçam em Barranco, bairro aristocrático.

Laura, agora, trabalha em uma agência de publicidade. Cria marcas para empresas. Ramón, divorciado e com dois filhos, trabalha no Sude. Um banco de microcréditos. Ela mora em Lima. E ele, em Cusco.

La Ultima Tarde - Laura (Katerina D'Onofrio) e Ramon (Lucho Cáceres), nas Ruas de Lima
Laura e Ramon, nas Ruas de Lima

Os contrastes logo se evidenciam. Laura distanciou-se dos ideais maoistas. Ramón conserva a ideologia. Por insistência dele, Laura revela os motivos que a levaram a abandoná-lo, sem explicações, duas décadas antes.

A conversa, em geral, descontraída, revela, por vezes, momentos de tensão. Laura, espirituosa, procura direcionar o papo para assuntos leves. E com aparente rancor, Ramón insiste em mexer nas feridas do passado.

La Ultima Tarde - Ramon (Lucho Cáceres) e Laura (Katerina D'Onofrio), em Táxi para o Barranco
Ramon e Laura, em Táxi para o Barranco

Numa cena, Laura diz, que por algum tempo, foi amante do atual companheiro. E a esposa dele, ao tomar conhecimento, espalhou no clube que Laura era prostituta. O pai de Laura morreu logo após o escândalo.

Laura fala sobre a enorme decepção do pai. Descobrir que a sua princesa era puta e ex-guerrilheira. E brinca. Diz que para o pai era mais fácil aceitar uma filha puta, do que uma filha comunista.

La Ultima Tarde - Ramon (Lucho Cáceres) e Laura (Katerina D'Onofrio) na Oficina Mecânica
Ramon e Laura na Oficina Mecânica

“La Ultima Tarde” questiona os ideais de esquerda, sem derrapar para a grosseria. Como diz a frase de origem incerta: “Quem não foi socialista aos 20 anos não tem coração; quem continua sendo aos 40 não tem cérebro”...

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Through a Lens Darkly

O documentário resgata a história dos fotógrafos negros nos EUA. A partir de 1840. Mostra como as comunidades negras usaram a fotografia como um instrumento de mudança social. Com certa isenção. E sem apologias.
Through a Lens Darkly - Pietà
Through a Lens Darkly - Pietà


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O filme resulta da pesquisa da fotógrafa Deborah Wills. Negra, Deby nutria grande interesse pela relação dos negros com a fotografia. Ela percebeu que os primeiros retratos de negros era fruto do trabalho de fotógrafos negros.

Through a Lens Darkly (2014)
Through a Lens Darkly (2014)

A fotografia surgiu em 1826. Os daguerreóptipos logo se popularizaram. Em 1840, eram comuns os registros com esta técnica. Neste contexto, surgiram as primeiras imagens da comunidade negra estadunidense.

Dentre as imagens iniciais, destaca-se o ensaio nu com uma família de escravos. O ensaio era transgressor, sob todos os aspectos, para a época. Com imagens que a história se encarregou de esconder e esquecer...

Through a Lens Darkly - Black Photographers and the Emergence of a People
Black Photographers and the Emergence of a People

Mas no fundo, o ensaio guarda semelhanças com os retratos de negros que vieram na sequência. Afinal, a maior parte das imagens de grupos reunia famílias. As fotos individuais, por sua vez, registravam personalidades.

“Through a Lens Darkly” lembra as produções do Discovery Channel. Pela didática. Os depoimentos esclarecedores. A beleza das imagens. Eis um belo registro da comunidade negra pela lente de fotógrafos negros...

Through a Lens Darkly, de Thomas Allen Harris
Through a Lens Darkly, de Thomas Allen Harris

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Techo, El

O filme passa-se em Havana. Yamani cria pombas. Anita é a gestante que desconhece o pai do filho. Victor é um negro, neto de siciliano. Os jovens amigos se unem em torno de um ideal. Buscam mudar seus destinos...

Andrea Doimeadiós, Jonathan Navarro e Enmanuel Galbán, El Techo
Andrea Doimeadiós, Jonathan Navarro e
Enmanuel Galbán


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Yamani vive de olho em uma vizinha. Anita sente ciúmes. Na verdade, há um amor mútuo não declarado entre os dois. Já o amor de Victor é a Sicília. E a vontade que nutre em montar um negócio com os amigos...

El Techo - Andrea Doimeadiós
El Techo - Andrea Doimeadiós

Enfim, Victor consegue persuadi-los. Quando Yamani sugeriu uma pizzaria, o nome, para Victor, surgiu naturalmente: “Sicília”. Anita complementou: “Valdez”. E assim, surgia a rústica pizzaria Sicilia Valdez...

Yamani vendeu as pombas. E juntou os recursos para montar a pizzaria. Ela ficava no telhado de um prédio. Daí, o nome do filme: “El Techo”. Cada um ajudava como podia. O pai de Yamani, por exemplo, era o pizzaiolo.

El Techo - Andrea Doimeadiós, Jonathan Navarro e Enmanuel Galbán
El Techo - Andrea, Jonathan e Enmanuel

A ideia era descer as pizzas em pratos, por corda, até os vizinhos. Mas as pizzas desciam. E o prato voltava sem o dinheiro. Nem é preciso dizer o destino da pizzaria. O dos três jovens, porém, sofreu uma guinada...

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Subte Polska

Tadeusz, polonês, veio à Argentina, como voluntário, após a Guerra Civil Espanhola. Passou a vida em Buenos Aires. Agora, na velhice, relembra o passado. E mistura-o com o presente, como se vivesse um sonho.
Subte Polska (2015) Tadeusz (Héctor Bidonde)
Tadeusz (Héctor Bidonde)

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Tadeusz deixou uma namorada na Espanha. E partiu para a América. Trabalhou na construção do metrô de Buenos Aires. E tornou-se amigo de um italiano. Um antigo inimigo de guerra. “Um fascista”, como diz Tadeusz.

Subte Polska (2015) - Amigo Italiano de Tadeusz
Amigo Italiano de Tadeusz

O idoso resgata momentos felizes do passado. O primeiro amor, na Polônia. Núbia, a namorada espanhola. O amigo italiano. Tadeusz viaja a partir de belas memórias. E pinta a velhice com cores alegres...

“Subte Polska” mescla cenas cômicas e dramáticas. Com claro predomínio das primeiras. E uma discussão perpetua-se na trama. É a insistência do polaco em não usar as pílulas que o Dr. Gomez lhe prescreveu.

Subte Polska (2015) - Tadeusz e Orlando
Tadeusz e Orlando

Para Tadeusz, as tais pílulas interfeririam na memória. E, principalmente, na vida sexual. Orlando, condutor de metrô, é uma espécie de curador. E controla o uso ou não das pílulas do Dr. Gomez...

Outro núcleo muito presente é o do bar onde Tadeusz joga xadrez com os amigos. Ali, ele notabilizou-se por derrotar vários adversários ao mesmo tempo. Até o dia em que um dos amigos traz duas notícias ao ancião...

Subte Polska (2015) - Tadeusz e Os Adversários de Xadrez
Os Adversários de Xadrez

O jovem revela a Tadeusz que pesquisou na internet. E encontrou as duas antigas namoradas. A polonesa e a espanhola. Conta a ele duas notícias. Uma boa e outra, ruim. Uma das cenas mais comoventes do filme.

Há uma tendência atual de retratar a marginalização do idoso. Como se isso fosse a regra. Ou a única alternativa. “Subte Polska” registra a integração social do idoso. E mostra a velhice como um momento de belas emoções...

Subte Polska (2015) - Os Amigos de Tadeusz no Bar
Os Amigos de Tadeusz no Bar

domingo, 15 de outubro de 2017

Substantivo Feminino

O filme mostra a trajetória de Giselda Castro e Magda Renner. Pioneiras no ativismo ambiental nacional e internacional. Duas mulheres da sociedade de Porto Alegre que se uniram em torno de uma causa comum: a ecologia.
Substantivo Feminino - Magda Renner
Magda Renner revisa arquivos

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A história inicia na época da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 1964. Ocasião em que o fantasma do comunismo rondava o país. Mas antes de ocorrer a passeata em Porto Alegre, os militares tomaram o poder.

Substantivo Feminino (2017) - Magda Renner e Giselda Castro
Magda Renner e Giselda Castro

Então, Magda e Giselda iniciaram a militância. Junto à população carente, na Ação Democrática Feminina Gaúcha. E logo, entraram em contato com as ideias de José Lutzenberger. Isso ampliou as dimensões da ADFG.

Substantivo Feminino (2017) - Giselda Castro em Passeata
Giselda Castro em Passeata

A ADFG virou o braço brasileiro da Friends of the Earth, presente em mais de 70 países. Magda e Giselda percorreram o mundo. Integraram organizações internacionais. E o comitê de ONGs do Banco Mundial.

“Substantivo Feminino” mostra passeatas, viagens ao exterior, protestos junto a políticos. Como os presidentes Castelo Branco e Geisel. A propósito, durante o regime militar, o SNI vigiava as ações das duas mulheres.

Substantivo Feminino (2017) - Magda Renner em Passeata
Magda Renner em Passeata

O documentário, enfim, registra o empenho de Magda e Giselda numa luta ingrata. Afinal, o ativismo ambiental envolve muito trabalho e dedicação. E os ganhos, em geral, são muito pequenos e eventuais...

sábado, 14 de outubro de 2017

Som sem Sentido

Gabriela Bervian percorre a ala feminina do Hospital Psiquiátrico São Pedro. A ideia da diretora é mostrar mulheres que, há anos, estão atrás dos muros da instituição. Revelar seus olhos, seus sons, suas verdades.
Som sem Sentido (2017)
Som sem Sentido (2017)


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“Som sem Sentido” exibe imagens e pequenos trechos de entrevistas com internas do hospital psiquiátrico. Mulheres que ali permaneceram após a lei de 2000. Tal lei desativou os manicômios no Brasil.

Em 2016, restavam 140 internas no São Pedro. Mulheres que não tinham aonde ir. Abandonadas pela família, só lhes restava o hospital psiquiátrico como alternativa de sobrevivência.

Som sem Sentido (2017), Filme de Gabriela Bervian
Filme de Gabriela Bervian

Imagens e entrevistas talvez ocupem 20 a 25% do média-metragem. A maior parte do filme ocupa-se com imagens diversas. Como as recorrentes imagens na beira da praia. E casas rurais alemãs e italianas.

Há, também, cenas em Porto Alegre. A Avenida Osvaldo Aranha. O Campus Central da UFRGS. A Capela Senhor do Bonfim. E a Usina do Gasômetro. Na partida de um inusitado passeio de barco pelo Lago Guaíba.

Som sem Sentido - Gabriela e Campus Central da UFRGS
Gabriela e Campus Central da UFRGS

“Som sem Sentido” é uma obra de viés artístico. E que explora o contraste entre as imagens sequenciais. Uma obra sem caráter documental. Na qual, além do som, na maioria das vezes, também, vemos imagens sem sentido...

 
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