quinta-feira, 31 de março de 2016

Cemitérios Monumentais de Porto Alegre

Os principais cemitérios da capital gaúcha ficam no bairro Azenha. E neles, estão os corpos de personalidades artísticas e políticas do RS. No mesmo bairro fica o antigo estádio de futebol do Grêmio.

Quadras 2 e 3 do Cemitério da Santa Casa
Quadras 2 e 3 do Cemitério da Santa Casa


Arte Cemiterial
Cemitérios, de maneira geral, não fazem parte de roteiros turísticos mais convencionais. É compreensível: não parece razoável estacionar um ônibus e descerem 40 pessoas para explorar jazigos e catacumbas.

Jazigo-Monumento da Família Chaves Barcellos - Cemitério Santa Casa
Jazigo-Monumento da Família Chaves Barcellos

Isso pode ser interessante, porém, quando se viaja sozinho ou em pequenos grupos. O interesse reside na enorme variedade de esculturas presentes nos cemitérios. Sem falar na oportunidade de relembrar celebridades.

Creio que a primeira visita com este propósito tenha sido no Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. Destaco, também, o Cemitério da Consolação, em São Paulo. E o Cemitério dos Imigrantes, em Joinville.

Jazigo-Monumento do Senador Pinheiro Machado - Cemitério da Santa Casa
Jazigo-Monumento do Senador Pinheiro
Machado - Cemitério da Santa Casa

E se você continua achando a ideia estanha, não se esqueça de um fato. Dois dos maiores pontos turísticos do mundo são monumentos tumulares. Refiro-me ao Taj Mahal, na Índia, e às pirâmides do Egito.


São Miguel e Almas
O cemitério é um verdadeiro labirinto. E, desconhecendo o fato, foi nele que iniciei a odisseia. Ou melhor: tentei. Após encontrar a lápide de Aldo Locatelli, deixei o local. Esperava por melhor sorte nos outros cemitérios.

Aldo Locatelli - Cemitério São Miguel e Almas
Aldo Locatelli (* 18/08/1915 + 03/03/1962)
  
Retornei mais tarde. E, com a ajuda de um dos vigias, encontrei as lápides de Érico Veríssimo, Lupicínio Rodrigues e Mário Quintana. Todas estão nas galerias. E a numeração nem sempre parece seguir uma ordem lógica.

Érico Lopes Veríssimo - Cemitério São Miguel e Almas
Érico Veríssimo (* 17/12/1905 + 28/11/1975)

Nesta caminhada, passamos por jazigos não relacionados em minha lista. Destaca-se o do capitão João José Pereira Parobé. E o do tropeiro Saturnino Mathias Velho. Ele dá nome ao maior bairro da cidade de Canoas.

Mário Quintana - Cemitério São Miguel e Almas
Mário Quintana (* 30/07/1906 + 05/05/1994)

Comentei sobre a dificuldade de encontrar as sepulturas. Ele disse que, conhecendo o local, atrapalha-se para visitar a mãe. E quem não conhece se perde. Por isso, o São Miguel é conhecido como “Condomínio de Almas”.


Santa Casa
Após certa frustração no São Miguel e Almas, tentei a sorte no Cemitério da Santa Casa. Para isto, bastou atravessar a rua. As entradas dos cemitérios ficam na mesma altura da Avenida Oscar Pereira.

Iberê Camargo - Cemitério da Santa Casa
Jazigo de Iberê Camargo (em primeiro plano)
  
No Cemitério da Santa Casa, as buscas foram mais fáceis. Apesar de certa confusão da informante, encontrei a maior parte dos jazigos com alguma facilidade. O primeiro, do Dr. Otávio Rocha, foi o mais demorado.

Sepultura de Otávio Rocha - Cemitério Santa Casa
Sepultura do Doutor Otávio Rocha

A sepultura de Otávio Rocha fica à esquerda, logo após o pórtico entrada. Porém a recepcionista escreveu que seria à direita. Percebi que os números pares ficavam à direita e os ímpares, à esquerda.

Jazigo-Monumento de Júlio Prates de Castilhos - Cemitério Santa Casa
Júlio de Castilhos: "Os vivos são sempre e
cada vez mais governados pelos mortos
"

Os jazigos de Júlio de Castilhos e da Família Chaves Barcellos são vizinhos. E ficam no início da quadra 2, à esquerda. Pouco à frente, fica o jazigo do senador Pinheiro Machado. Todos são jazigo-monumentos.

Estátua de Teixeirinha - Cemitério da Santa Casa
Estátua de Teixeirinha

No Cemitério da Santa Casa ficam, ainda, os túmulos de dois artistas. Uma estátua identifica o do cantor Teixeirinha. O túmulo de Iberê Camargo fica poucos metros afastados do corredor principal do cemitério.


São José
O Cemitério São José abriga também o Crematório Metropolitano. E ali, aconteceu uma situação surreal. Com a construção de um estacionamento, muitos dos jazigos mais antigos foram destruídos. Inacreditável!

Alberto Bins - Cemitério São José
Alberto Bins - Cemitério São José

Ali, procurava o jazigo de Alberto Bins. Casualmente, um dos destruídos na reforma. Todos foram muito gentis. E fizeram o possível para me ajudar na tarefa. Mas o funcionário que me auxiliou era muito atrapalhado.

Encontrei o local ao acaso. Vi a placa “Jardim in Memoriam”. Ela lembrava e expressão “Memorial do Jardim”, escrita pela moça da administração. Só não sei se os restos mortais de Alberto Bins estão mesmo ali.

Ao falar com a moça, minutos antes, perguntei sobre o estádio do Grêmio. Ela disse ser possível vê-lo da cafeteria, no terceiro andar. Consegue-se ver o estádio. Mas um poste de luz estraga as fotografias.


João XXIII
Procurava um bom ângulo para fotografar o Estádio Olímpico Monumental. Segui para o Cemitério Ecumênico João XXIII. No caminho, passei pelo Cemitério Evangélico, interditado após a tempestade da semana anterior.

Caio Fernando Abreu - Cemitério Eumênico João XXIII
Caio Fernando Abreu - Cemitério João XXIII

Na verdade, eu tinha outro motivo para visitar o Cemitério João XXIII. No local, fica o túmulo do escritor Caio Fernando Abreu. Inicialmente sepultado no São Miguel, o corpo foi transferido depois para o jazigo da família.

O Cemitério Ecumênico João XXIII é composto de galerias. E as pessoas são sepultadas nas “paredes”. Isso é comum há décadas, é bem verdade... Mas sempre me causa certo mal-estar...

Possivelmente, seja romantismo pela visão clássica de cemitérios. Neles, os corpos eram realmente enterrados. E a família tinha liberdade quanto ao jazigo. Nos cemitérios verticais, tudo parece frio e uniforme.


Estádio Olímpico Monumental
Em 2013, o Grêmio passou a jogar na Arena. O Olímpico será destruído. Sou colorado. E imagino a dor dos gremistas. Afinal, quase todos os grandes títulos do Grêmio foram conquistados no Estádio Olímpico Monumental.

Estádio Olímpico Monumental - Visto do Cemitério João XXIII
Estádio Olímpico Monumental

Notícias recentes entristecem ainda mais os gaúchos. Abandonado, o estádio foi ocupado por drogados. Não poderia haver fim mais melancólico. É claro: isso não mancha a história do Grêmio. Mas o torcedor sente...

Este é um dos motivos do título do artigo. O Estádio Olímpico Monumental é hoje um Cemitério Monumental. Ao contrário dos cemitérios propriamente ditos, porém, é um monumento desprovido de beleza...

O relato segue com...
Museu e Serpentário do Jardim Botânico

quarta-feira, 30 de março de 2016

Festival de Teatro Bonecos em Canela 2015

O Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Canela é um dos mais relevantes do Brasil, neste segmento. O evento recebe bonequeiros latinos, europeus e asiáticos. E oferece oficinas com alguns deles.

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - O Garoto Assustado - Desenho
O Garoto Assustado
  

Contando com a Sorte...
Cheguei à Canela sem qualquer informação sobre o Festival. A divulgação foi mais fraca, em 2015. O número de participantes também diminuiu. Atribuiu-se à crise. E neste cenário ruim, contei com a sorte...

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - A Bruxa Caolha
A Bruxa Caolha

Meus pais assistiram à peça Manoviva do trio italiano Girovago e Rondella, domingo. Gostaram muito. Como só haveria mais uma sessão, corri. E na bilheteria, disseram que a apresentação seria só para as escolas.

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - A Loira Hippie
A Loira Hippie

No entanto, se sobrasse algum lugar, eu poderia entrar... Aguardei junto à porta do Teatro Municipal de Canela. Passaram dezenas de crianças. Então, informaram que havia lugares vagos e eu poderia entrar...

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - O Dragão Chinês
O Dragão Chinês


Grupo Girovago e Rondella
O teatro estava quase lotado. A peça iniciou em seguida. E como não há falas, fica fácil a compreensão. A peça combinava elementos circenses com arte surrealista. É claro: os primeiros despertavam mais a atenção.

Grupo Girovago e Rondella
Grupo Girovago e Rondella

Os bonecos eram extensões dos dedos dos manipuladores. A cabeça ficava no 3º dedo. As mãos, no 2º e no 4º dedos. Os pés, no 1º e no 5º. A mulher, de coque, vestia roupas. O homem, de bigodes, estava nu.

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - A Madame de Pérolas
A Madame de Pérolas

Como sentei na última fila, acompanhei a peça pelo telão. Não havia como ver os números daquela distância. E alguns impressionavam. A mulher girava círculos nas mãos e nos pés. O homem cuspia fogo. Surpreendente!

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - A Lua Triste
A Lua Triste


Mais Uma Vez, Contei com a Sorte...
Passei na casinha de informações para agradecer a entrada no espetáculo. As senhoras disseram que à noite haveria uma oficina com o trio. Não havia vagas. Mas eu podia tentar a sorte...

Oficina de Bonecos - Grupo Girovago e Rondella - Mulher de Coque Sobe na Garrafa
Mulher de Coque Sobe na Garrafa

Foi o que fiz. Segui até o Espaço Nydia Guimarães alguns minutos antes do horário previsto para a oficina. Encontrei uma das senhoras com quem conversara antes. E aguardei na esperança de alguém não aparecer.

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - A Noiva Chinesa
A Noiva Chinesa

Outro rapaz, também não inscrito, esperava no local. Ele comentou que trabalhou anos com teatro de bonecos. Com isso, pagou a faculdade. Fomos informados que havia vagas. Mais uma vez, contei com a sorte...


Oficina de Manipulação
Foram duas noites de oficina. Ao todo, seis horas. E tudo começa pelo treino dos dedos. O grupo treinou mais de ano para coordenar os movimentos. O treino ocorria até quando aguardavam em restaurantes...

Oficina de Bonecos - Grupo Girovago e Rondella - Sapo e Pandeiro
Oficina Teatro de Bonecos: sapo de madeira
e pandeiro manipulados pelos bonecos.

Como boa parte dos alunos eram crianças, a oficina era mais lúdica do que técnica. Eram alunos de 4º e 5º ano que trabalhavam, nas escolas, com teatro de bonecos. Encerramos o segundo dia com apresentações.

Apresentação da Oficina de Bonecos - Grupo Girovago e Rondella - Carecas na TV
Apresentação da Oficina de Bonecos

É claro: os manipuladores revelaram alguns segredos usados no espetáculo. E a maior curiosidade era em relação ao fogo. O manipulador comentou que usava pólen. Ele não oferece o risco do álcool, por exemplo.


Exposição de Bonecos de Biscuit
O colega de oficina sugeriu que visitasse a exposição no Grande Hotel. A Exposição de Bonecos de Biscuit reunia as criações de Elton Manganelli. Algumas à venda. Outras, apenas em exposição.

Grande Hotel - Construção Original de Madeira - Canela (RS)
Grande Hotel: Construção Original de Madeira

Manganelli ficou conhecido criando cenários para programas locais de TV, no início dos anos 1980. Ele também criou o personagem infantil Remendão. O boneco foi um sucesso entre as crianças, na época.

Exposição de Bonecos de Biscuit de Elton Manganelli - O Velho Guerreiro
O Velho Guerreiro

Na exposição, chamava a atenção o uso de sucatas e restos de materiais. Ou seja, a transformação de “lixo” em arte... Destaque para a meia-lua. E para os bonecos alusivos à cultura e à arte orientais.

terça-feira, 29 de março de 2016

Feira da Colônia Japonesa de Ivoti

No último domingo de cada mês, ocorre a Feira da Colônia Japonesa, em Ivoti. Com destaque à gastronomia, a feira também oferece artesanatos típicos japoneses e flores decorativas e ornamentais.

Flores Decorativas - Feira da Colônia Japonesa de Ivoti
Flores Decorativas: Feira da Colônia Japonesa


Visita Eternamente Adiada
Fazia um bom tempo que desejava conhecer a feira. Adiava eternamente a visita por trabalhar, há anos, no domingo. E ao reduzir a frequência, segui trabalhando no 2º e no 4º domingos de cada mês.

Assim, aproveitei uma situação atípica. Um mês com cinco domingos... Ou seja, no dia da Feira da Colônia Japonesa eu estaria de folga. Convidei um casal de amigos e seguimos de Porto Alegre a Ivoti.

Ideogramas - Colônia Japonesa de Ivoti
Ideogramas - Colônia Japonesa de Ivoti


Encontro na Entrada de Ivoti
O casal conhecia o trevo de acesso a Ivoti. Porém, não sabia como chegar à Colônia Japonesa. Combinamos de nos encontrar, portanto, no trevo. Acabei chegando, ali, antes deles. Esperei uns minutos.

A ideia era nos encontrarmos no refúgio, alguns metros antes do trevo. Como isso não ficou claro. Eles seguiram em direção a Ivoti. Fui ao encontro deles. E voltamos para a BR-116, rumo à Colônia Japonesa.

Árvore Típica - Colônia Japonesa de Ivoti
Árvore Típica: Colônia Japonesa de Ivoti


Memorial da Colônia Japonesa
Deixamos os carros a alguns metros do Memorial da Colônia Japonesa. Ali, ainda havia a exposição de Shiga, cidade-irmã japonesa. Eu havia conhecido a exposição, meses antes, em visita a Ivoti.

Mostrei a eles algumas curiosidades. E para a filha deles, com um ano e oito meses, tudo era novidade. Conferimos algum artesanato à venda no fundo do Memorial. E seguimos a odisseia pela Feira...

Desenho da Associação da Colônia Ivoti
Associação da Colônia Ivoti


Gastronomia Japonesa na Feira
Não sou um fã da gastronomia japonesa. O casal de amigos, também, não. Assim, combinamos de circular pelo local para conhecer. E almoçaríamos em um restaurante próximo.

É claro: a maior parte dos visitantes procura a Feira em busca das iguarias locais. A fila do sushi era grande. Alguns itens haviam acabado. E o salão onde as pessoas almoçam estava lotado. 

Feira da Colônia Japonesa de Ivoti
Feira da Colônia Japonesa de Ivoti



Fotos na Feira da Colônia Japonesa
Era agosto. Mas inverno, só no calendário... Enfrentei o calor e parti para as fotos. Os japoneses são famosos por sempre carregar uma câmera. Ali, a situação era a oposta. Afinal, eles seriam o alvo das fotografias...

E logo mirei a lente para as coloridas flores e os doces japoneses. Entre uma foto e outra, conversava com os expositores. E perguntava sobre um ou outro item à venda. Interessavam nomes e ingredientes...

Yakimanjyu - O Doce de Feijão
Yakimanjyu: O Doce de Feijão



Yakimanjyu: O Doce de Feijão
Um item logo chamou a minha atenção. O Yakimanjyu é um doce de feijão branco. A palavra significa “assado redondo”. É um doce leve. Nada dos doces brasileiros, carregados de açúcar, leite condensado, nata...

Deve-se comer o Yakimanjyu no mesmo dia. Deixei alguns na geladeira para comer no dia seguinte. O gosto muda. E se congelar, o resultado é pior ainda. Ou seja, é melhor comer o doce na hora mesmo...

Pão com Recheio de Porco
Pão com Recheio de Porco


O Pão com Recheio de Porco
Comprei, ainda, um pão com recheio de carne de porco. Não costumo comer carne de porco. Procurava pelo com recheio de legumes. Como não havia mais, eu tive de encarar o com carne de porco.

Em geral, a digestão da carne suína é sinistra. Neste caso, foi tranquila. Meu pai, que também não curte carne de porco, gostou. A grande vantagem é que esse pão recheado pode ser congelado sem mudar o gosto... 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Festival de Cinema de Gramado de 2015

O Festival de Cinema de Gramado exibe e premia filmes latino-americanos. Durante o dia, podem-se assistir filmes fora da competição. Premiados em outros festivais, eles são exibidos gratuitamente.

Kikito e Lustre na Entrada do Palácio dos Festivais
Kikito na entrada do Palácio dos Festivais


Filmes Gratuitos no Festival
Há anos, não acompanhava o Festival de Cinema de Gramado. A experiência serviu de lição. Para assistir aos filmes da competição, paga-se muito mais pela badalação do que pela qualidade dos mesmos.

O que mais vale à pena são os filmes fora da mostra. Nesse caso, pode-se assistir a excelentes obras sem custos. Algumas premiadas em outros festivais. Outras exibidas pela primeira ao público.

Desenho da Estátua do Kikito - Gramado (RS)
Desenho da Estátua do Kikito

Estas exibições ocorrem às 14h e às 16h, no Palácio dos Festivais, em Gramado. No mesmo local onde, à noite, são apresentados os filmes da mostra competitiva. Em geral, os públicos são distintos.


Seleção de Filmes para Assistir
Com alguns dias de folga em vista, procurei pelo site do Festival o que me interessava. As informações são bem básicas. Assim, para saber mais sobre os filmes, recorri a sites com mais dados sobre os filmes.

Ficaria de segunda até quinta-feira na casa de meus pais, em Canela. E selecionei as opções para os quatro dias. Assisti só a longas-metragens. Alguns, gaúchos. Outros, latino-americanos.

Kikito na Entrada do Palácio dos Festivais - Desenho
Festival de Cinema de Gramado

Deixei Porto Alegre, dia 10/08/15, após almoçar. O Festival de Cinema de Gramado havia começado três dias antes. Fiquei sem o início e o final do Festival. Falo sobre o “recheio” que degustei, em quatro dias...


Sobre Amanhã
É um documentário sobre o grupo gaúcho DeFalla. Este surgiu na melhor safra de grupos de rock do RS, em meados dos anos 80. E o título do filme veio emprestado de um dos maiores sucessos dos caras.

“Sobre Amanhã” registra um show de 2011. O DeFalla se reuniu, na ocasião, após anos sem tocar junto. O mais legal, porém, são os depoimentos de integrantes e de colegas do meio musical da época. É hilário!

Formação Original do Grupo DeFalla - Desenho
Formação Original do Grupo DeFalla

Não me lembro de ter rido tanto num documentário antes. As histórias que Carlos Miranda, produtor musical, e Edu K, vocalista do DeFalla, contam são incríveis. Eis uma excelente obra sobre o rock nacional dos anos 80...


“Tormenta”
Este filme conta a história de Vera Tormenta, artista plástica carioca. Vera Tormenta Goulart nasceu no Rio de Janeiro, em 1930. Hoje ela vive, no Parque das Cachoeiras, em Vacaria, no Rio Grande do Sul.

Vera estudou desenho na Paris do pós-guerra. E ao retornar ao Brasil, circulou pela boemia carioca. Na agitação dos círculos intelectuais, conviveu com Ferreira Gullar, Candido Portinari, Jorge Amado, Vinícius de Moraes.

Vera Tormenta Goulart - Desenho em Preto e Branco
Vera Tormenta Goulart


“Conducta”
Este filme cubano foi uma grata surpresa. Confesso certo receio ao ver a origem do filme. Ainda mais se considerarmos a tendência esquerdista de certos cineastas. Eu não poderia estar mais longe da realidade...

“Conducta” conta a história de um jovem desajustado. Apenas a professora parece compreender o menino. Em casa, convive com a mãe alcoólatra. E o suposto pai vive através das apostas em brigas de cães.

Conducta - Escola de Havana
Conducta - Escola de Havana

É claro, há diversas histórias paralelas. E nenhuma faz a defesa do regime comunista. Ao contrário: muitas posições vão de encontro ao regime. A história é comovente. Este filme sozinho já valeu por todo o Festival.


“Errante: Um Filme de Encontros”
Assisti a um curta-metragem de Gustavo Spolidoro, em outro Festival de Cinema de Gramado. Aquele filme tinha uma característica em comum com “Errante”: a facilidade do diretor em jogar o cotidiano na tela.

“Errante” parece todo feito ao acaso. Gustavo acorda numa manhã de carnaval com uma ideia. Decidi filmar. Ali, surge outra ideia, que emenda uma história na outra. Ou seja, tudo sem qualquer planejamento.

Errante - Um Filme de Desencontros
Errante: Um Filme de Desencontros

Isto me fez pensar que o dia-a-dia pode virar cinema. Cru. Sem temperos. A vida como ela é. Sem aquelas histórias cheias de reviravoltas, que só acontecem no cinema. Porém, boa parte da plateia desistiu do filme...


“El Perro Molina”
O filme argentino foi o único que, realmente, não me agradou. É um filme policial que mescla prostituição e violência. Não agradou pelo enredo, nem pela edição. Dá a impressão de ser amador em diversos momentos.


“Nós Duas Descendo a Escada”
O filme conta o romance de uma jovem recém-formada e de uma arquiteta. O legal é o detalhe. Ou seja, os encontros em escadarias de Porto Alegre. Quem conhece a cidade, logo reconhece os cenários do filme.

Nós Duas Descendo a Escada
Nós Duas Descendo a Escada

É claro: o longa-metragem contém diversas cenas polêmicas. Quando eu assisti ao filme, havia alunos de uma escola de Porto Alegre no cinema. Boa parte dos alunos abandonou o filme nos minutos iniciais...


Con El Alma en Una Pieza, La Leyenda de El Personal
Este documentário conta a história do grupo mexicano El Personal. Uma história triste. Afinal, dois integrantes do grupo falecem por complicações da AIDS. Os dois na segunda metade dos anos 80.

Con El Alma en Una Pieza, La Leyenda de El Personal
Con El Alma en Una Pieza,
La Leyenda de El Personal

Algumas semanas antes, li sobre celebridades mortas por complicações da doença. A lista é imensa. E contempla diversas áreas. Assistir a este filme me fez recordar diversos nomes daquela lista... 

domingo, 27 de março de 2016

Fotos do Jornal O Taquaryense

O Jornal O Taquaryense é o único da América Latina a usar tipos móveis para a impressão. Está há mais de cem anos em circulação. Ao folhar os exemplares mais antigos, chama a atenção o conteúdo publicitário.

Continuação de...
Visita à Casa Costa e Silva

Dae às Vossas Creanças - Jornal Taquaryense, Taquari (RS)
"Dae às Vossas Creanças"

Emulsão de Scott  - Jornal Taquaryense - Taquari (RS)
Emulsão de Scott

Emulsão de Scott - Jornal O Taquaryense - Taquari (RS)
Emulsão de Scott

A Saúde da Mulher - Jornal Taquaryense, Taquari (RS)
A Saúde da Mulher

Emulsão de Scott - Jornal O Taquaryense, Taquari (RS)
Emulsão de Scott

Emulsão de Scott - Jornal Taquaryense, Taquari (RS)
Emulsão de Scott

Doutor Fernando Esteves - Jornal Taquaryense, Taquari (RS)
Doutor Fernando Esteves

Emulsão de Scott - Jornal O Taquaryense, Taquari (RS)
Emulsão de Scott

Emulsão de Scott, Jornal Taquaryense, Taquari (RS)
Emulsão de Scott

Pílulas Anjo Dr. Heinzelmann - Jornal Taquaryense, Taquari (RS)
Pílulas Anjo do Dr. Heinzelmann

 
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