segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cruz e Sousa e O Simbolismo no Brasil

Na Europa, o Simbolismo sobrepôs-se ao Parnasianismo. Já no Brasil, o Simbolismo foi quase inteiramente abafado pelo Parnasianismo. Este gozou de amplo prestígio entre as camadas cultas até o início do século XX.

O livro "Broquéis", do poeta Cruz e Souza, marcou o início do Simbolismo no Brasil.
O livro "Broquéis", do poeta Cruz e Souza,
marcou o início do Simbolismo no Brasil.

Cruz e Sousa é considerado o mais importante poeta simbolista brasileiro. Mas seu valor só foi reconhecido postumamente. Após o sociólogo francês Roger Batstide o colocar entre os maiores poetas do Simbolismo universal.

A obra de Cruz e Sousa possui diversidade e riqueza. De um lado, há os aspectos noturnos do Simbolismo, herdados do Romantismo. De outro, a preocupação com a forma, que o aproxima do movimento parnasiano.

Cruz e Sousa possui uma das poéticas de maior profundidade da língua portuguesa. Pela investigação filosófica e pela angústia metafísica. No Brasil, só o poeta Augusto dos Anjos teve essa profundidade.

No plano temático, João da Cruz e Sousa aborda a morte, a transcendência espiritual. No formal, destacam-se as sinestesias, a sonoridade das palavras e a predominância de substantivos.

Observe um trecho do poema “Violões que Choram”:

Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

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