quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Antiga Estação Ferroviária de Cruz Alta

Inaugurada, em 1824, em estilo neoclássico, a antiga Estação Ferroviária de Cruz Alta abriga hoje o Arquivo Histórico Municipal, a Secretaria de Turismo e o Museu Municipal.

Antiga Estação Ferroviária de Cruz Alta
Antiga Estação Ferroviária de Cruz Alta

Junto à antiga Estação Ferroviária você verá uma antiga Maria Fumaça. Este monumento relembra o tempo em que Cruz Alta era um dos principais centros ferroviários do Brasil.

Prefeitura Municipal de Cruz Alta

O prédio é de 1914. E o projeto é Theo Wiederspahn. O arquiteto também foi responsável pelos edifícios do Margs e do Memorial do RS, em Porto Alegre. O Palácio da Intendência, sede da Prefeitura Municipal de Cruz Alta, é um dos prédios públicos com mais bela arquitetura do Estado.

Prefeitura Municipal de Cruz Alta
Prefeitura Municipal de Cruz Alta

Localização: Rua General Osório, 533, centro de Cruz Alta.


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Prefeitura Municipal, Casa de Cultura e Estação do Trem de Cruz Alta

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Museu Erico Veríssimo, Cruz Alta

O museu funciona na casa, construída em 1883, onde o escritor nasceu. Ele viveu em Cruz Alta até 1930. E suas memórias são contadas no livro “Solo de Clarineta”.

Casa Onde Viveu o Escritor Erico Veríssimo
Casa Onde Viveu o Escritor Erico Veríssimo

O Museu Érico Veríssimo abriga cerca de 2.300 peças entre quadros, fotos, livros publicados, além de sua primeira máquina de escrever.

No museu você pode contemplar os originais de seus livros e documentos pessoais. Num auditório você pode assistir a um documentário sobre vida e obra do escritor.

Erico com Luís Fernando e Clarissa Veríssimo
Erico com Luís Fernando e Clarissa Veríssimo

Localização: Avenida General Osório, 380, centro de Cruz Alta.
Funcionamento: de 2ª a 6ª feira das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h.
Entrada gratuita.


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Conversas no Museu Érico Veríssimo, em Cruz Alta

Breve Histórico de Cruz Alta

A cruz de madeira, erguida em 1698, tornou-se uma referência nas coxilhas do RS. Virou ponto de invernada e pouso de tropeiros oriundos da fronteira com Uruguai e Argentina. Do pouso, fez-se a vila. Da vila, a cidade. E de seu território, surgiram outros 219 municípios gaúchos.

Cidade de Cruz Alta no Fim do Século XIX
Cidade de Cruz Alta - Fim do Século XIX

Dois séculos de história estão presentes nas ruas de Cruz Alta. São centenas de casarões antigos com os mais variados traços, os quais remetem às diferentes etnias que colonizaram o município. O patrimônio é cuidado pelos habitantes, que procuram dar vida aos prédios na mais variadas cores.


O Jornal e A Estrada de Ferro

Em agosto de 1884, surgiu o jornal "O Missioneiro". Em 1900, a cidade começou a ser pavimentada. Houve a expansão da rede elétrica e a melhoria no abastecimento de água da cidade. O próximo passo foi o surgimento da rede telefônica. Então, os bancos, o comércio e as indústrias solidificam-se.

A estrada de ferro, após ser encampada pelo Governo Federal, seguiu em direção à Santa Rosa. Lá chegou, em 1940. Nesta época, Cruz Alta já era um dos maiores centros ferroviários do Brasil. Com isso, a cidade cresceu e se modernizou. Tornou-se um importante pólo regional.


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Antiga Estação Ferroviária de Cruz Alta

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Cruz Alta, Rio Grande do Sul

Com cerca de 80 mil habitantes, Cruz Alta é um dos maiores municípios da região central do Rio Grande do Sul. A cidade é conhecida por ser a terra natal do escritor Érico Veríssimo e do político Júlio de Castilhos.
Cidade de Cruz Alta, no mapa do Rio Grande do Sul
Cruz Alta, Rio Grande do Sul

Quem circula pelas ruas de Cruz Alta logo se lembra de Érico Veríssimo. Nomes de prédios e ruas foram inspirados em suas obras. Isso mostra o orgulho da cidade por sido a terra natal de um dos maiores escritores do país.

Cruz Alta é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul. E serviu de pouso, entre o fim do século XVIII e o início do XIX, a tropeiros que levavam charque ao resto do país.

Monumento Na Sa de Fátima

Por volta de 1840, durante a Revolução Farroupilha, Cruz Alta foi alvo de incursões militares. A cidade também sediou discussões políticas durante a Revolução de 1923.

A Coxilha Nativista de Cruz Alta é um tradicional festival de música gaúcha. Ocorre, anualmente, na última semana de julho. Músicas e talentos saíram dos palcos para o sucesso no cenário cultural gaúcho. 

Mapa de Cruz Alta adaptado do Wikipedia.


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Breve Histórico de Cruz Alta
Conversas no Museu Érico Veríssimo, em Cruz Alta
Monumento à Nossa Senhora de Fátima e Cascata da Conceição
Prefeitura Municipal, Casa de Cultura e Estação do Trem de Cruz Alta


Atrações de Cruz Alta



Distâncias
Chapecó – 290 km
Ijuí – 47 km
Passo Fundo – 140 km
Porto Alegre – 347 km
Santa Maria – 132 km
Santo Ângelo – 92 km
Uruguaiana – 437 km

Monumento à Nossa Senhora de Fátima e Cascata da Conceição, em Cruz Alta

O plano para o dia 10/10/12 estava traçado! De manhã, iria até a Cascata da Conceição. À tarde, iria para Tapera. Mas se amanhecesse chovendo, iria direto a Tapera. Como não chovia, tudo transcorreu como o planejado. Quer dizer: até certo ponto. Pois um fato acabou alterando todo o meu dia...

Entrada de Boa Vista do Cadeado, em Cruz Alta
Entrada de Boa Vista do Cadeado

O dia amanheceu nublado! O sol aparecia timidamente. Tudo parecia melhor, contudo, melhor que o esperado. Afinal, na tarde anterior, choveu demais. E a chuva continuou durante a maior parte da noite. Com o tempo favorável, o roteiro estava traçado para aquela manhã.


Monumento à Nossa Senhora de Fátima

O primeiro destino era o Monumento à Nossa Senhora de Fátima. Este foi um dos locais que havia desistido de ir, na véspera, em função da chuva. Quando cheguei ao local, desta vez, o sol apareceu. Lembro que até ajustei o brilho da câmera, pois algumas fotos foram tiradas contra o sol...

O monumento tem 31 metros de altura. E, sobre ele, repousa uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Esta tem 12 metros e veio de Portugal. O local é muito procurado pelos fieis e devotos. Alguns deles vêm caminhando, de Ijuí, a cerca de 40 km, em romaria...

Monumento à Nossa Senhora de Fátima, Cruz Alta, Cruz Alta
Monumento de Fátima, Cruz Alta

Deixei o monumento e segui rumo ao Museu Érico Veríssimo. Fui procurar o Rossano, que havia ficado de levar seus livros para eu ver. Ao sair do carro, deixei minha câmera digital cair no chão. Este fato mudou o meu dia! Passei no museu. Mas o Rossano só iria à tarde, pois estava em reunião...


Cascata da Conceição em Boa Vista do Cadeado

Segui então para a Cascata da Conceição, no município vizinho de Boa Vista do Cadeado. Entre idas e vindas, eu finalmente encontrei a estrada que leva a Ijuí. Boa Vista do Cadeado fica entre Cruz Alta e Ijuí. Você pega a RS-342 e anda por uns 19 km. Ali fica o pórtico de acesso a Boa Vista do Cadeado.

Do pórtico até a ponte, onde fica a Cascata de Conceição, são uns 2,5 km. Resolvi tirar uma do pórtico! E então, percebi que a câmera não funcionava. Ela até ligava! Ficava 1s ou um pouco mais ligada e desligava sozinha. Foi aí que começou o meu calvário...

Ponte Próxima à Cascata da Conceição, em Cruz Alta
Ponte Próxima à Cascata da Conceição

Pareceu um deja-vou de um episódio que aconteceu comigo em Ilha Grande. Lá eu havia deixado minha câmera cair no mar. Tive de ir ao Rio de Janeiro e comprei uma nova. Por sinal, a que agora estava estragada. Creio que seja só um mal contato. Mas não poderia seguir viagem sem câmera...

O relato segue com...
Procura de Câmera Digital em Passo Fundo...


Contabilidade do Dia
Gasolina Posto Latina = R$ 50,00
Total = R$ 50,00

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Prefeitura Municipal, Casa de Cultura e Estação do Trem de Cruz Alta

Minha visita ao Museu Erico Veríssimo acabou durando mais que o previsto. E isto foi ótimo. Deixei o local e segui à Prefeitura Municipal de Cruz Alta. Dali, à Casa de Cultura. E depois, à Antiga Estação Ferroviária. Nela fica o Arquivo Histórico Municipal. Mas este estava fechado...

Teto de Couro do Salão Nobre da Prefeitura de Cruz Alta
Teto de Couro do Salão Nobre da Prefeitura

Continuação de...
Conversando no Museu Érico Veríssimo, em Cruz Alta


Prefeitura Municipal de Cruz Alta

A Juliana Abreu, historiadora que guiou minha visita pelo museu, indicou que eu procurasse a arquiteta Josiane na prefeitura. Após as longas conversas no museu, acabei esquecendo o nome da arquiteta. E cheguei à prefeitura sem saber exatamente quem procurar...

O pessoal ali desconhecia a tal visita guiada pelo Salão Nobre. Muito menos a tal arquiteta. Uma funcionária foi se informar. Disse que a Josiane só viria na manhã seguinte. Perguntei se poderia dar uma espiada no local. O que mais chama a atenção ali são as pinturas no teto de couro...

Prefeitura Municipal de Cruz Alta
Prefeitura Municipal de Cruz Alta


Casa de Cultura de Cruz Alta

Algo que deixei de comentar é que, quando estava no museu, começou uma chuvarada. E isto fez com que eu revesse alguns planos. Afinal, caminhando na chuva, os metros parecem maiores... Assim, peguei meu carros e segui à Casa de Cultura, três quadras à frente.

Na Casa de Cultura, havia uma exposição de fotos sobre a Coxilha Nativista. O evento é destinado à música gauchesca. Conversando com a funcionária, descobri que o Rossano Cavalari, com quem havia conversado no museu, foi Secretário de Cultura de Cruz Alta...





Antiga Estação Ferroviária

Deixei a Casa de Cultura rumo à Antiga Estação Ferroviária. Eu já sabia que o Arquivo Histórico Municipal estava fechado, por infiltração de água. A Juliana, que me guiou no Museu Erico Veríssimo, trabalha no arquivo. E já havia dito isso. Tirei, assim, apenas umas fotos da construção...

Para encontrar um hotel, foi uma peregrinação. A maioria, lotado. Talvez, em função da chuva. E após quatro hoteis cheios, encontrei um com vagas. Era, na verdade, um motel. Porém, um pouco mais isolado e tranquilo. A pernoite na Pousada Villa Rica valeu à pena...


Contabilidade do Dia
Sukita = R$ 4,00
Pousada Villa Rica = 50,00
Total = R$ 54,00

Conversas no Museu Érico Veríssimo, em Cruz Alta

Deixei a UHE de Passo Real às 12h20. Segui para Cruz Alta, onde cheguei 1h depois. A primeira coisa que fiz foi almoçar. Depois segui para o Museu Erico Veríssimo, na casa onde ele nasceu. Erico Veríssimo foi o maior romancista gaúcho. E um dos poucos escritores brasileiros com projeção internacional...

Franklin, o Avô Boticário e "Cirurgião" de Érico Verissimo
Franklin, o Avô Boticário e "Cirurgião"

Continuação de...
Usina Hidrelétrica do Passo Real, Salto do Jacuí


Chegada a Cruz Alta e Ida ao Museu

Quase quando estava chegando a Cruz Alta, cometi um pequeno erro! Deixei de almoçar em um restaurante na estrada, junto a um posto de gasolina. Ali, o almoço e a gasolina eram mais baratos. Na ânsia por chegar mais cedo, eu acabei gastando mais dinheiro...

Cheguei, assim, a Cruz Alta. Estacionei o carro na Avenida General Osório, a principal da cidade, poucos metros após a prefeitura. Almocei ali perto. Segui para o Museu Erico Veríssimo, uma quadra adiante. O museu é pequeno. E a visita guiada durou uns 30 minutos. Mas fiquei conversando quase 2h...

Maquete de Santa Fé, por Erico Veríssimo
Maquete de Santa Fé, por Erico Veríssimo

Logo na entrada do museu, há um desenho de Santa Fé. Esta é a cidade fictícia onde se passam os três romances da série "O Tempo e O Vento". E a cidade foi toda projetada por Erico Veríssimo antes de escrever. Esta série se caracteriza pelo híbrido de ficção e realidade...


Erico Veríssimo: Anotações, Desenhos e Filhos

Chamam a atenção as anotações e os desenhos feitos por Erico Veríssimo. Não sou um profundo conhecedor do escritor. Lembro, na verdade, de ter lido apenas dois de seus livros. De qualquer forma, desconhecia seu talento para o desenho. Há até o retrato de uma suposta musa da adolescência...

A Musa da Adolescência de Erico Veríssimo
A Musa da Adolescência

Outro ponto que me fugia da lembrança são os diversos livros escritos para crianças. Sempre que vejo o nome de Erico Veríssimo, lembro-me somente do romancista. Sinceramente, não me recordava de sua literatura dedicada a um público infanto-juvenil...

Como não poderia deixar de ser, há as fotos antigas e os objetos pessoais. A primeira máquina de escrever e a inseparável boina são os destaques. Entre as fotos, as do Erico Veríssimo criança chamam a atenção. Assim, como as com o seu filho, o escritor Luis Fernando Veríssimo, ainda criança...

Anotações de Érico Veríssimo para o livro "Arquipélago"
Anotações para "Arquipélago"

Uma curiosidade é que Sebastião, pai de Erico, fazia o estilo bon vivant. Seus gastos eram grandes. Supoem-se que tenha tido filhos fora do casamento. E possivelmente este tenha sido o motivo do divórcio. Erico e Ênio, em certo momento, passaram a viver só com a mãe.



Conversas após A Visita

Quem conduziu a minha visita pelo museu foi a historiadora Juliana Abreu. Já estava pronto para deixar o local, quando fiz a ela uma pergunta. Questionei se ela sabia como se chega à Cascata da Conceição. Ela não sabia ao certo. Mas o Rossano Cavalari sim! Então, conversamos por um bom tempo...

Clarissa e Luís Fernando Veríssimo - filhos do escritor Érico Veríssimo
Clarissa e Luís Fernando Veríssimo

O Rossano, natural de Santiago, já escreveu quatro livros sobre Cruz Alta. E o seu conhecimento histórico sobre a região é fascinante. Destacou algumas personalidades da cidade. Os políticos Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado e Plínio Gomes de Melo. Além do escritor Heitor Saldanha.

O relato segue com...
Prefeitura Municipal, Casa de Cultura e Estação do Trem de Cruz Alta


Contabilidade do Dia
Almoço = R$ 14,00
Total = R$ 14,00

domingo, 27 de janeiro de 2013

Reserva Indígena Mbyá Guarani, Salto do Jacuí

A Reserva Indígena Mbyá Guarani possui 274 há e fica a 4,6 km da cidade de Salto do Jacuí. As vias de acesso são transitáveis o ano todo.
Reserva Indígena Mbyá Guarani, Salto do Jacuí
Reserva Indígena Mbyá Guarani, Salto do Jacuí

A reserva é margeada pelo rio Jacuí. Neste local fica a Cascata do Saltinho, que deu origem ao nome do município de Salto do Jacuí.

Na reserva (tekó), vivem 45 famílias Mbyá Guarani, do tronco linguístico Tupi Guarani. Elas preservam sua língua e cultura (nanderekó).


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Usina Hidrelétrica do Jacuí, Salto do Jacuí

Barragem do Passo Real, Salto do Jacuí

A Usina Hidrelétrica do Passo Real, localizada no Rio Jacuí, no município de Salto do Jacuí, foi inaugurada em 1973. A barragem Passo Real possui o maior lago artificial do RS, com 22.500 hectares. E possui seis comportas.

Barragem do Passo Real, Salto do Jacuí
Barragem do Passo Real, Salto do Jacuí

A barragem forma o reservatório de regulação para os aproveitamentos à jusante. Este tem às suas margens os municípios de Fortaleza dos Valos, Alto Alegre, Campos Borges, Quinze de Novembro e Salto do Jacuí.


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Usina Hidrelétrica do Passo Real, Salto do Jacuí

sábado, 26 de janeiro de 2013

Usina Hidrelétrica Leonel de Moura Brizola, Salto do Jacuí

Fica na sede do município de Salto do Jacuí. A CEEE projetou e construiu a usina, que tem potência instalada de 180 MW. A barragem Maia Filho, de concreto armado, possui 17 comportas.
Usina Hidrelétrica do Jacuí (Leonel Brizola)
Usina Hidrelétrica do Jacuí (Leonel Brizola)

A primeira unidade da UHE Jacuí foi inaugurada em 1962. A usina possui seis grupos geradores de 30 MW, com adução realizada por túnel de 1.200 metros de comprimento e nove de diâmetro.

Em 2005, a Usina Hidrelétrica do Jacuí passou a ser chamada de UHE Leonel de Moura Brizola. Foi uma forma de homenagear o ex-governador gaúcho. O político havia participado na inauguração da UHE do Rio Jacuí, em 1962.


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Usina Hidrelétrica do Jacuí, Salto do Jacuí

Salto do Jacuí, Rio Grande do Sul

Situado a 155 km de Passo Fundo e a 284 km de Porto Alegre, esse município tem 12,5 mil habitantes. A cidade abriga um importante complexo hidrelétrico, o qual gera energia suficiente para abastecer 1/3 do RS.
Cidade de Salto do Jacuí, no mapa do Rio Grande do Sul
Salto do Jacuí, Rio Grande do Sul

Mapa de Salto do Jacuí adaptado de Wikipedia.

O desenvolvimento e a economia da cidade ocorreram com a construção das usinas hidrelétricas. Graças a elas o pequeno vilarejo, chamado Salto Grande, recebeu milhares de pessoas e se transformou em Salto do Jacuí.

As usinas Leonel de Moura Brizola e Passo Real ficam em Salto do Jacuí. A principal, devido à importância histórica e à capacidade de gerar energia, é a que leva o nome do político gaúcho.

Gerador da Usina Hidrelétrica do Jacuí (Leonel Brizola)
Gerador da UHE do Jacuí (Leonel Brizola)

A barragem do Passo Real, construída para criar o reservatório de águas, forma um belo lago. Ali se pode passear de barco. Também é possível fazer trilhas ecológicas e visitar as cascatas do município.

Em Salto do Jacuí, fica a maior jazida de ágata do mundo. A extração ainda manual. Os operários passam o dia em túneis, em busca de pedras. E essas, depois de beneficiadas, são exportadas para a Europa.

Corte de Tubulação da Usina Hidrelétrica do Passo Real
Corte de Tubulação da UHE do Passo Real

Evento

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Usina Hidrelétrica do Passo Real, Salto do Jacuí

Pouco após as 10h30, deixei a UHE do Jacuí e parti para a do Passo Real. O diferencial, à primeira vista, é que se observa a barragem antes de se chegar à usina. Esta barragem é considerada o maior lago artificial do RS. Dentro da UHE do Passo Real também recebi um grande volume de informações...
Tubulação de Água da Usina Hidrelétrica do Passo Real, Salto do Jacuí
Tubulação de Água da UHE do Passo Real


Continuação de...
Usina Hidrelétrica do Jacuí, Salto do Jacuí


Como Chegar à UHE do Passo Real

Para se chegar à UHE do Passo Real, deve-se pegar a RS-481 na direção de Cruz Alta. Se você, como eu, estiver deixando a cidade de Salto do Jacuí, o caminho é à esquerda. Se seguir à direita, no trevo de entrada da cidade, irá para Estrela Velha, onde fica a UHE de Itaúba.


Pegando à esquerda e seguindo em direção à Cruz Alta, você verá um pouco à frente, outro trevo. Seguindo em frente, você irá para Cruz Alta. Seguindo à direita, você irá para Espumoso. Você deve seguir à direita por uns 2,5 km. A estrada é bem ruim. Talvez pior que a estrada de chão que está por vir...

Mosaico de Gastão Tesche na Manutenção da Usina Hidrelétrica do Passo Real
Mosaico de Gastão Tesche

Após os 2,5 km pelo asfalto, há um trecho de por estrada de terra. Não tem erro! A estrada acaba na UHE do Passo Real. O último trecho, mais próximo da usina, é pavimentado. À direita, você verá a Barragem do Passo Real. É o maior lago artificial do RS, como registrei no início da postagem...


Informações Técnicas

Na postagem da UHE do Jacuí, não passei informações técnicas. São informações relevantes à qualquer hidrelétrica. A principal é que a UHE transforma energia mecânica (água em movimento) em elétrica. Para isso precisa criar um campo eletromagnético. Um imã gigante!

Guindaste Usado na Manutenção da Usina Hidrelétrica do Passo Real
Guindaste Usado na Manutenção de Passo Real

A UHE do Jacuí possui 17 comportas "pequenas". A UHE do Passo Real, quatro "grandes". O conjunto de eixo, com a turbina e as pás pesa 80 toneladas na UHE do Jacuí. Na UHE do Passo Real, 200 toneladas. Há guindastes que erguem estes conjuntos para manutenção...


Planejamento e Projetos Ambientais

As usinas foram construídas em forma sequencial. Quando a do Jacuí foi inaugurada, em 1962, começou a construção da do Passo Real. Quando esta foi concluída, em 1973, iniciou-se a de Itaúba. Esta foi inaugurada em 1978! O guia comentou: "No período do governo militar, havia planejamento. Essas obras eram projetadas e executadas".


As UHE são frequentemente criticadas por danos ao ambiente. Ele comentou que a CEEE desenvolve diversos projetos ambientais. Seja plantando árvores e criando peixes, seja contribuindo com a educação ambiental em escolas. Próximo a Passo Fundo, em Ernestina, a um local destinado a piscicultura...

O relato segue com...
Conversas no Museu Érico Veríssimo, em Cruz Alta 

Usina Hidrelétrica do Jacuí, Salto do Jacuí

A região de Salto do Jacuí é famosa por suas usinas hidrelétricas. A cidade é um polo gerador de energia. Na véspera, havia conhecido a UHE de Itaúba. A programação para a manhã do dia 09/10/12 foi visitar duas hidrelétricas. A primeira que conheci foi a UHE do Jacuí, a mais antiga de todas...
Paineis de Controle da UHE do Jacuí
Paineis de Controle da UHE do Jacuí

A UHE de Itaúba fica em Estrela Velha, cidade vizinha a Salto do Jacuí. Como registrei naquela postagem, não encontrei hotel em Estrela Velha. Segui para Salto do Jacuí. Fiquei no Hotel Arrigor e, como previa, me arrependi. O hotel fica numa avenida com trânsito mais intenso e muito barulho...


Contatos para Visitar a Usina Hidrelétrica do Jacuí

E assim, após uma noite mal dormida, segui em direção à UHE do Jacuí. Esta usina teve seu nome mudado, há pouco, para Leonel de Moura Brizola. Uma homenagem ao político gaúcho que foi governador do Rio de Janeiro. Minha ideia era visitar também, naquela manhã, uma reserva indígena...

Na entrada da usina, o segurança disse que eu devia pegar uma autorização com o Abel, na administração da CEEE. Ele estava em reunião, sem previsão de demora. Disse para a recepcionista que daria uma circulada e voltaria um pouco mais tarde...




Visita à Reserva Indígena não Deu Certo!

Passei na Prefeitura Municipal. Lá eu fui informado que deveria passar em um outro local para visitar a reserva indígena. Acabei não registrando esse nome por achar a situação meio confusa. Neste local, alguém entraria em contato com o cacique para ver se eu poderia ir. Achei aquilo esquisito...

Decidi retornar à administração da CEEE. No caminho, passei num mercado. A reunião do Abel ainda não havia acabado. A recepcionista me passou com a Márcia, que preencheu os documentos. E pegou a autorização com o Abel. Saí de lá com a papelada para visitar as duas usinas.

Turbina de Usina Hidrelétrica - A Água Bate nas Pás. Estas Fazem o  Eixo Girar, Gerando Energia Elétrica.
A Água Bate nas Pás. Estas Fazem o
Eixo Girar, Gerando Energia Elétrica.
 

Visita à Usina Hidrelétrica do Jacuí

O funcionário que me acompanhou foi extremamente atencioso. Boa parte das informações, no entanto, acabei perdendo, devido ao barulho na usina. A UHE do Jacuí foi inaugurada em 1962, tendo completado, recentemente, 50 anos. Seu maquinário mais antigo gera mais barulho e calor...

Muitas informações são iguais nas duas usinas. E para não prolongar muito a postagem, citarei apenas os pontos mais relevantes da UHE do Jacuí.


+ Esta usina tem 17 comportas. Como a barragem estava 8 metros abaixo do nível normal, as comportas estavam fechadas;

+ O eixo das turbinas gira a uma velocidade de 300 rpm;

+ Praticamente, todas as operações são manuais. O computador identifica o setor de um problema. Mas não o problema propriamente dito.

O relato segue com...
Usina Hidrelétrica do Passo Real, Salto do Jacuí


Contabilidade do Dia
Bom Ar Lavanda = R$ 8,20
Água Mineral Fonte Ijuí 2 L = R$ 2,80
Total = R$ 11,00

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Discografia de Yamandu Costa: 2007 a 2010

2007 – “Yamandu + Dominguinhos”
Yamandu e Dominguinhos tocam composições próprias e de outros músicos. Há composições de Tom Jobim, Sivuca, Chico Buarque, Luiz Gonzaga.

Yamandu Costa Lançou Dois Discos com Dominguinhos
Yamandu Lançou Dois Discos com Dominguinhos

2007 – “LIDA”
No álbum, Yamandu resgata e homenageia as raízes gaúchas. “Ana Terra” baseia-se em “O Tempo e o Vento”, do escritor gaúcho Érico Veríssimo.


2008 – “Mafuá”
O álbum “Mafuá” foi gravado, na Alemanha, em 2007, sendo lançado em 2008. Em “Mafuá”, há choro, samba, tango. Onze das treze músicas foram compostas por Yamandu Costa. No Brasil, o álbum foi lançado em 2011.


2009 – “ Yamandu + Dominguinhos”
O DVD tem 22 músicas, sendo 13 das 15 registradas no CD.

2009 – “Luz da Aurora”
Registro ao vivo de concertos com Yamandu Costa (violão de 7 cordas) e Hamilton de Holanda (bandolim de 10 cordas). Há três composições da dupla, quatro apenas de Yamandu e três de Hamilton. Eles registraram ainda “Escorregando”, de Ernesto Nazareth. O álbum “Luz da Aurora” foi indicado ao Grammy Latino de melhor disco instrumental, em 2010.


2009 – “Yamandu Valter”
Este álbum reúne duas referências do violão de 7 cordas: Yamandu Costa e Valter Silva. Valter tem sua carreira ligada ao choro.



2010 “Lado B”
O álbum “Lado B” retoma a parceria de Yamandu Costa e Dominguinhos. O nome é referência às músicas que ficaram de fora do trabalho anterior.


Veja também...
Discografia de Yamandu Costa: 2000 a 2006

 
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