quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Origem de São Paulo no Pateo do Collegio

Já havia passado pelo Pateo do Collegio algumas vezess durante a minha visita a São Paulo. Não havia conseguido, porém, visitar o Museu Anchieta, localizado em seu interior. Ou por estar fechado, ou por eu estar a caminho de outra visita com horário marcado.

O Museu Anchieta apresenta três ambientes, com temas distintos. A primeira sala descreve a colonização da cidade e os colégios que ocuparam aquele local. Depois, parte-se para o subsolo. E este conserva a estrutura da construção do século XVII. Por fim, visita-se uma sala dos oratórios e imagens religiosas.

Inscrição em Parede do Pateo do Collegio
Inscrição em Parede do Pateo do Collegio

Continuação de...
Bovespa Mostra Um Lado da Moeda


Os Primórdios de São Paulo

Na primeira sala, você verá uma maquete mostrando os primórdios da cidade. Nas paredes, ilustrações, em ordem cronológica, descrevendo a colonização de São Paulo

Ali, você verificará também que o primeiro colégio foi construído pelos jesuítas, em 1554. O Mosteiro de São Bento foi concluído 40 anos depois, em 1594. Já a primeira igreja matriz data de 1598.

E dessa forma, a história da colonização e o desenvolvimento de São Paulo vai sendo contada....

Chamou a atenção a presença do Edifício Altino Arantes (Banespa) nesta "linha do tempo". O prédio foi inaugurado em 1947, quase 400 anos após a construção do primeiro colégio. 

O prédio do Banespa faz parte do período de verticalização de São Paulo. Falarei mais sobre ele na postagem em que descrevo a visita ali realizada nesta mesma tarde. Leia em A Bela Vista do Edificio Banespa - Sao Paulo.

Ruínas do Colégio de 1585, São Paulo
Ruínas do Colégio de 1585


A Cripta Localizada no Subsolo

Dessa sala, partimos para a cripta, que possui acesso restrito e fica localizada no subsolo. A cripta preserva parte da construção do século XVII. Ali você também poderá ver alguns instrumentos e utensílios usados pelos indígenas.

Os mais curiosos, sem dúvida, são os livros com capa de canela preta (madeira). Por ser muito resistente, ela também foi empregada nas esculturas com bustos dos padres relacionados ao período da colonização.


O Padre José de Anchieta

Os padres retratados representam os primeiros jesuítas que chegaram ao Brasil. Entre eles, é claro, você encontrará o espanhol José de Anchieta. Sua presença é um pouco maior na igreja do Pateo do Collegio.

Nesta igreja você verá uma das vestes de Anchieta, assim como um pedaço de sua tíbia. A grande questão é: onde estão os restos mortais de Anchieta?

A questão acima formulada não apresenta uma resposta simples. Eu estive, em janeiro de 2011, em Anchieta, cidade litorânea do Espírito Santo. Lá também há um pedaço de osso do padre jesuíta. Mas nada dos restos mortais ou do jazigo.

O guia do Pateo do Collegio disse que, a princípio, os restos mortais teriam sido encaminhados ao Vaticano. Nada muito certo, porém...

Casa de Anchieta - Pateo do Collegio
Casa de Anchieta - Pateo do Collegio


Biblioteca Padre Antônio Vieira

Também no subsolo, fica localizada a Biblioteca Padre Antônio Vieira. Seu acervo é especializado na história de São Paulo e da Companhia de Jesus. Inclui, ainda, arte, filosofia, igreja católica e litertura.

Esta biblioteca também disponibiliza itens para consulta, como livros, folhetos, jornais, revistas, obras raras e manuscritos. Evidentemente, ela possui outra entrada, que não pela cripta...


Peças Religiosas no Segundo Andar do Museu Anchieta

Da cripta, parti para o segundo andar do museu, onde estão expostos as peças religiosas. Ali você verá imagens de anjos e santos, em madeira policromada. Há também oratórios, ostensórios, calices e crucifixos.

A peça mais interessante neste andar é o baldaquino, localizado em uma sala à parte. Apesar do excelente acervo, para quem curte arte religiosa, o Museu de Arte Sacra, localizado próximo à Estação da Luz, é imbatível.

Outro item que chama a atenção neste andar é o quadro "40 Mártires do Brasil". Estes religiosos foram mortos pelos hunguenotes (calvinistas) quando chegavam ao Brasil...

As Ruínas no Café do Pateo do Collegio
As Ruínas no Café do Pateo do Collegio

Retornando ao térreo, vale à pena você dar uma passada no café do Pateo do Collegio. Ali você poderá ver uma parede de taipa de pilão de 1585. Além disso, há um pequeno mirante no local.

O relato segue com...
Os Primeiros Japoneses no Museu da Imigração Japonesa


Contabilidade do Dia
Almoço - Restaurante Salet's - Perto do Pateo do Collegio = R$ 12,90
Ingresso do Museu Anchieta - Pateo do Collegio = R$ 5,00
Gasto Diário = R$ 17,90

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bovespa Mostra Um Lado da Moeda - São Paulo

Posso dizer que a visita à Bovespa foi um negócio de ocasião... Como eu não consegui contato com a Mesquita Brasil, antecipei a ida ao Centro Histórico

A ideia era visitar o Edifício do Banespa ou o Pateo do Collegio. Acabei visitando ambos e ainda a Bovespa. Neste dia, consegui tempo até para almoçar!

Fachada da Bolsa de Valores de São Paulo
Fachada da Bolsa de Valores de São Paulo


Continuação de...
A Bela Vista do Edifício Banespa



Localização da Bovespa

Assim, após concluir a visita à torre do Banespa, eu segui para a Bovespa. Bem em frente ao Edifício do Banespa, fica a BM&F. Seguindo pela rua à esquerda, e caminhando uns poucos passos, você chegará à Bovespa...

A Bovespa fica localizada no antigo centro financeiro de São Paulo. Ali ficam a também BM&F, o antigo Banespa, o Banco de São Paulo, o Banco Ítalo Francês. E o antigo Banco do Brasil (atual CCBB) não fica longe dali...



Iniciando a Visita à Bovespa

Assim como no Edifício do Banespa, fiz a visita à Bovespa também sozinho. Na entrada, você receberá um 3D, para acompanhar a apresentação de um filme.

A função dele é criar o efeito de movimentos para fora da tela de exibição. Este filme deve ter uns 10min e o conteúdo é mais promocional do que didático.

Mesa de Acompanhamento de Indicadores na Bolsa de Valores de São Paulo
Mesa de Acompanhamento de Indicadores



O Filme Promocional

No início, o filme até explica o que são ações, para que servem... Comenta que a emissão de ações é a forma de uma empresa receber maior aporte de capital. E os acionistas recebem dividendos conforme os resultados da empresa. Tudo, é claro, com uma sequência de imagens ilustrando o processo.

Então, o filme começa a adquirir um caráter mais promocional... O expectador é orientado sobre os motivos e os benefícios de se investir em ações. Também é descrita a forma de se investir em ações e como fazer isto. Sempre em cenários otimistas, naturalmente...

Balcão de Recepção da Bovespa
Balcão de Recepção da Bovespa



Só é Mostrado um Lado da Moeda

O filme não chega a ser enganoso. Longe disto... Somente penso que teria mais credibilidade se mostrasse os dois lados da moeda... Poderia, ao menos, citar o Crash de 29 ou a crise econômica de 2008, decorrente da crise dos subprimes. E também a onda de falências e suicídios que se sucederam a estes episódios.

Evidente: não com um caráter negativo ou trágico! Simplesmente, para mostrar o que expeculações e mau gerenciamento podem gerar. Ou seja, teria somente um propósito educativo e não de gerar pânico...

Ao mostrar apenas um dos lados, lembrou o Museu da Resistência, que só traz o depoimento dos presos políticos. Lembrou também o ex-ministro Ricupero: "O que é bom a gente mostra. O que é ruim a gente esconde"...

Tela com Índices de Ações da Bovespa
Tela com Índices de Ações


Exposição Histórica sobre a Bovespa

Concluído o filme, circulei um pouco por dentro do prédio da Bovespa. Ali há uma espécie de exposição registrando o histórico evolutivo da bolsa de valores. Bem interessante...

As primeiras máquinas de calcular, os primeiros computadores e os primeiros pregões. Há também o telão com as oscilações de ações. Lembra aquelas telas de horários de voos nos aeroportos.

De uma maneira geral, a visita à Bovespa vale à pena. É claro: para quem for de São Paulo ou tem tempo sobrando. Afinal, há diversas outras prioridades para se visitar quando não se conhece a cidade. Este é o caso, por exemplo, do Pateo do Collegio, que registro na próxima postagem...

Antigo Pregão da Bolsa de Valores
Antigo Pregão da Bolsa de Valores

O relato segue com...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A Bela Vista do Edificio Banespa - São Paulo

Quatro dias antes de visitar o prédio do Banespa, conheci o Martinelli localizado a poucos metros. A ideia era conhecer os dois na mesma ocasião e comparar a vista sob as mesmas condições meteorológicas.

Como o Prédio do Banespa já estava fechado, pude apenas visitar o Martinelli. Eis que no dia em que me despedia de Sampa consegui visitar também a torre do Banespa...

Palácio de Justiça de São Paulo
Palácio de Justiça de São Paulo

Continuação de...


Da USP para o Banespa

Eu deixei a Cidade Universitária da USP em direção ao Centro Histórico de São Paulo. E o primeiro local da minha lista a ser visitado era o prédio do Banespa. 
Quando cheguei ali, estava mesmo rolando uma visita guiada. Aproveitei para tomar um pouco de água e ir ao banheiro, enquanto esperava...

Fotos da Construção do Edificio Banespa - São Paulo
Fotos da Construção do Edifício


Subida até a Torre e Fotos da Construção

Logo, desceu uma turma pelo elevador e fui autorizado a subir. Na verdade, a subida até a torre do Banespa consiste de três etapas. Há um grande trecho de elevador, seguido de outro trecho menor. Por fim, a subida pelas escadas até o topo do prédio.

E na passagem do primeiro para o segundo elevador, você verá uma equipe de segurança. Uma dessas seguranças acompanhou-me no segundo elevador. Ao descer dele, você chegará a uma pequena base de onde começa a escada para a torre. Ali, você poderá ver algumas fotos do processo de construção do prédio.

Construção do Edifício do Banespa - São Paulo
Construção do Edifício do Banespa

A segurança que estava nesta base estranhou que eu estivesse sozinho. Ela disse que, geralmente, as pessoas chegavam ali em grupos. E como ainda havia um grupo na torre, fui orientado a aguardar um pouco. Neste tempo, circulei pelo pequeno espaço para dar uma conferida nas fotos.


Viaduto Santa Ifigênia e Mercado Municipal

Então, fui autorizado a subir por um período de 5min. Lá no topo da torre do Banespa havia mais dois seguranças. Perguntei a eles o nome da nova ponte, próxima ao Anhanguera. Eles pediram desculpas por não saberem responder...

Igreja Santa Ifigênia e Viaduto
Igreja Santa Ifigênia e Viaduto

Além desta ponte, você poderá ver o Viaduto e a Igreja Santa Ifigênia. Por ser mais alta, a torre do Banespa permite uma melhor visão que a do Martinelli. De qualquer forma, a Igreja Santa Ifigênia fica parcialmente encoberta. O que você identifica com clareza serão as suas torres.

Igreja e Viaduto Santa Ifigênia; Mirante do Vale
Igreja e Viaduto Santa Ifigênia; Mirante do Vale

O Mercado Municipal também pode ser visto do prédio do Banespa. E mais uma vez com mais clareza que a vista a partir do Prédio Martinelli. Você conseguirá visualizar praticamente todo o prédio do Mercadão. As suas duas cúpulas são facilmente identificadas...

Mercado Municipal de São Paulo
Mercado Municipal de São Paulo


Catedral da Sé e Mosteiro de São Bento

Ao olhar para a Sé, você verá a Catedral e o Palácio da Justiça. A Catedral da Sé destaca-se com suas duas torres e a sua enorme cúpula. O Palácio da Justiça, à esquerda da Catedral da Sé, é facilmente identificada. O Banespa oferece uma melhor visão de ambos, comparada ao Martinelli.

Torres e Cúpula da Catedral da Sé
Torres e Cúpula da Catedral da Sé

A Igreja do Mosteiro de São Bento também aparece de forma bem clara. Entre o Mosteiro de São Bento e a Igreja Santa Ifigênia, fica o Mirante do Vale. O maior edifício do Brasil fica em frente ao Viaduto Santa Ifigênia. O edifício Mirante do Vale também é facilmente identificável do alto da torre do Banespa.

Igreja e Mosteiro de São Bento
Igreja e Mosteiro de São Bento


Palácio Matarazzo e Pateo do Collegio

Já o Palácio Matarazzo, atual sede da prefeitura de São Paulo, fica parcialmente encoberto. Este é um prédio que não lembro de ter visto a partir do Martinelli... E foi possível identificar o momento em que um helicóptero decolava dali. Ainda pode-se avistar parte do jardim no terraço, não mais acessível ao público.

Palácio Matarazzo - Prefeitura de São Paulo
Palácio Matarazzo - Prefeitura de São Paulo

Por fim, você poderá identificar a região do Pateo do Collegio. Além do próprio, você verá a Secretaria de Justiça à sua esquerda. O Monumento Glória Imortal e o Primeiro Tribunal de Alçada Civil, em frente. E a Casa Número 1 e o Solar da Marquesa de Santos à esquerda, aos fundos.

A Região do Pateo do Collegio
A Região do Pateo do Collegio


Edifício do Banespa X Prédio Martinelli

Por tudo o que registrei, parece óbvio que a visita ao Edifício do Banespa é mais interessante que ao Martinelli. Na verdade, como já comentei na postagem do Martinelli, preferi a visita àquele prédio. E não sei exatamente explicar a razão disto... O Martinelli parece ter um charme e uma beleza difíceis de descrever...

Também pode ser pelo fato de lá haver visita guiada e se receber um histórico do prédio. Ou talvez por o Martinelli possuir um terraço com um belo palacete ali construído. Ou por podermos caminhar em torno de todo este terraço! Seja como for, visite os dois e tire suas próprias conclusões... Vale à pena!

O relato segue com...

Contabilidade do Dia
Metro Estação Butantan - Estação São Bento = R$ 2,90
Gasto Diário = R$ 2,90

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dinossauros e Rochas no Museu de Geociências da Usp - São Paulo

Como dito na postagem anterior, tinha basicamente dois objetivos ao visitar a USP. Um deles era conhecer o Museu de Antropologia. Este estava fechado, sem previsão de reabrir. O outro era visitar o Museu do Crime. Ele fica fora da Cidade Universitária e só abriria à tarde.

Parti, então, para o plano B: visitar outros locais da USP "só para não perder a viagem"... Na verdade, estes locais estavam previstos no meu planejamento da viagem. Eram os locais que eu visitaria "caso sobrasse tempo".

Deles o que mais me impressionou foi o Museu de Geociências. Basicamente, ele reúne pedaços de rochas e pedras semi-preciosas. Talvez, o mais interessante ali seja a área que registra o emprego delas em itens do dia-a-dia...

Cabeça de Dinossauro - Museu de Geociências da Usp - São Paulo
Cabeça de Dinossauro - Museu de Geociências

Continuação de...


Minerais, Rochas e Meteoritos

Na postagem anterior, comentei minha visita ao MAC e à FAU. Entre estas duas visitas, conheci o Museu de Geociências.

Este museu pertence ao Instituto de Geociências da USP. E possui um dos mais importantes e respeitáveis acervos do Brasil. São 45 mil amostras de minerais, minérios, rochas, espeleotemas, meteoritos.

Dentre os meteoritos, você verá o Itapuranga, o terceiro maior do Brasil. Há também uma grande coleção de fósseis, com importantes espécimes brasileiras.

Geodo de Ametista - Museu de Geociências da Usp - São Paulo
Geodo de Ametista - Museu de Geociências


Dolomita, Geodos e Biotita

Dentre as pedras que chamarão a sua atenção, provavelmente estará a dolomita, da Bahia. Com formato esférico e pesando 123kg, lembra uma bola de boliche ou uma bola de bilhar gigante!

Há ainda os geodos de ametista, com suas cores roxo ou violeta... A brasilianita, de Minas Gerais, apresenta uma coloração amarelo-dourada. Já a biotita gnaisse, também de Minas, mescla diferentes tons de marrom.

Na verdade, boa parte do acervo local é procedente do estado de Minas Gerais. Por exemplo, a ágata (marrom), a esmeralda (verde), a cianista no quartzo (roxa). Há também a turmalina bicolor, com tons verdes e morrons...

A Esférica e Gigante Dolomita - Museu de Geociências da Usp - São Paulo
A Esférica e Gigante Dolomita!


Fósseis e Composições de Outros Países

Há também itens provenientes de outros países. Dentre eles, destacam-se três composições provenientes dos EUA. 

A fluorita e a calcita apresentam um tom vermelho transparente. Lembra uma gelatina! O cobre nativo é alaranjado, com um aspecto semelhante ao da argila. Azurita e malaquita mesclam o azul ao verde.


Da Itália, há a composição enxofre, celestita e calcita no calcário.

Escultura em Xisto, da Bahia - Museu de Geociências da Usp - São Paulo
Escultura em Xisto, da Bahia

Dentre os fósseis, há um anonite, molusco extinto do período mesozoico. Há também um fóssil de inseto, do Cretáceo, encontrado no Ceará.


Grutas e Cavernas

No Museu de Geociências, você verá também belas fotos de cavernas e grutas. Em Goiás, destacam-se São Mateus e São Domingos. E a Gruta dos Brejões, no Morro do Chapéu, Bahia, chama a atenção pela enorme sua beleza. 

A região de Iporanga, em São Paulo, também merece menção.


Uso de Minérios no Dia-a-Dia

Pouco depois que eu cheguei ao Museu de Geociências, chegou uma turma de colégio de São Paulo. A turma, antes de circular pelo local, ouviu as explicações e orientações dos professores.

Como eu já havia visto a maior parte das pedras e rochas, estava só registrando informações. Algumas delas, sobre o emprego das rochas, eu compartilho com você abaixo. Para facilitar a compreensão, citarei a rocha ou minério e, ao lado, o seu uso no dia-a-dia.

Geodo de Ametista - Roxo e Violeta - Museu de Geociências da Usp - São Paulo
Geodo de Ametista - Roxo e Violeta

Quartzo - vidro, relógio;
Calcita - giz;
Titânia - marcapasso, próteses;
Cromo - aço inox;
Estanho - bronze (cobre + estanho), extintor de incêndio;
Enxofre - pomadas, fungicidas;
Tungstênio - lâmpada;
Prata - filme de câmera fotogárafica analógica;
Arsênio - inseticidas, raticidas;
Cobre (cromo?) - bronze (cobre + estanho), eletricidade, moedas;
Chumbo - projéteis de armas de fogo;
Petróleo - benzeno, tolueno, gás, gasolina, diesel, óleo;
Zinco - pilhas (agente redutor);
Manganês - pilha seca Duracell (agente oxidante), permanganato de potássio.

O Museu de Geociências da USP fica abeto de terça a sexta-feira, das 8h às 17h. No mesmo prédio, no primeiro piso, há um esqueleto de dinossauro. Eu tirei algumas fotos ali e segui a minha caminhada...

Esqueleto de Dinossauro no Prédio do Museu de Geociências da Usp - São Paulo
Esqueleto de Dinossauro no Prédio de Geociências

O relato segue com...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

MAC e FAU na Cidade Universitaria da USP - São Paulo

Este era o meu último dia de visita à cidade de São Paulo. E a minha ideia, para  esta manhã, era conhecer o Museu do Crime e o MAE - Museu de Arqueologia e Etnologia. 

Havia lido que o Museu do Crime abria às 8h30. E o MAE, às 9h. Cheguei à Cidade Universitária pouco após às 9h20. E vi que os dois estavam. Para não perder viagem, acabei dando uma caminhada por ali...


Museu do Crime e MAE Fechados

Logo descobri que o Museu do Crime só abriria às 13h. Antes de deixar o prédio, tentei ligar para a Mesquita Brasil. A bateria do meu celular morreu e o cartão de orelhão acabou zerando.

Segui ao Centro de Informações. Ali fiquei sabendo que o MAE estava passando por reformas. E só reabrirá no início de 2012. A sensação foi de viagem perdida! 

Além de usar um bilhete de metrô, caminhei cerca de 1km até a USP...

O Famoso Prédio da FAU, no Campus da USP
O Famoso Prédio da FAU, no Campus da USP


Manifestação na Reitoria

Conversei com uma recepcionista e tracei um roteiro. Ela comentou que estava rolando uma manifestação na reitoria. Como o pior já havia passado, a princípio não havia maiores riscos.

Confesso não ter acompanhado as notícias no período que estive em Sampa. Na Veja do dia 09/11, no entanto, havia uma matéria de uma página entitulada "A Rebelião dos Mimados".

Seguia-se, então, a seguinte chamada: "Com roupas de grife e donos de carros caros, estudantes depredam a USP porque querem fumar maconha sem ser incomodados...". Nem é preciso comentar...

Relógio do Sol, na Cidade Universitária da USP
Relógio do Sol, na Cidade Universitária



O MAC e O Relógio do Sol

Pois bem, comecei o meu passeio pelo MAC, o Museu de Arte Contemporânea. No caminho, passei pelo Relógio do Sol, sem grandes destaques...

O MAC não estava, a princípio, na minha lista de possíveis visitas na USP. Pelo que li no Guia Fique em São Paulo e no site do MAC, não fiquei interessado. A visita ao museu somente confirmou minhas expectativas...



Ensaios Fotográficos e "Arte Cabeça"

O MAC parece mais uma galeria que um museu... Predominam nele os ensaios fotográficos que buscam o experimentalismo. Aquele tipo de "arte cabeça" que o autor insiste que existe um significado.

Prédio do MAC - Museu de Arte Contemporânea
Prédio do MAC - Museu de Arte Contemporânea

Difícil compreender isto em uma série de fotos de moedas enterradas na areia. Ou ainda de cascos de tartaruga. Há também uma sala com desenhos em papel dentro de gavetas.


FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Do MAC, segui para o Museu de Geociências e, dali, para a FAU. Como falarei do Museu de Geociências em outra postagem, restrinjo-me aqui à FAU.

O prédio da FAU é, possivelmente, o mais famoso na Cidade Universitária da USP. A arquitetura modernista, com vãos e rampas, é o que o torna original.

O prédio é motivo de orgulho para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Em frente a ele, há pequenos jardins...

Jardim em Frente à FAU, na USP
Jardim em Frente à FAU, na USP
  
O relato segue com...
Dinossauros e Rochas no Museu de Geociências da Usp


Contabilidade do Dia
Metrô Estação Clínicas - Estação Butantan
Gasto Diário = R$ 2,90

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Parque Estadual da Cantareira - São Paulo

Era costume, nos séculos XVI e XVII, armazenar a água em jarros de barros, os cântaros. E as prateleiras onde eles eram guardados eram chamadas cantareiras.

Devido à grande quantidade de nascentes e córregos, a região foi apelidada de Serra da Cantareira. O apelido foi dado pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões.


Tamanho, Criação e Uso


O Parque Estadual da Cantareira é uma verdadeira floresta dentro da cidade de São PauloCom 8.000 ha - o equivalente a 8.000 campos de futebol - é a maior floresta urbana nativa do mundo. Criado em 1963, abrange os municípios de São Paulo, Guarulhos, Mairiporã e Caieiras.

Hoje, o Parque da Cantareira está voltado ao ecoturismo. São diversos caminhos e trilhas abertos dentro da mata. Eles permitem que você entre em contato com a natureza. E conheça a mata atlântica e alguns de seus animais.

Parque Estadual da Cantareira, São Paulo
Parque Estadual da Cantareira, São Paulo


A Fauna

A fauna inclui grandes espécies, como a onça e a anta, aves e macacos. Entre os macacos, os mais comuns são o macaco-prego e o bugio. 

Há, também, a preguiça, o serelepe, o quati, a suçuarana e o macaco Sauá. E animais mais comuns, como cobras, lagartos, insetos...


A Flora

No Parque Estadual da Cantareira, algumas espécies de árvore destacam-se. É o caso do guapuruvu, da figueira, da peroba, da canela, do jequitibá. Você também verá jacarandás, embaúbas, tapiá-mirins e cedros-rosa.

Abaixo das copas, ficam as espécies arbustivas e herbáceas, além dos cipós. Também são comuns as epífitas - plantas que crescem sobre outras plantas. Dentre elas, as bromélias e as orquídeas são as mais apreciadas.

A Cidade de São Paulo do Alto da Pedra Grande
A Cidade de São Paulo do Alto da Pedra Grande


Os Quatro Núcleos

O Parque Estadual da Cantareira possui quatro núcleos. O Núcleo da Pedra Grande é o mais procurado pelos visitantes. O Engordador é assim chamado devido a uma fazenda de engorda de gado.

O Núcleo Águas Claras possui 80% de sua área como Área de Proteção aos Mananciais. Já o Cabuçu, em torno da represa, foi aberto à visitação em 2008.

# Núcleo da Pedra Grande
A partir da portaria, você encontrará três trilhas principais. A mais suave é a Trilha da Bica, circular, com 1,5km. Ela leva a uma fonte d´água, frequentada por pássaros e quatis. E mostra a floresta de diferentes ângulos, devido aos aclives e declives do percurso.

Lago das Carpas, no Parque da Cantareira
Lago das Carpas, no Parque da Cantareira

A Trilha das Figueiras, também circular, possui 2 km. E é uma trilha de nível médio, intercalando trechos suaves e íngremes. É repleta de grandes figueiras e de bugios.

A mais extensa é a Trilha da Pedra Grande, com 9,6 km (ida e volta). Pela sua extensão e pela subida, é considerada de nível médio. A trilha é uma antiga estrada usada por tropeiros.

A Pedra Grande é um grande afloramento rochoso de granito. E seu pico fica  a 1.010 m de altitude. Dali, o visitante tem uma vista única da cidade de São Paulo. Nos dias mais claros é possível avistar até trechos da Serra do Mar. 

A Trilha da Pedra Grande dá acesso, também, ao Lago das Carpas. Trata-se de uma área tranquila e agradável, usada para fazer exercícios ou relaxar.

Vista de São Paulo do Alto da Pedra Grande
Vista de São Paulo do Alto da Pedra Grande


# Núcleo Engordador
O núcleo possui duas trilhas para trekking e uma para mountain bikeA Trilha da Cachoeira é circular, com 3km de extensão. De nível médio, passa por três quedas d´água e cruza o rio Engordador.

Na parte mais alta, chega ao antigo tanque de captação de água da Sabesp. Na Trilha da Cachoeira, você verá muitos jequitibás e baúnas. Nela também podem ser avistados animais como bugio e serelepe

A Trilha do Macuco, com 650 m, também é circular. De nível fácil, acompanha o Córrego Curipira. Na Trilha do Macuco, você verá samambaias-açu e tapiás.

A Trilha de Mountain Bike tem 4 km (ida e volta) e pode ser usada apenas por ciclistas. No caminho, íngreme, é possível ver torres da hidrelétrica de Furnas.

Trilha da Pedra Grande, Parque Estadual da Cantareira - São Paulo
Trilha da Pedra Grande


# Núcleo Águas Claras
Fica localizado no município de Mairiporã. Acesso pela Trilha das Águas, com 1 km de extensão. 

Já a Trilha da Samambaia-açu, com 1,4 km, é circular e de nível médio. Ali, há uma linda alameda, com grandes samambaias. Há também os pinheiros, fruto das primeiras tentativas de reflorestamento.

A Trilha da Suçurana é a principal do núcleo. Dela saem as outras duas. Com 3,7 km de extensão, é definida como de nível médio. E liga Águas Claras à Pedra Grande e ao Lago das Carpas.

O trajeto é formado por bosques de pinheiro e mata ciliar. E a trilha é ladeada por árvores de até 30 m de altura.

Pedra Grande - Vista de São Paulo
Pedra Grande - Vista de São Paulo


# Núcleo Cabuçu
O Cabuçu é o maior núcleo do Parque Estadual da Cantareira. E o seu nome relacionado à abundância da árvore cabuçu na região.

A Trilha da Jaguatiriga, com 1.000 m, é de nível fácil. E no trajeto é possível visualizar a transição entre espécies exóticas e nativas.

A Trilha da Cachoeira, com 5.200m, é difícil. O trajeto, com alta declividade, passa por árvores imponentes e cursos d´água. Esta trilha - como o seu nome sugere - desemboca em uma bela cachoeira.

Veja também
Pedra Grande - O Ponto Mais Alto de Sampa
Estranho Jogo no Lago das Carpas - Parque da Cantareira

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Museu Afro Brasil - São Paulo

Além de suas interessantes exposições temporárias, este jovem museu tem um acervo fixo de 3.000 obras. Entre elas, você verá pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, livros, vídeos e documentos.

As obras - algumas delas de artistas brasileiros, outras de estrangeiros, têm em comum a temática do negro. E parte delas pertence ao artista plástico Emanoel Araújo, o curador do Museu Afro Brasil.

Museu Afro Brasil no Parque Ibirapuera
Museu Afro Brasil no Parque Ibirapuera

Este museu, localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi aberto em 2004. E tem como objetivo fazer uma releitura da história, da memória, da cultura e da identidade da população do Brasil, sob a perspectiva do negro. 

Também destaca a influência africana e afro-brasileira na cultura nacional. E procura preservar, valorizar e divulgar o universo do negro brasileiro, através de suas realizações no cinema, música, dança, teatro e esporte.


Veja também
Pelé, Zumbi e Lampião no Museu Afro Brasil - São Paulo

Parque Ibirapuera - São Paulo

Localizado na área central da cidade de São Paulo, o Parque Ibirapuera é repleto de atrações culturais e esportivas. A propósito, Ibirapuera, em tupi-guarani, significa "árvore podre".
Monumento à Bandeira, em Frente ao Ibirapuera
Monumento à Bandeira, em Frente ao Ibirapuera

A ideia de transformar o terreno de várzea em parque começou a tomar forma em 1951. Os seus principais idealizadores foram o arquiteto Oscar Niemeyer e o paisagista Roberto Burle Marx.

Dessa forma, o Parque Ibirapuera integra áreas verdes a belas construções, como a Oca e o Auditório Ibirapuera.

Obelisco em Frente ao Parque Ibirapuera
Obelisco em Frente ao Parque Ibirapuera

Criado, dessa forma, no quarto centenário da cidade de São Paulo, o Parque Ibirapuera é preferido da cidade. No Ibirapuera, a população relaxa, passeia, namora, pratica esportes e se diverte.

Auditório do Ibirapuera - Projeto de Niemeyer
Auditório do Ibirapuera - Projeto de Niemeyer

Aos finais de semana, cerca de 200 mil pessoas frequentam o parque, que abriga o MAM, o MAC, o Pavilhão Japonês, o Museu Afro Brasil, além das quadras poliesportivas e playgrounds.

O Pavilhão da Bienal e a Oca, recebem mostras temporárias. Já o Auditório Ibirapuera é um espaço destinado à realização de shows. Esses três prédios foram projetados por Oscar Niemeyer. 

Oca - Espaço para Exposições no Ibirapuera
Oca - Espaço para Exposições no Ibirapuera

A figueira-benjamim, próxima ao portão 7, foi eleita a árvore símbolo de São PauloTem 40m de diâmetro e 16 de altura. O tronco principal é protegido por 12 secundários.

Planetário do Parque Ibirapuera
Planetário do Parque Ibirapuera


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Horto Florestal de São Paulo

O Horto Florestal situa-se ao sopé da Serra da Cantareira, a 15 km do centro de São PauloE oferece também um ótimo espaço de lazer para os moradores da Zona Norte da cidade.
Árvores no Horto Florestal de São Paulo
Árvores no Horto Florestal


Criação do Horto Florestal

Horto Florestal foi concebido, em 1896, pelo naturalista e botânico sueco Alberto Löfgren. Por isso, seu nome oficial é Parque Estadual Alberto Löfgren.

Patos na Ilha do Lago do Horto Florestal de São Paulo
Patos na Ilha do Lago do Horto Florestal

Foi a primeira área de conservação implantada no estado. E abriga importante diversidade de espécies vegetais e animais.

Ele foi criado a partir da desapropriação do Engenho da Pedra Branca. E possui uma área de 187 hectares, sendo 35 deles destinados ao uso público. É ainda o Parque Estadual mais visitado do Brasil.

Entrada do Horto Florestal de São Paulo
Entrada do Horto Florestal de São Paulo

No Horto, você poderá ver tanto árvores nativas como espécies mais exóticas. E dentre estas, o pinheiro-do-brejo é um exemplo. Já o pau-brasil e o jatobá pertencem ao grupo de árvores nativas. Há também o eucalipto, o carvalho-nacional, o pau-ferro.

Capivaras junto ao Lago do Horto Florestal
Capivaras junto ao Lago do Horto Florestal

Dentre os animais, destacam-se ali os tucanos, maritacas, jacus, capivaras e macacos-prego. É comum observar, também, esquilos, bugios, garças, socós e mergulhões.

Há ainda os lagos e bicas de água potável, além das belas alamedas próprias para caminhada ou corrida.

Lago do Horto Florestal de São Paulo
Lago do Horto Florestal de São Paulo

O Horto Florestal conta também com um Núcleo de Educação Ambiental. Nele, são desenvolvidas diversas atividades educativas. Tanto para escolas, como para o público geral.

Por fim, o Museu Florestal Otávio Vecchi possui o maior acervo de madeiras da América Latina. Ao lado, fica o Trópico de Capricórnio, que corta o parque.

Patos no Horto Florestal de São Paulo
Patos no Horto Florestal


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