terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estação Júlio Prestes - Um Marco da Era do Café

Deixamos a Catedral Ortodoxa com a visita guiada à Sala São Paulo agendada. Já havíamos passado pelo local, no sábado, dois dias antes.  Na ocasião, visitamos a Estação Pinacoteca, ali ao lado. A Estação Júlio Prestes e, por consequência, a Sala São Paulo estavam fechadas.

Agora, as coisas seriam diferentes. Conhecemos a bela estação, construída pelos cafeicultores paulistas. A arquitetura francesa do local foi uma clara provocação aos ingleses. Estes construíram e exploravam a Estação da Luz, ali perto...

Teto do Grande Hall - Estação Júlio Prestes
Teto do Grande Hall - Estação Júlio Prestes


Continuação de...
Primeiro, o Almoço

No sábado, havíamos almoçado no restaurante grego Acrópoles. No retorno, nós por uma rua marcada pelo comércio popular. Na ocasião, vi um restaurante em um dos prédios. 

Comentei com a família e paramos ali para almoçar antes de seguir à Estação Júlio Prestes. Afinal, a visita guiada iniciaria só às 14h...

Estação Júlio Prestes - Marco da Era do Café
Estação Júlio Prestes - Marco da Era do Café


O Relógio da Estação Júlio Prestes

Após o almoço, seguimos para a estação. Aproveitei para tirar algumas fotos da fachada...

Com três pavimentos, a contrução apresenta um belo relógio em uma de suas extremidades. O relógio parece ser uma marca registrada das antigas estações ferroviárias. Não só de São Paulo, fique claro!

A Estação da Luz, ali perto, também ostenta um belo relógio. O mesmo pode ser dito da Central do Brasil, localizada no centro do Rio de Janeiro.

Relógio da Estação Júlio Prestes
Relógio da Estação Júlio Prestes


O Maestro Eleazar de Carvalho

Tiradas as fotos, entrei no prédio para comprar o ingresso da visita guiada. Em frente à entrada, há uma estátua do maestro Eleazar de Carvalho. Irei falar um pouco sobre ele na postagem referente à Sala São Paulo...

Pois bem, a visita iniciou às 14h e a guia era a Grazi. Foi com ela que eu havia falado ao telefone, quando liguei da Catedral Ortodoxa, de manhã.

Estátua do Maestro Eleazar de Carvalho na Estação Júlio Prestes
Maestro Eleazar de Carvalho

Por que a Estação Júlio Prestes foi construída?

A Estação Júlio Prestes foi construída para fazer o transporte de café. Até então, ele era feito através de mulas. Além de lento, as quantidades transportadas eram mais limitadas. E boa parte da carga acaba sendo perdida ao longo da viagem.

Os ingleses construíram a Estação da Luz e alguma parte café era transportado por trem. Mas o preço praticado pelos ingleses é abusivo. Isto aumentava os custos, encarecia o produto e reduzia o lucro dos barões do café.

E esta foi uma das razões que levou os cafeicultores paulistas a erguerem uma estação ferroviária em estilo francês. Era uma provocação e espécie de desforra em relação aos ingleses. 

Grande Hall - Estação Júlio Prestes
Grande Hall - Estação Júlio Prestes


As Crises Econômicas Afetaram a Construção

Mas as coisas, que começaram muito bem, não evoluíram da mesma forma. A construção iniciou em 1926, sendo concluída apenas 12 anos depois, em 1938. Alguns acontecimentos históricos afetaram diretamente a empreitada...

Em primeiro lugar, houve a crash da Bolsa de Nova York, em 1929. Com isto, observou-se uma grande redução na exportação do café.

No ano seguinte, ocorreu a Revolução de 30. E Getúlio Vargas assumiu o poder. Assim, houve uma quebra no rodízio de São Paulo e Minas no governo. Ou seja, os incentivos e benefícios a cafeicultura também diminuíram.

Detalhe de Vitral da Estação Júlio Prestes
Detalhe de Vitral da Estação Júlio Prestes

Por fim, ocorreu a Revolta Constitucionalista de 32, uma tentativa de derrubar Vargas do poder. Patrocinada pelos barões do café, a revolta foi mal-sucedida. E isto levou a uma grande perda de dinheiro.

Os três fatores associados diminuíram o poder e o patrimônio dos cafeicultores. E com menos dinheiro disponível, a construção foi conduzida à "marcha-lenta". Tanto que o luxuoso quarto pavimento da estação, não saiu do papel. Este local aparece apenas nos desenhos do arquiteto Cristiano Stokler...


O bairro Campos Elísios também é afetado...

Não foi só a estação ferroviária que foi afetada por tudo isto. A região em torno dela foi projetada para acomodar a elite cafeeira. O bairro dos Campos Elísios era uma referência ao Champs Elyses, de Paris.

A região acabou se popularizando e degradando. Nos anos 70, era conhecida como "Boca de Lixo". Hoje, é onde fica a "Cracolândia".

Detalhe do Interior da Estação Júlio Prestes
Detalhe Interior - Est Júlio Prestes


A Queda da Rede Ferroviária no Brasil

Por mais paradoxal que possa parecer, as ferrovias começaram a cair na fase de industrialização do país...

A grande questão era a pequena quantidade delas no Brasil. Assim, havia uma tensão constante de o país parar caso os ferroviários entrassem em greve. Por isso, partiu-se com tudo para o transporte rodoviário, recortando o Brasil com rodovias.

Getúlio Vargas reduziu os investimentos em ferrovias. E JK quebrou de vez com o sistema. Nos anos 80, a FEPASA quebrou. E na década de 90, a Estação Júlio Prestes estava abandonada.

Vitrais da Estação Júlio Prestes
Vitrais da Estação Júlio Prestes

Atualmente, a CPTM utiliza a estação apenas para o transporte metropolitano. No auge, os trens que saíam dali iam até Minas Gerais e Mato Grosso.

O relato segue com
Contabilidade do Dia
Metrô Estação Paraíso - Estação da Luz = R$ 2,90
Almoço no Restaurante Trattoria (Luz) = R$ 9,30
Gasto Diário = R$ 12,20

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Belas Pinturas e Lustres da Catedral Ortodoxa de São Paulo

Na manhã do dia 31/10, conhecemos a Catedral Ortodoxa. Nossa ideia, quando planejávamos a viagem, era conhecer também a Mesquita Brasil. Acabou que não conseguimos horário para visitar a última.

Quanto à Catedral Ortodoxa, posso dizer que foi o templo mais bonito visitado em Sampa. A Catedral da Sé é maior, possui belas e robustas colunas em seu interior. Porém, a Ortodoxa, com suas inúmeras pinturas acaba chamando mais a atenção.


Mudança de Planos em Função da Chuva...

Quando saímos de Porto Alegre para São Paulo, a previsão era de chuva para todos os dias. Até então, estávamos dando sorte. Afinal, só havia chovido no fim da tarde anterior, quando estávamos acabando o Turismetrô.

O problema é que no dia 31/10, já acordamos com chuva. Não era nenhum temporal! Porém, não havia previsão de que acabasse tão cedo. Ainda em Porto Alegre, havia cogitado planejar uns dois roteiros para dias de chuva. Acabei não organizando nada muito específico...

O Maior Lustre da Catedral Ortodoxa de São Paulo
O Maior Lustre da Catedral Ortodoxa


A Lista de Locais a Visitar

De manhã, na Pousada, reuni alguns locais que poderíamos visitar independente do tempo. A lista incluía a Catedral Ortodoxa, o bairro da Liberdade (Museu e Templo), a Mequita e a Sala São Paulo.

E verificando nos sites, eu percebi que o Museu da Imigração Japonesa estava fechado em segunda-feira. Mas mantive o roteiro na sequência acima, até em função das estações do metrô que desceríamos.

Fachada da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Fachada da Catedral Ortodoxa de São Paulo

Planejando o Roteiro conforme o Metrô

Para a Catedral Ortodoxa, deveríamos pegar a Linha Verde e descer na Estação Paraíso. Para a Liberdade, a Linha Vermelha até a Estação São Joaquim.

E uma funcionária da Mesquita Brasil disse-me que a Estação Armênia (Linha Vermelha) era a mais próxima. Dias depois vim a ficar sabendo que ela ficava a mais de 4km da Mesquita...

Guerreiro e Cavalo na Entrada da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Guerreiro e Cavalo na Entrada da Catedral

Para a Sala São Paulo, bastava descer na Estação Luz, seja pela Linha Azul, seja pela Amarela.

Pois bem, definido o roteiro partimos em direção à Catedral Ortodoxa.


Identificação para Entrar na Catedral Ortodoxa

Chegamos lá por volta das 10h45. E, ao contrário da maioria das igrejas e da Catedral da Sé, a Catedral Ortodoxa fica fechada. 

Há um portão de ferro e um segurança em uma guarita. E é necessário fornecer documento de identidade para se conseguir entrar no local.

Como fui o primeiro a me identificar comecei a tirar umas fotos da fachada do templo. Nisto surgiu um funcionário, abrindo uma das portas frontais. 

"Trono" na Catedral Ortodoxa de São Paulo
"Trono" na Catedral Ortodoxa

Perguntei se era por ali que se entrava para fazer a visitação. Ele comentou que era pela lateral, mas já que estava ali, poderia entrar... 

Disse também que iria ocorrer uma missa fúnebre de 7o dia ao meio-dia.


Colunas, Arcadas e Imagens na Entrada Principal

A Catedral Ortodoxa apresenta uma torre em cada lateral. E, ao centro, um relógio. Na entrada, há duas colunas que acabam em arcadas. 

Atrás delas, três robustas portas de madeira. Sobre elas, imagens pintadas.

Nas laterais, você verá a ilustração de um guerreiro montando um cavalo. Na central, uma reprodução da Catedral Ortodoxa de São Paulo.

Retrato da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Retrato da Catedral Ortodoxa de São Paulo


Pinturas em Cores Vivas no Interior da Catedral

Internamente, o que mais chama a atenção é a enorme quantidade de pinturas. Impressiona a frequência com que são usadas cores vivas, como o amarelo e o laranja. A maior concentração é na área abobadada sobre a área do altar.

Ali também há uma "muralha branca", repleta de imagens de santos, impedindo a visão e a passagem. Na verdade, há quatro portas nesta "muralha". Mas o local não está aberto à visitação...

Pinturas em Cores Vivas no Altar da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Pinturas em Cores Vivas no Altar

O que se destaca ali é um representação da última ceia de Cristo.


Os Belos Vitrais da Catedral Ortodoxa

Olhando para trás, ao entrar na Catedral Ortodoxa, você verá um belo e enorme vitral. Na verdade, são vários vitrais que, em conjunto, formam uma imagem. A imagem central é Cristo de braços abertos. Outros vitrais mostram passagens de sua vida.


Vitral da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Vitral da Catedral Ortodoxa de São Paulo



Os Lustres

Na laterais do templo, há inúmeros lustres pendurados. Mas os que chamarão mais a sua atenção são os dois lustres gigantes presos às duas cúpulas.

As cúpulas também são bastante trabalhadas. No círculo central de uma delas há um homem de vestes brancas sentado.

De seu peito sai o cabo que prende o maior lustre da Catedral Ortodoxa. Em torno, há quatro imagens de santos.

Um pouco mais afastadas, cenas da vida de Cristo e outras passagens bíblicas.

Homem Sentado - Cúpula da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Homem Sentado - Cúpula da Catedral Ortodoxa


Definindo o Próximo Roteiro

Deixamos a Catedral e pegamos uma lista de telefones. De acordo com os sites, haveria duas visitas guiadas na Sala São Paulo durante a tarde. Já a Mesquita e o Templo Busshinji eram duas incógnitas!

Liguei primeiro para o templo. Um japonês que arranhava o português disse que só haveria visitas a partir de 04/11. Quer dizer, o Bairro da Liberdade não seria visitado hoje...

Liguei para a Mesquita Brasil e falei com a Sandra. Segundo ela, o tradutor não estaria lá na segunda-feira. E o Sheike só fala árabe...

Pinturas e Lustre da Catedral Ortodoxa de São Paulo
Pinturas e Lustre

Finalmente, liguei para a Sala São Paulo. Cabreiro, já agendei a visita guiada para não haver erro!

O relato segue com...
Estação Júlio Prestes - Um Marco da Era do Café



Contabilidade do Dia
Metrô Estação Clínicas - Estação Paraíso = R$ 2,90
Gasto Diário = R$ 2,90

domingo, 29 de janeiro de 2012

Viaduto Santa Ifigênia - São Paulo

Localizado na região do Largo de São Bento, fica bem próximo ao Mosteiro de São Bento. O Viaduto Santa Ifigênia possui estrutura de metal pré-fabricado, belga, instalada, no local, entre 1911 e 1913. O piso de pastilhas, a pintura dourada e as luminárias antigas foram acrescidos mais tarde.

Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo
Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo

No Largo Santa Ifigênia, destaca-se a Igreja Santa Ifigênia, em estilo neogótico. A rua Santa Ifigênia, em frente, é o grande paraíso do produtos eletroeletrônicos e de informática do centro de São Paulo.

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Vista do Viaduto Santa Ifigênia e O Interior Igreja

Palácio da Justiça - São Paulo

Inaugurado em 1942, o palácio foi projetado por Ramos de Azevedo, em 1911, em estilo neoclássico. A construção, uma das mais belas do centro de São Paulo, foi tombada, em 1981, como patrimônio arquitetônico.

Palácio de Justiça de São Paulo
Palácio de Justiça de São Paulo

O Museu do Tribunal de Justiça funciona ali desde 1995. Ele reúne documentos, móveis e objetos que retratam a história do judiciário paulista. 

Ali você terá acesso a algumas relíquias da Revolução Constitucionalista. Vale a pena agendar o passeio monitorado, em grupo pelas dependências do palácio.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Mosteiro de São Bento - São Paulo

Parte importante da cidade de São Paulo, este conjunto foi erguido em 1598, na região central. E passou por cinco reformas. O local recebeu sua primeira capela em 1634. E o atual conjunto do Mosteiro de São Bento, em estilo normando bizantino, foi erguido entre 1910 e 1922.
Mosteiro de São Bento, São Paulo
Mosteiro de São Bento, São Paulo

O projeto do alemão Richard Bernl reúne, talvez, o maior conjunto de tesouros de igrejas da atualidade. A fachada da atual Basílica Nossa Senhora da Assunção ostenta um relógio que só parou uma vez desde 1921. A cada quarto de hora, badalam 6 sinos vindos da Alemanha. O maior deles pesa mais de 5 toneladas.


A decoração do mosteiro segue a escola de arte alemã de Beuron. Foi feita pelo monge beneditino holandês dom Adelbert Gresnicht, também autor da maioria das pinturas.

Na entrada, quem olha para cima vê um zodíaco com os meses do ano. Ao lado, os quatro elementos simbolizados por animais. O elefante simboliza a terra; o golfinho, a água; a salamandra, o fogo; a cotovia, o ar. No centro, o teto tem paineis com a vida de São Bento.

O Relógio Alemão do Mosteiro de São Bento
O Relógio Alemão do Mosteiro de São Bento

O monge Gresnicht também desenhou os vitrais. O da direita reproduz a morte de São Bento. As imagens de apóstolos ocupam, simbolicamente, as colunas do edifício. Sobre o altar paira um crucifixo de mais de 3,5m. Perto, está o túmulo de Fernão Dias Paes, bandeirante que ajudou a erguer a antiga igreja, no século XVII.

O órgão de 6.000 tubos domina o ambiente. Inaugurado em 1954, foi restaurado em 1998. Ganhou console informatizado e companhia de um órgão digital italiano.


O canto gregoriano do coral de monges atrai grande público. Em especial, na missa de domingo.

Além disso, há os bolos confeccionados pela padaria da abadia e vendidos ao público.


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Visita Guiada pelo Teatro Municipal de São Paulo

A visita guiada pelo Teatro Municipal foi uma das melhores da viagem. Talvez só a da Sala São Paulo esteja no mesmo nível. 

No Museu Biológico do Butantan, não havia visita guiada. E a monitora apenas tirava dúvidas, quando questionada. Portanto, dei sorte de pegar uma guia boa.

No Teatro Municipal, começamos pelo saguão, subimos as escadarias e concluímos nas galerias.

Continuação de...


Teatro Municipal - Projeto de Ramos de Azevedo

Esperamos por uns cinco minutos junto à porta lateral do Teatro Municipal. Então apareceram as guias, que disseram não ser permitido fotografar lá dentro. Quem nos acompanhou durante a visita foi a guia Daniela, excelente.

O projeto do Teatro Municipal de São Paulo ficou ao cargo do escritório de Ramos de Azevedo, em colaboração com europeus. E a influência europeia fica evidente ao se analisar a arquitetura do prédio. 

O Teatro Municipal de São Paulo
O Teatro Municipal de São Paulo



Hall de Entrada do Teatro Municipal

No hall de entrada, destacam-se dois tipos de colunas. As robustas colunas de granito apresentam um estilo clássico. Já as de mármore remetem ao barroco.

As paredes internas foram modificadas na reforma. Atualmente elas ostentam um material imitando o mármore. Nas escadarias, porém, o mármore é de verdade! Ali há mármore de regiões da Itália, como Carrara e Siena.


As Musas da Música e da Poesia Musicada

Já as esculturas de bronze que decoram a escada principal são francesas. Elas representam duas musas: a música e a poesia musica. A musa que representa a música exibe tochas, pandeiro, alaúde e tem um pé sobre um gaita de fole.

A que ilustra a poesia musicada exibe tochas e um pergaminho. Ela tem seu pé apoiado sobre o globo. Nas costas, a musa carrega o primeiro instrumento musical. Este instrumento musical foi feito por Hermes, o deus mensageiro, com couro de boi e um casco de tartaruga. 

Uma curiosidade: as musas originaram a palavra museu! 


Os Vitrais Alemães

Complementando os itens provenientes da Europa, há os belos vitrais alemães. Eles retratam duas óperas do compositor alemão Richard Wagner. Um deles representa "A Cavalgada", da ópera "As Valquírias".

O Teatro Municipal de São Paulo - Obra Prima de Ramos de Azevedo
O Municipal - Obra Prima de Ramos de Azevedo


As Três Ordens

O Teatro Municipal era dividido em três ordens, de acordo com o status e a posição social. Na 1a Ordem, ficavam as autoridades e a elite cafeeira. 

Há uma escultura de mármore bem interessante na entrada da Primeira Ordem. Trata-se de um sátiro com a língua de fora...

Já a 3a Ordem foi, pejorativamente, apelidada de galinheiro. Como ficava no último piso, as pessoas debruçavam-se na grade para poder ver.

Nem 8, nem 80, nós seguimos a visita guiada pelas acomodações pertencentes à Segunda Ordem do Teatro Municipal... 


Os Cafeicultores e O Palco

Como o Teatro Municipal foi construído pelos cafeicultores, há vários detalhes com folhas e frutos de café. Eles podem ser vistos desde o saguão ou hall de entrada, até sobre a armação que envolve o palco.

As colunas laterais ao palco, por exemplo, exibem folhas de café entrelaçadas. E por falar em palco, ele estava estruturado para receber a OSESP naquela noite. A orquestra iria executar um réquiem de Verdi...

O palco é em estilo italiano e a orquestra desce em óperas e balés. O público fica disposto em forma de ferradura. E o estofamento foi elaborado de forma a não prejudicar a acústica. 


Salão de Concertos

Acabamos a visita guiada em um salão localizado na parte anterior do Teatro Municipal. Fica sobre o hall de entrada e era usado antigamente para pequenos concertos e recepções.

Este salão, com tapetes vermelhos e piano, hoje em dia, é raramente usado. A fraqueza da madeira original e vitrais trincados restringem o seu acesso. Ali há telas representando a música, a arte e o surgimento do teatro grego.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Turismetro pelo Centro Histórico de São Paulo - Anhangabaú, Largo de São Francisco e Sé

Após percorrer o Largos de São Bento e da Sé sozinho, participei do Turismetrô. Como o nome sugere, trata-se de serviço de turismo associado o metrô. Há seis roteiros e todos eles partem da Estação da Sé. Para participar, basta inscrever-se no balcão do Turismetrô na Estação da Sé. O único custo é o dos metrôs usados na "exploração" dos pontos turísticos.

Dependendo do roteiro, você irá usar de um a três bilhetes. Usamos apenas um bilhete, pois pegamos apenas um metrô. Todos roteiros são acompanhados por guias. A Andreia e a Jaqueline foram as responsáveis pelo roteiro, o que passa no Teatro Municipal. Como não conseguimos agendar a visita guiada, esta era a forma de conhecer o local...

Santos na Igreja de São Francisco, em São Paulo
Santos na Igreja de São Francisco

Continuação de...
Catedral e Palácio da Justiça a Caminho da Estação da Sé 


Largo da Memória e Pirâmide dos Piques

Pegamos o metrô na Estação da Sé e seguimos até a Estação Anhangabaú. Logo ao sair da estação, passamos pelo Largo da Memória. Ali fica o monumento mais antigo de São Paulo, datado de 1814. 

Largo da Memória, em São Paulo - Monumento de 1814
Largo da Memória - Monumento de 1814

A Pirâmide dos Piques lembra um pequeno obelisco. Os paulistanos do século XVIII abasteciam-se das águas de uma fonte ali localizada. E os tropeiros davam de beber aos animais, antes de partir em comitiva pelo interior.

Pirâmide dos Piques, em São Paulo
Pirâmide dos Piques

Seguimos, então, para o Teatro Municipal. Registro o relato sobre a visita guiada na postagem Visita Guiada pelo Teatro Municipal.




Viaduto do Chá e Mirante do Vale

Após a instrutiva visita ao Teatro Municipal, continuamos o Turismetrô pelas ruas ali próximas. Seguimos à esquerda, em direção ao Viaduto do Chá, passando em frente ao Shopping Light.

De cima do Viaduto do Chá você terá uma bela visão do Vale do Anhangabaú, à esquerda. Ao fundo, você verá o Viaduto Santa Ifigênia e o Mirante do Vale, o maior edifício do Brasil.

Mirante do Vale, Um Gigante no centro de São Paulo
Mirante do Vale, Um Gigante


Palácio Matarazzo

Cruzamos o Viaduto do Chá e paramos em frente ao Palácio Matarazzo, atual sede da Prefeitura. Sobre o prédio você identificará um jardim e o local destinado ao pouso de helicópteros.

O prédio foi erguido pelos irmãos Matarazzo, em estilo fascista. Na ocasião, eram a família italiana mais rica vivendo fora da Itália.

A construção apresenta uma fachada limpa, desprovida de detalhes ou trabalhos escultórios. Apesar disso, você poderá ver os três "M" em diversos locais. Uma referência aos três irmãos Matarazzo.

Viaduto do Chá e Palácio Matarazzo, em São Paulo
Viaduto do Chá e Palácio Matarazzo

Isto logo me fez lembrar da família Médici, que dominava Florença na época do Renascimento. Dedicada ao mecenato, teve seus símbolos representados pelos mestres da pintura e da arquitetura... 


Praça do Patriarca

Logo em frente, fica a Praça do Patriarca, uma homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva. José Bonifácio recebeu o título de "Patriarca da Independência". A estátua em sua homenagem foi ali colada em 1972, comemorando os 150 anos de Independência.

Ali na Praça do Patriarca estava rolando uma apresentação de capoeira, sob o pórtico. Este pórtico foi idealizado por Prestes Maia, também responsável pelo Museu da Língua Portuguesa...



Igreja São Francisco e Faculdade de Direito

Partimos dali em direção ao Largo de São Francisco, onde seguimos até a Igreja de São Francisco. A igreja é toda amarela, com detalhes em azul claro. E possui apenas uma torre à esquerda.

A Igreja de São Francisco é uma das poucas que permite a passagem por trás do altar. Entramos rapidamente e seguimos, depois, em direção à Catedral da Sé.

Ao lado da Igreja de São Francisco fica a Faculdade de Direito da Usp. Esta foi a terceira vez que passei por ali e em nenhuma delas estava aberta. 

Faculdade de Direito da USP, em São Paulo
Faculdade de Direito da USP

A primeira foi à noite, com o grupo da Caminhada Noturna, na quinta-feira anterior. No dia seguinte, passei à tarde, porém era dia do funcionário público. E desta vez era domingo. Então, já previa que não encontraria o prédio aberto...

Em frente ao belo prédio da Faculdade de Direito fica a polêmica escultura "O Beijo Eterno". Considerada indecente, não foi aceita em outros pontos da cidade de São Paulo. Os estudantes de Direito reivindicaram então a sua colocação em frente ao prédio da Faculdade.


Catedral da Sé e Padaria Santa Teresa

Seguimos em direção à Catedral da Sé. Na verdade, até a Padaria Santa Teresa, nos fundos da Catedral. Quando saímos da Igreja de São Francisco, começou a chuviscar.

Início da Construção da Catedral da Sé, em São Paulo
Construção da Catedral da Sé: Início

No caminho, a chuva nos protegemos sob uma marquise. Acabamos tendo de encarar a pernada assim mesmo, enfrentando a chuva. Afinal, a Padaria Santa Teresa era o ponto final do Turismetrô. Nos fundos da Catedral da Sé, havia muitas prostitutas. Mesmo com chuva...

A Padaria Santa Teresa, além de seus excelentes pães, possui uma bela coleção de fotos antigas.Ali você poderá ver fotos da construção da Catedral da Sé, por exemplo. Ou do antigo Viaduto do Chá e dos bondes circulando pelas ruas de São Paulo.

Catedral da Sé, em São Paulo - Construção da Fachada
Construção da Catedral da Sé: Fachada

Na Padaria Santa Teresa, também nos vimos livres de uma senhora que passou azucrinando a tarde inteira. A toda hora ela cortava a guia, para fazer algum comentário ou contar uma piada de gosto duvidoso.

Quando ela abria a boca, todo o grupo trocava. Alguns não conseguiam conter o riso. Ao ficar sabendo que passaríamos na padaria, comentou que todos deveriam experimentar o pão de torresmo. Ficou martelando isto até que todos fossem embora... Em viagens sempre cruzamos com gente assim...  

Construção da Cúpula da Catedral da Sé, em São Paulo
Construção da Catedral da Sé - Cúpula


Contabilidade do Dia
Bilhete do Turismetrô = R$ 2,90
Croissant Padaria Santa Teresa = R$ 3,50
Metrô Estação da Sé - Estação Clínicas = R$ 2,90
Pousada e Hostel São Paulo = R$ 50,00
Gasto Diário = R$ 59,30

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tom Jobim: 85 Anos de Nascimento

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim ou simplesmente Tom Jobim é um dos gigantes da música do século XX. Seja da música brasileira, seja da música internacional.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, O Cantor e Compositor Tom Jobim
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim,
O Cantor e Compositor Tom Jobim


Início da Carreira
O cantor e compositor nasceu em 25/01/1927, portanto, há exatamente 85 anos, na cidade do Rio de Janeiro. E foi justamente no Rio que Tom Jobim começou a sua carreira, como pianista das noites cariocas...

Sua carreira ganhou um novo impulso, influenciada por alguns grandes parceiros, como Newton Mendonça (Incerteza, 1953 e Foi a Noite, 1956) e Billy Blanco (Teresa da Praia e Sinfonia do Rio de Janeiro).

Teresa da Praia (1954) foi o primeiro grande sucesso de Tom Jobim!

Outros Destaques com Newton Mendonça
Desafinado (1958);
Meditação (1959);
Samba de Uma Nota Só (1959).



Parceria com Vinícius de Moraes
Então, foi chamado por Vinícius de Moraes para musicar a peça teatral Orfeu do Carnaval (1956). E assim nasceu uma parceria, que marcou a música brasileira no cenário mundial.

De "A Felicidade" (1959) à "Garota de Ipanema" (1962), a dupla só produziu genialidades. A parceria com o poeta Vinícius de Moraes foi a mais longa e produtiva de toda a carreira de Tom Jobim.

Outros Destaques com Vinícius de Moraes
Água de Beber (1961);
Amor em Paz (1960);  
Chega de Saudade (1958);
Crônica da Casa Assassinada (1973) - faz parte do filme homônimo;
Ela é Carioca (1963);



Eu Sei que Vou Te Amar (1959); 
Insensatez (1961)
Se Todos Fossem Iguais a Você (1956) - fez parte da peça de teatro Orfeu da Conceição; 
Só Danço Samba (1962); 
Soneto da Separação (1959).




Disco com Frank Sinatra

Em 1967, o cantor norte-americano Frank Sinatra gravou um disco com Tom Jobim ao violão. O disco tornou-se um clássico. E sete músicas deste álbum são de autoria do compositor brasileiro. São elas:

"Dindi" (1959) (Dindi)
"How Insensitive" (1963) (Insensatez)
"If You Never Come to Me" (1963) (Inútil Paisagem) - também recebeu o nome de Useless Landscape;
"Meditation" (1966) (Meditação)
"Once I Loved" (1966) (O Amor em Paz)
"Quiet Nights of Quiet Stars" (1960) (Corcovado)
"The Girl from Ipanema" (1963) (Garota de Ipanema) 

Outros Parceiros
Além dos parceiros já citados, Tom compôs com Aloysio de Oliveira (Só Tinha de Ser com Você, 1964); Chico Buarque (Anos Dourados, 1986), Paulo César Pinheiro (Matita Perê), e Dolores Duran (Por Causa de Você, 1957).

Tom Jobim musicou, em 1985, dois poemas do português Fernando Pessoa: "Cavaleiro Monge" e "O Rio da Minha Aldeia". No ano seguinte, musicou "Trem de Ferro", do poeta brasileiro Manuel Bandeira.

Outros Destaques com Aloysio de Oliveira
Dindi (1959) - "Tom costumava ir ao sítio da família, em Poço Fundo, no estado do Rio de Janeiro. Perto do sítio, havia uma mata, chamada sertão do Dirindi. O nome Dindi, ao contrário do que muitos pensam, não foi inspirado em nenhuma mulher. Tom gostava muito do nome Dirindi, e fez a contração para Dindi, que serviu de título à canção" (Adaptado de Clube do Tom);
Inútil Paisagem (1963).


Outros Destaques com Chico Buarque
A Violeira (1983);
Amparo (Olha Maria) (1970) - o nome original da música é Amparo. E foi mudado após Chico e Vinícius colocarem a letra;
Carta do Tom (1977) - resposta à Carta ao Tom, de Toquinho e Vinícius;
Eu te Amo (1980);
Imagina (Valsa Sentimental) (1947) - é a primeira composição de Tom Jobim que foi registrada. Chico fez a letra depois;
Meninos, Eu Vi (1983)
Piano na Mangueira (1992);
Pois É (1970);
Retrato em Branco e Preto (1968) - a música de Tom chamava-se Zângaro. Seu nome foi modificado após a inclusão da letra de Chico Buarque;
Sabiá (1968);
Turma do Funil (1979) - Tom e Chico acrescentaram uma introdução (melodia e letra à versão original, de Mirabeau, Milton de Oliveira e Urgel de Castro)


Outros Destaques com Dolores Duran
Estrada do Sol (1958);
Se é por Falta de Adeus (1955).


Disco com Elis Regina e Águas de Março

Por fim, um dos duetos mais famosos da música brasileira é o de Tom Jobim e Elis Regina, na música Águas de Março. O disco Elis & Tom foi gravado em 1974, só com músicas de Tom Jobim.

"Tom Jobim compôs a música 'Águas de Março', no sítio da família, em Poço Fundo, em março de 1972. O sítio passava por uma pequena reforma. Chovia muito. E a estradinha que levava para lá estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva e lama, Tom Jobim escreveu a letra e a melodia. E, no folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac, no poema 'O Caçador de Esmeraldas'". (Adaptado de Clube do Tom).

Tom Jobim faleceu, aos 67 anos, dia 08/dezembro/1994.




Músicas de Tom Jobim no Cinema e na TV

Anos Dourados (1986) - "Anos Dourados". Minissérie com Malu Mader e Felipe Camargo.

O Tempo e O Vento (1985) - "Passarim". Minissérie com Tarcísio Meira, Glória Pires e Lima Duarte.

Gabriela (1983) - "Tema de Amor de Gabriela". Filme com Sônia Braga e Marcelo Mastroianni, com roteiro adaptado da obra "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado. Tom Jobim compôs a trilha sonora e cantou junto com Gal Costa "Tema de Amor de Gabriela". 

Brilhante (1981) - "Luíza". Novela com Vera Fischer. 

Um ótimo site, que relaciona todas as composições de Tom Jobim é o Clube do Tom.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Catedral da Sé e Palácio de Justiça a Caminho da Estação da Sé

Numa simples caminhada pelo Centro Histórico de São Paulo, você pode conhecer diversos locais. Como as cidades costumam crescer a partir do centro antigo, as construções históricas ficam bem próximas umas das outras. O grande desafio é conseguir conciliar todas as visitas em um ou dois dias...

E isto é mesmo bem difícil! Afinal prédios com o Banespa e o Martinelli possuem horário de visitação reduzida. E alguns não abrem em fim de semana, como é o caso dos localizados no centro financeiro.
Catedral da Sé em São Paulo
Catedral da Sé em São Paulo

Outros fecham durante as segundas-feira, como o Museu Anchieta, no Pateo do Collegio. Por fim, os cantos gregorianos no Mosteiro de São Bento, por exemplo, só ocorrem nas manhãs de domingo.

Ou seja, acaba-se indo mais vezes ao centro, passando-se mais de uma vez por alguns prédios. Se bem que isto tem um lado positivo: acaba-se vendo-os de ângulos diferentes. Ou em condições metereológicas e horários diferentes. Por vezes, as ruas estão desertas. Em outras, cheias de gente...

Corredor de Palmeiras na Catedral da Sé
Corredor de Palmeiras na Catedral da Sé

Um destes locais que passei diversas vezes é o Largo da Sé!

Continuação de...
Bancos, CCBB e Patteo do Collegio


Catedral da Sé

O local reúne duas atrações de destaque: a Catedral da Sé e o Palácio da Justiça. Na Catedral, havia feito a visita guiada dois dias antes. A guia destacou alguns detalhes da arquitetura neogótica do templo. Também visitamos a cripta, como registrei em...

Catedral da Sé e Cripta

A caminho da Estação da Sé, eu apenas fotografei alguns detalhes que não havia contemplado antes. Um deles é o corredor de palmeiras que conduz à entrada da Catedral da Sé

Vista Lateral da Cúpula da Catedral da Sé
Vista Lateral da Cúpula da Sé

E um outro detalhe que vale a pena você conferir é a magnitude da cúpula da Catedral da Sé, quando observada lateralmente. Este ângulo menos comum, proporciona uma outra visão da construção.


Palácio da Justiça

O Palácio da Justiça é outra bela e grandiosa construção localizada na região da Sé. Sobre a entrada do prédio, duas esculturas guarnecem o local. Mais acima, próximo ao topo da construção, outras duas esculturas, mais lateralizadas. Em frente ao prédio, escadarias, árvores e luminárias.

A Grandiosa Construção do Palácio da Justiça, em São Paulo
A Grandiosa Construção do Palácio da Justiça

Como já eram 13h35, segui rumo à Estação da Sé, de onde sai o Turismetrô.

O relato segue com...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bancos, Centro Cultural Banco do Brasil e Pateo do Collegio - São Paulo

Após a missa no Mosteiro de São Bento, conheci a Igreja Santa Ifigênia. Retornei ao Mosteiro e comprei um mini bolo Santa Escolástica em sua padaria. E como a recém passava do meio-dia, iniciei uma caminhada pela região. Iria encontrar-me com meus pais na Estação da Sé somente às 13h30...

Conferi a fachada de alguns prédios, como o Martinelli, o Banespa e a Bovespa. E segui para o Centro Cultural Banco do Brasil, uma bela construção. Depois, parti em direção ao Pateo do Colégio e finalmente, ao Largo da Sé...

Claraboia do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
Claraboia do CCBB de São Paulo

Continuação de...

A rua em frente ao Mosteiro leva ao centro financeiro de São Paulo. Caminhando uma quadra, veremos na esquina, à direita o Edifício Martinelli.  

Construído pelo empresário italiano, este edifício foi, durante alguns anos, o maior da América Latina. É uma bela construção, com quatro torres em cor salmão ou rosa. No ápice, a contrução onde residia o sr Martinelli.

O Imponente Edifício Martinelli


A Rua dos Bancos

À esquerda, fica a BM&F, o prédio do Banespa e do Banco de São Paulo. O prédio do Banespa, uma réplica do Empire State, de Nova York, fica em uma esquina. Em frente a ele, fica o prédio da BM&F. Ao lado, o do Banco de São Paulo.

BM&F - Bolsa de Mercadoria & Futuros - São Paulo
BM&F - Bolsa de Mercadoria & Futuros

Banco de São Paulo
Banco de São Paulo

Seguindo pela rua que passa em frente ao Banco de São Paulo, está o prédio da Bovespa. Um pouco a diante, o belo prédio do Banco Francês e Italiano. Em cor creme, a construção tem três portões de ferro, entre quatro colunas clássicas.

Banco Francês e Italiano - São Paulo
Banco Francês e Italiano - Depósito Noturno

Fachada do Banco Francês e Italiano - São Paulo
Fachada do Banco Francês e Italiano


O Centro Cultural Banco do Brasil

Pegando-se a primeira rua à direita, chega-se ao Centro Cultural Banco do Brasil. É um dos prédios de mais bela arquitetura do Centro Histórico de São Paulo. Um local cujo interior vale à pena se conhecer.

Balcão de Madeira na Entrada do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
Balcão de Madeira na Entrada do CCBB

O prédio abrigou a primeira agência do Banco do Brasil de São Paulo. Hoje, o local é usado para exposições e peças teatrais. Quando passei por ali, não havia exposições. E a única peça em cartaz teria a última sessão naquela noite.

As Belas Luminárias no Vão Central do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
As Belas Luminárias no Vão Central do CCBB

Aproveitei para circular um pouco ali dentro e tirar algumas fotos. Na entrada, há o balcão de madeira sobre um degrau de mármore. Mas talvez o mais belo seja a claraboia, tanto vista do térreo como do último andar. Já as paredes em torno do vão central são guarnecidas por belas luminárias...


Pateo do Colégio

Do CCBB, segui em direção ao Pateo do Collegio. Na ocasião, o Museu Anchieta estava aberto. Como já era um pouco mais de 13h, acabei não conhecendo o local. Afinal, teria cerca de 20min para conhecer as três partes do Museu. Preferi deixar a empreitada para outro dia e aproveitar daí com mais calma...

Padre Anchieta e Uma Índia no Pateo do Collegio, em São Paulo
Padre Anchieta e Uma Índia

Chafariz no Jardim do Pateo do Collegio, em São Paulo
Chafariz no Jardim do Pateo do Colégio

Acabei tirando fotos de prédios em redor do Pateo do Colégio. Em frente, o Primeiro Tribunal de Alçada Cível e o monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo. À esquerda, os prédios da Secretaria de Justiça de São Paulo. Atrás dela, a Casa Número 1 e o Solar da Marquesa de Santos.

Primeiro Tribunal de Alçada Cível, em São Paulo
Primeiro Tribunal de Alçada Cível

Monumento Glória Imortal, em São Paulo
Monumento Glória Imortal


Casa Número 1 e Solar da Marquesa de Santos

A Casa Número 1 mistura taipa de pilão com tijolos. Foi erguida sobre a base de uma das primeiras construções da cidade. 

Enquanto o Solar da Marquesa é considerado o último exemplar de arquitetura residencial urbana do século XVIII. Ele foi construído em estilo neoclássico e era chamado de Palacete do Carmo.

Secretaria de Justiça de São Paulo, em São Paulo
Secretaria de Justiça de São Paulo

Foi adquirido em 1834 pela Marquesa de Santos, ex-amante de Dom Pedro I. A marquesa viveu nesta residência até 1867, quando veio a falecer. Entre a casa e o solar, fica o Beco do Pinto. Todos passando por reformas...

Passei rapidamente pelo café do Pateo do Colégio, para conferir sua vista. Segui, então, em direção à Estação da Sé para fazer o Turismetrô.

Solar da Marquesa de Santos, em São Paulo
Solar da Marquesa de Santos

O relato segue com...

 
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