sábado, 31 de dezembro de 2011

Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo

Este edifício de 1901 é uma verdadeira joai no coração de São Paulo, tombada tanto pelo Departamento do Patrimônio Histórico como pelo Condephaat.

O Banco do Brasil instalou neste prédio a sua primeira sede própria na cidade, em 1927. E caprichou na reforma do local, antes de reabri-lo como centro cultural, em abril de 2001.

A Claraboia no Último Andar do Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo
A Claraboia no Último Andar do CCBB

São cinco andares de muito bom gosto à disposição da cultura. Repare na claraboia e no piso em mosaico!

Além de espaços para exposições, o CCBB tem sala de vidro, auditório, cinema e um teatro de 130 lugares.

A programação oferecida é extensa, com muitas atrações gratuitas, como palestras, debates, cursos, teatro e música.


Veja também
CCBB, Viaduto do Chá e Banespa - São Paulo

Edificio Francisco Matarazzo - São Paulo

O Edifício Francisco Matarazzo, projetado em estilo fascista em 1937 para o conde Francisco Matarazzo, é uma construção cheia de história... 

Por superstição dele, o prédio não possui 13o andar. Em compensação, no 14o, fica o fantástico Jardim Walter Galera, com árvores de mais de 8m de altura.

Edificio Francisco Matarazzo - São Paulo
Edifício Francisco Matarazzo

Fica no centro de São Paulo. E é conhecido por "Banespinha", por ter abrigado este banco estadual. Desde 2004, o Edifício Matarazzo sedia o gabinete da Prefeitura Municipal de São Paulo.


Veja também
Teatro Municipal, Shopping Light e Prefeitura de São Paulo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Viaduto do Chá - São Paulo

O Viaduto do Chá surgiu em 1892 para ligar o centro "velho" à "cidade nova", então formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É uma das construções mais antigas do centro de São Paulo.

Projetado em estilo art déco, pelo francês Jules Martin, tinha dimensões ousadas para a época. Com 14m de largura - ampliados para 25m, em 1938, por 240m de comprimento, sendo 180m em estrutura metálica.
Viaduto do Chá sobre Vale do Anhangabaú - São Paulo
Viaduto do Chá sobre Vale do Anhangabaú

Até 1897, o cidadão pagava pedágio de três vinténs para atravessá-lo. E quem não tinha dinheiro passava por baixo, pelo Vale do Anhangabaú. 

Na década de 1910, o arquiteto francês Bouvard propôs fazer na área um parque, como o Bois de Boulogne. Entre 1981 e 1982, esse trabalho foi aprimorado pelo paisagismo de Jorge Wilheim e Rosa Grená Kliass.

Veja também
CCBB, Viaduto do Chá e Banespa

Teatro Municipal de São Paulo

Um dos cartões postais de São Paulo, o Teatro Municipal localiza-se no centro da cidade. Possui linhas arquitetônicas muito semelhantes às da Ópera de Paris. Foi projetado por Cláudio e Domiziano Rossi do escritório de Ramos de Azevedo.

Idealizado pelos barões do café e da indústria de São Paulo, em 1895, só veio a ser construído entre 1903 e 1911. Como o teatro francês, o Municipal tem três corpos: um acesso monumental com fachada, escadaria e foyer; plateia em ferradura; caixa de palco e camarins.

Teatro Municipal de São Paulo
Teatro Municipal de São Paulo

Inaugurado em 12 de setembro de 1911, foi responsável, naquele dia, pelo primeiro congestionamento da cidade. A elite paulistana compareceu em peso para assistir à ópera Hamlet, encenada pela companhia do barítono italiano Titta Ruffo.

Com capacidade para 1.550 expectadores, o Teatro Municipal de São Paulo chama a atenção por sua luxuosa decoração. Esta é composta por pinturas de Oscar Pereira da Silva, obras de artistas do Liceu das Artes e Ofícios. Além de vitrais e do um lustre alemão com 6 mil peças de cristal.

O Teatro Municipal foi palco da Semana de Arte Moderna de 22, evento liderado por Mário e Oswald de Andrade e que mudou os rumos da cultura do Brasil.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Museu Paulista da USP, ou Museu do Ipiranga. E Parque da Independência, em São Paulo

Popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, o Museu Paulista da USP foi inaugurado em 1895. Localizado no Parque da Independência, este é o museu mais antigo e visitado da cidade de São Paulo.

Museu Paulista e Seu Jardim - São Paulo
Museu Paulista e Seu Jardim

O prédio foi construído entre 1885 e 1890. É um monumento à Independência do Brasil em relação a Portugal, declarada pelo então futuro imperador Dom Pedro I, nas proximidades, em 1822.

E o seu acervo é formado por aproximadamente 125 mil itens, entre objetos, iconografias e documentos arquivistas que compreendem do seiscentismo até meados do século XX.

Fachada do Museu Paulista, São Paulo
Fachada do Museu Paulista, São Paulo

Entrada e Salão Nobre

Na entrada do Museu Paulista da USP ficam os quadros de João Ramalho e do Cacique Tibiriçá, seu sogro. Eles representam a colonização de São Paulo. Nas escadas, há ânforas com águas dos principais rios do Brasil.

No Salão Nobre você verá uma das obras mais apreciadas do museu, o quadro "Independência ou Morte". Esta obra histórica do pintor Pedro Américo retrata o imperador Dom Pedro I, na ocasião do grito de Independência do Brasil.

Iluminação com Águias no Museu Paulista, São Paulo
Iluminação com Águias...

Alas Oeste e Leste

A Ala Oeste, à direita de quem entra, aborda a história do ponto de vista das imagens. Há uma maquete do centro de São Paulo em 1841. No primeiro andar, você verá alguns espaços de uma casa da métade do século XIX.

A Ala Leste, à esquerda de quem entra, tem como foco o universo do trabalho. No andar superior, há uma maquete do prédio, em estilo eclético.


Parque da Independência

O Museu Paulista faz parte da USP, a faculdade de São Paulo, dede 1963. E os jardins, com chafarizes, fontes e iluminação especial, lembram palácios europeus, como o de Versalhes, na França e o da Imperatriz Sissi, em Viena, na Áustria. Na verdade, eles foram inspirados no Palácio de Versalhes.

Casa do Grito - Parque da Independência, São Paulo
Casa do Grito - Parque da Independência


Nestes jardins, fica a Casa do Grito, associada à cena da Independência por meio do quadro "Independência ou Morte", de Pedro Américo. Não é certo que a casa já existisse em 1822. Os registros mais antigos são de 1884. Em 1955, ela passou por uma reforma que tentou aproximá-la da casa do quadro.

No lado oposto ao museu, fica o Monumento da Independência, feito pelo italiano Ettore Ximenes, no primeiro centenário da data. Na base dele, fica a Capela Imperial, que abriga os restos mortais de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia. Em frente, você verá uma pira.

Pira e Monumento da Independência, no Parque da Independência, São Paulo
Pira e Monumento da Independência


Outras Informações Sobre o Museu Paulista da USP
Localização: Parque da Independência s/n, Ipiranga, São Paulo, SP
Horários: de 3a a Domingo, das 09h às 17h.
Ingresso: R$ 6,00. Estudantes = R$ 3,00. Professores e > 60 anos, isentos.

Veja também

Mercado Municipal de São Paulo, O Mercadão

Reformado e ampliado, durante o ano de 2004, o Mercado Municipal de São Paulo foi reinaugurado em 2005. A diversidade e a grandiosidade do "Mercadão", localizado no centro velho fazem jus a São Paulo. 

A Construção Neoclássica do Mercado Municipal de São Paulo
A Construção Neoclássica do Mercado Municipal

Mais de 1.000 pessoas trabalham ali. E das suas 316 barracas, saem as frutas, legumes, peixes e especiarias para os melhores restaurantes da cidade... 

Há marcas que surgiram com a fundação do Mercadão e trocaram de donos ao longo dos anos. Você poderá conferir de perto a Barraca do Juca, famosa por ter servido como locação de novela.

Canistel em Fruteira do Mercado Municipal de São Paulo
Canistel em Fruteira do Mercado Municipal

A Poderosa Jatobá no Mercado Municipal de São Paulo
A Poderosa Jatobá no Mercadão

Todos os dias, milhares de pessoas visitam o Mercado Municipal de São Paulo para comer os famosos sanduíches de mortadela e pasteis de bacalhau. A grande variedade de aromas e de sabores ali encontrados é uma de suas mais marcadas características.

A arquitetura neoclássica da construção certamente chamará a sua atenção. E o seu grande destaque são os 55 vitrais em estilo neogótico do artista Conrado Sorgenitch Filho. 

Os Belos Vitrais de Conrado Sorgenitch no Mercado Municipal de São Paulo
Os Belos Vitrais de Conrado Sorgenitch

Eles voltaram a brilhar sob a intensa luz do Mercadão, garantida pelo engenhoso sistema de claraboias e telhas de vidro projetados por Ramos de Azevedo. Ramos de Azevedo também projetou o Teatro Municipal de São Paulo.


Veja também

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, Viaduto do Chá e Prédio do Banespa

A caminhada noturna iniciou em frente ao Teatro Municipal. Cruzamos o Viaduto do Chá e passamos pela Prefeitura de São Paulo. Seguimos em direção ao Largo de São Francisco, onde ficam a Igreja de São Francisco e a Faculdade de Direito. 

Passamos pelo prédio Ouro para São Paulo, localizado na região dos bancos. Ali ficam o antigo Banco Brasil, o Banespa e o Banco São Paulo. Concluímos nossa caminhada nos fundos do Teatro Municipal.

Continuação de...

Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro de São Paulo
Centro Cultural Banco do Brasil


Viaduto do Chá e Edifício São Joaquim

Um senhor de bigode, do qual eu não guardei o nome, deu várias dicas ao longo da caminhada. Comentou sobre o pedágio cobrado logo no após a instalação do Viaduto do Chá. O dinheiro ia para a empresa responsável pela construção. Por ficar em uma área de plantação de chá, o viaduto recebeu o curioso nome.

Nossa parada seguinte foi o Edifício São Joaquim. O antigo prédio abriga hoje a Secretaria de Participação e Parceria. Duas esculturas são os únicos adornos na fachada sóbria desta construção. As imagens esculpidas em relevo na parede destacam-se nos lados na porta central.

Edifício São Joaquim, no Centro de São Paulo
Edifício São Joaquim


Igreja de São Francisco e Faculdade de Direito 

Já no Largo São Francisco, você verá a Igreja de São Francisco e a Faculdade de Direito. Nenhum dos dois prédios foi citado pelo arquiteto. Como não pertencem ao estilo art decó, passamos direto por eles. Se o senhor de bigode não tivesse chamado a minha atenção, teriam passado batido.

Naquele momento, também pediram que eu carregasse a bandeira da caminhada noturna. Assim, não consegui tirar fotos destes prédios. De qualquer forma, eu passei pelo local em outras ocasiões e fiz os devidos registros.


Edifício Ouro para o Bem de São Paulo

Na sequência, nós passamos pelo Edifício Ouro para o Bem de São Paulo. O prédio foi construído com sobras do dinheiro doado pela população para financiar a revolução de 1932.

Ouro para o Bem de São Paulo, no Centro de São Paulo
Ouro para o Bem de São Paulo

O edifício remete às 13 listras da bandeira de São Paulo. Ele possui um formato inusitado, imitando as ondulações da bandeira tremulando no mastro.


Centro Cultural Banco do Brasil

Chegamos, então, a região dos grandes bancos. E a primeira construção com a qual nos deparamos foi a antiga sede do Banco do Brasil. O belo prédio, por não fazer parte do estilo art decó, não teve sua arquitetura comentada.

O senhor de bigode orientou que visitasse o local em outro momento. Ali funciona o Centro Cultural Banco do Brasil, onde ocorrem exposições, peças teatrais e até pequenas concertos. Suas atividades são gratuitas ou a preços populares.

Escadaria para o Teatro Municipal, no Centro de São Paulo
Escadaria para o Teatro Municipal


Prédio do Banespa e Banco São Paulo

Um pouco mais a frente, ficam os prédios do Banespa e do Banco São Paulo. O edifício Altino Arantes, que abrigava o Banespa, é um dos prédios mais altos da cidade. Foi construído inspirado no Empire States, de Nova York. A turma por ali brinca que só faltou o King Kong...

O prédio do Banco de São Paulo possui uma entrada bem trabalhada. O paredão de mármore negro possui uns 10 metros de altura. No centro, uma porta de ferro de uns 4 metros de altura. Os arquitetos projetaram até maçanetas e corrimãos. Acima da área da entrada, porém, o prédio apresenta um estilo mais sóbrio.

Edifício Martinelli, no Centro de São Paulo
Edifício Martinelli



Vale do Anhangabaú

Do Banco de São Paulo, seguimos para o Vale do Anhangabaú, rumo ao Teatro Municipal. No caminho, passamos pelo Prédio Martinelli e o prédio dos Correios e Telégrafos. Novamente, foi o senhor de bigode quem comentou. Afinal estes dois prédios não faziam parte do roteiro art decó.

Ao fim da Caminhada Noturna ocorreu algo dispensável. Sob o Viaduto do Chá rolava uma manifestação anti-capitalismo. E o organizador da caminhada passou o microfone aos manifestantes. Um vestia camiseta do James Dean. E se diziam anti-capitalistas...

Prédio dos Correios e Telégrafos, no Centro de São Paulo
Prédio dos Correios e Telégrafos


Escadaria para o Teatro Municipal

Concluímos a caminhada na escadaria que leva do Vale do Anhangabaú ao Teatro Municipal. O local abriga um belo chafariz com esculturas de cavalos. Infelizmente, o chafariz não está funcionando.

De uma forma geral, posso dizer que a Caminhada Noturna vale à pena. É uma forma de se conhecer o centro de Sampa à noite. E o melhor: ouvindo detalhes que passariam batidos numa caminhada comum.

Chafariz com Esculturas de Cavalos, no Centro de São Paulo
Chafariz com Esculturas de Cavalos


Contabilidade do Dia
Metrô Centro - Clínicas = R$ 2,90
Pousada e Hostel São Paulo = R$ 50,00
Gasto Diário = R$ 52,90

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Caminhada Noturna no Centro de São Paulo: Teatro Municipal, Shopping Light e Prefeitura

Após passar pelo Bar Brahma e tomar alguns sucos no bar em frente, seguimos para o Teatro Municipal. Este é o ponto de partida das tradicionais caminhadas noturnas, que percorrem o centro de São Paulo.

O tema desta noite era a art decó. E o convidado para conduzir a caminhada, um arquiteto. Ele falou sobre o Teatro Municipal, o Antigo Mappin, o Shopping Light e o Edifício Matarazzo, atual sede da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Continuação de...

Vista lateral do Teatro Municipal de São Paulo
Vista lateral do Teatro Municipal de São Paulo


Seguranças Mal-informados

Chamou a nossa atenção a falta de conhecimento dos seguranças em relação às caminhadas. Disseram que trabalhavam no Teatro Municipal há algum tempo e nunca haviam ouvido falar.

Ou são muito mal-informados, ou deliberadamente procuram boicotar o projeto. Afinal de contas, o grupo de Caminhada Noturna usa uniformes bem chamativos e equipamento de som...

Escultura na Fachada do Teatro Municipal de São Paulo
Escultura no Teatro Municipal


Teatro Municipal

Por volta das 20h, iniciou-se a Caminhada Noturna. O organizador comentou que o projeto tinha 20 anos. No período, houve uma grande melhora no centro, que estava completamente abandonado no fim dos anos 80.

Ficamos em frente ao Teatro Muncipal por uns 20min. Ali, foram comentados os traços arquitetônicos da fachada do prédio. Em estilo neoclássico, as imponentes esculturas certamente irão chamar a sua atenção.

As colunas também remetem à arquitetura clássica. Ali ficam evidentes os traços jônicos (bobs de cabelo), coríntios.

Os Fundos do Teatro Municipal de São Paulo
Os Fundos do Teatro Municipal de São Paulo

Antigo Mappin

Em frente ao Teatro Municipal fica o prédio do Mappin, antigo magazine de São Paulo. O local abriga, atualmente, uma loja das Casas Bahia.

O prédio nem de longe lembra a fachada dos áureos tempos. Iluminado de cima abaixo, era uma das construções mais belas do centro da cidade.

A Bela Construção do Shopping Light, em São Paulo
A Bela Construção do Shopping Light


Shopping Light

Ao seu lado, fica o Shopping Light, no prédio onde ficava a empresa inglesa de mesmo nome. Este edifício foi projetado por dois arquitetos norte-americanos e executado pelo escritório de Ramos de Azevedo.

Ao contrário do antigo Mappin, esta bela construção encontra-se muito bem conservada. A rica iluminação do Shopping Light faz juz ao seu nome...

Viaduto do Chá, São Paulo
Viaduto do Chá, São Paulo


Edifício Matarazzo

Cruzando o Viaduto do Chá, você verá o Edifício Matarazzo. A antiga sede das empresas Matarazzo foi construída em estilo fascista. Com fachada limpa, quase desprovida de detalhes, é um contraponto ao Teatro e ao Shopping.

Destacam-se os três M, referentes aos irmãos Matarazzo. Sobre este prédio, há um grande jardim, com árvores de até 8 metros. Hoje, o Edifício Matarazzo serve de sede para a Prefeitura de São Paulo.

Edifício Matarazzo, no centro de São Paulo
Edifício Matarazzo

O relato segue com...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Bar Brahma, na Esquina da Ipiranga e a Avenida São João em Sampa

Após a visita ao Museu Paulista e ao Parque da Independência, seguimos para o centro de São Paulo. Era quinta-feira! E a ideia para aquela noite era fazermos a caminhada noturna pela região.

Descemos na Estação República do metrô. Na região, ficam o Edifício Itália e o Copan. Seguimos para o famoso Bar Brahma, localizado na esquina da Ipiranga com a Avenida São João.

O Famoso Bar Brahma, em São Paulo
O Famoso Bar Brahma!

Tomamos alguns sucos, em um bar em frente. Então, continuamos pela São João rumo ao Teatro Municipal, local de partida da caminhada noturna.

Continuação de...



Edifício Itália

A Estação República fica ao lado da Praça da República, no centro de São Paulo. Em frente à praça, fica o belo prédio da Secretaria de Educação, antiga Escola Normal Caetano de Campos. Atrás dele, você verá o Prédio Itália, um dos mais altos da cidade.

Secretaria de Educação de São Paulo
Secretaria de Educação de São Paulo

O Edifício Itália, inaugurado em 1966, possui o curioso formato de isqueiro. Com 165m e 46 andares, perde apenas para o Mirante do Vale. O Edifício Itália ocupou a área do velho Circolo Italiano, um dos clubes mais antigos de Sampa.

Nele fica o famoso Terraço Itália, restaurante que possui uma das mais belas vistas de São Paulo. Em dias mais claros, é possível enxergar a Avenida Paulista, o Pico do Jaraguá e a Serra do Mar.

Edifício Itália, São Paulo
Edifício Itália, São Paulo


Edifício Copan

Atrás do Edifício Itália, fica o Copan, prédio projetado por Oscar Niemeyer, em 1951. Inaugurado em 1966, estima-se que seus 1.160 apartamentos abriguem 5.000 moradores. A densidade demográfica é tanta que os Correios criaram um CEP para o edifício. Por tudo isto, o Copan está no Guinness Book.

Pouca gente sabe, mas o Copan "conversa" com o prédio do Banespa... Tem listras horizontais (para-sois) e forma ondulada (o "S"), enquanto o outro possui litras verticais e colunas chatas. O prédio do Banespa foi contruído para ser um hotel. Apesar de Niemeyer também ter previsto um hotel no Copan...

Edifício Copan - Projeto de Oscar Niemeyer em São Paulo
Copan - Projeto de Oscar Niemeyer



Praça da República e Bar Brahma


A Praça da República não reúne quaisquer atrativos que mereçam destaque. Talvez, o seu pequeno lago e um chafariz possam despertar mais a atenção. Passamos rapidamente por ali e seguimos para o Bar Brahma.

O Bar Brahma é famoso pelos shows de MPB. Por seu palco, passaram João Gilberto, Elis Regina, Milton Nascimento, Nara Leão, Adoniran Barbosa...

Atualmente, Cauby Peixoto e Demônios da Garoa fazem shows fixos na casa. Passamos no Bar Brahma justamente para tentar comprar ingressos para o show do Cauby. Como não conseguimos, seguimos a caminhada. 

Praça da República, São Paulo
Praça da República, São Paulo



Ipiranga e Avenida São João

A propósito, o Bar Brahma fica na esquina da Ipiranga com a Avenida São João. Este cruzamento de ruas foi eternizado por Caetano Veloso na música "Sampa".

Em frente ao Bar Brahma fica o Sucos e Lanches Uva & Caju. Os sucos da casa são muito bons e baratos. Tomamos cinco jarras! Os mais gostosos são os com açaí.Os combinados com suco de laranja também são uma grande pedida!



A Caminho do Teatro Municipal

Após tomar alguns sucos, seguimos pela São João rumo ao Teatro Municipal. No caminho, você verá o prédio do Banespa. Assim, como o Terraço Itália, oferece uma bela vista de Sampa.

Passamos também pela Galeria Olido e pela famosa Galeria do Rock. Mas, àquela hora, ambas já estavam fechada.

O Prédio do Banespa, à Esquerda, no centro de São Paulo
O Prédio do Banespa, à Esquerda


O relato segue com...

Contabilidade do Dia
Metrô Alto do Ipiranga - República = R$ 2,90
Suco = R$ 5,37
Gasto Diário = R$ 8,27

domingo, 25 de dezembro de 2011

Monumento à Independência do Brasil no Parque da Independência, em São Paulo

Ao concluir a visita guiada pelo Museu Paulista, percorri rapidamente as outras salas. Deixamos, então, o prédio para fotografar a fachada. Ao chegarmos, o sol estava muito forte e estragou boa parte das fotos...

Depois, seguimos ao Parque da Independência. Ali, fica a Casa do Grito e o Monumento da Independência. Em frente a este monumento, o famoso Riacho Ipiranga, do primeiro verso do Hino Nacional Brasileiro...

Monumento da Independência, São Paulo
Monumento da Independência, São Paulo

Continuação de...
Saguão e Escadarias do Museu Paulista


O Palácio e O Parque da Independência

O palácio que abriga o Museu Paulista foi construído para ser um museu. Isto o diferencia do Palácio de Versalhes, na França e da Casa Rosada, na Argentina, destinados a sede do governo. Em estilo neoclássico, tem janelões no primeiro pavimento e um corredor no segundo.

O Monumento à Independência do Brasil, São Paulo
O Monumento à Independência do Brasil

Em frente ao palácio, fica o Parque da Independência, com um belo espelho de água guarnecido por vasos nas laterais. Entre o palácio e o espelho de água você verá postes de ferro, com luminárias nas laterais e águias no topo. No Parque, muita gente aproveitava o belo dia para andar de skate ou patins...

Detalhe do Monumento à Independência do Brasil, São Paulo
Detalhe do Monumento da Independência


A Casa do Grito

Não há qualquer registro da presença de casas próximas ao Riacho do Ipiranga na ocasião da Independência. A casa retratada pelo pintor Pedro Américo em "Independência ou Morte" pode ter sido inserida apenas para demarcar espaço na tela.

O pintor pode ter se inspirado em alguma construção próxima, já que a obra foi composta 70 anos após a Independência. De qualquer forma, há no Parque da Independência uma casa que se assemelha a retratada no quadro.

Casa do Grito, em São Paulo - Lembra a do Quadro de Pedro Américo
Casa do Grito - Lembra a de Pedro Américo

Por isto, esta construção recebeu o sugestivo nome de Casa do Grito. E teve algumas características alteradas para ficar ainda mais parecida com a retratada por Pedro Américo.

A construção, em estilo colonial, é toda branca, com janelas e portas azuis. Na frente, duas portas e duas janelas. Na lateral, há uma janela. E no fundos, uma porta e uma janela.



Monumento à Independência

O Monumento à Independência é todo em pedra, com inúmeras esculturas em bronze o adornando. Na parte de trás, voltada para o Museu Paulista, você irá ver um homem sentado em cada lado da escadaria. Esta escadaria é guarnecida por leões. Um de cada lado.

Monumento à Independência do Brasil, São Paulo - Vista Frontal do Homem Sentado
Homem Sentado - Vista Frontal

Monumento à Independência do Brasil, São Paulo - Vista Lateral do Homem Sentado
Homem Sentado - Vista Lateral

Em frente ao Monumento á Independência, voltada para o Riacho Ipiranga, você verá uma pira. No Monumento, um aglomerado de cavalos em primeiro plano. Um homem sentado em cada lateral, com o diferencial de não haver escadaria.

Homens no Topo do Monumento à Independência do Brasil, São Paulo
Homens no Topo do Monumento - Close

Sobre o Monumento, homens sobre cavalos com os seus braços erguidos. Sob o Monumento à Independência fica a cripta que abriga o corpo de Dom Pedro I.

Pira no Monumento à Independência do Brasil, São Paulo
Pira no Monumento da Independência

O relato segue com...
Bar Brahma, Ipiranga e Avenida São João


Contabilidade do Dia
Taxi Museu Paulista - Metrô = R$ 3,00
Gasto Diário = R$ 3,00

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Saguão e As Escadarias do Museu Paulista: Um Museu Dedicado à Independência do Brasil

No Museu Paulista, posso dizer que comecei pelo prato principal, depois parti para o couvert. Quer dizer, aproveitei as explicações dos monitores que estavam no Salão Nobre e iniciei a visita por ali. Como o nome indica, o local é a principal sala do museu. Após acompanhar as explicações sobre o quadro "Independência ou Morte", retornei ao saguão.

Ali aguardei o início da visita monitorada seguinte. Ela percorreu o saguão e a escadaria do Museu Paulista, onde ficam esculturas dos bandeirantes. Após acompanhar as explicações, passei rapidamente pelas outras salas.

Fachada do Museu Paulista - São Paulo
Fachada do Museu Paulista

Continuação de...

Carros de Bombeiros e Veículos Sanitários

Enquanto aguardava o início da visita monitorada, circulei pelo primeiro pavimento do Museu Paulista. Ali você verá uma exposição com carros de bombeiros e de sanitaristas do início do século XX. 

A "Galeria Universo do Trabalho" demonstra as transformações dos serviços públicos da cidade de São Paulo, entre as décadas de 1890 e 1920.


Há também fotos e quadros explicativos, passando maiores detalhes sobre os veículos. Os veículos de sanitaristas prestavam-se, por exemplo, à prevenção e ao combate de doenças endêmicas. 

Espelho d'Água do Museu Paulista - São Paulo
Espelho d'Água do Museu


Um Museu Dedicado à Independência do Brasil

Como havia comentado na outra postagem, o Museu Paulista é dedicado à Independência do Brasil. Esta questão é retratada no saguão, na escadaria e no Salão Nobre. O museu destaca o papel de São Paulo nesta questão.

De uma forma geral, você verá claramente que as outras salas fogem deste tema. A ala dedicada aos carros de bombeiro, descrita acima, é um bom exemplo. E isto fica ainda mais evidente nas salas do segundo pavimento. 

Cacique Tibiriçá, Museu Paulista - São Paulo
Cacique Tibiriçá, Museu Paulista


O Cacique Tibiriçá e João Ramalho

A visita guiada iniciou pelo Saguão do Museu Paulista. Mais precisamente pelo retrato do Cacique Tibiriçá. O índio teria convivido amistosamente com os primeiros portugueses que chegaram ao Brasil. O retrato simboliza a descoberta do Brasil, na ocasião habitado apenas pelos índios.

Na Catedral da Sé há um túmulo dedicado ao Cacique Tibiriçá. E os seus ossos, supostamente, estariam ali guardados. Digo supostamente, porque o Pateo do Colégio, local onde eles estavam originalmente, foi destruído. Com isto, muitos corpos ali sepultados tiveram os seus ossos misturados...

No saguão, há também um retrato do português João Ramalho e um menino. O menino retratado é o filho de João Ramalho e de uma índia: a filha do Cacique Tibiriçá. Este menino simboliza, assim, o primeiro brasileiro.

João Ramalho e O Menino, Museu Paulista - São Paulo
João Ramalho


Os Bandeirantes

No saguão há, por fim, as esculturas de dois bandeirantes. O da esquerda olha ao longe e apresenta um carácter essencialmente explorador. O da direita olha uma pedra preciosa. Era chamado o Caçador de Esmeraldas.

Nas escadas há esculturas de outros bandeirantes. Cada um representando um estado brasileiro conquistado. Junto a eles, você verá reservatórios ovais com águas dos rios brasileiros. Uma das bolas tem as águas dos rios mais ao norte e mais ao sul. Outra do mais ao leste e do mais a oeste.


Os Movimentos para a Independência

A escultura central, em frente à escadaria principal, é a do Imperador Dom Pedro I. Quadros e datas fazem referência a todos os movimentos para independência, de 1722 até 1822.

Há um retrato de Tiradentes, à direita, mais visível do segundo pavimento do Museu Paulista. No segundo pavimento, você verá itens domiciliares da época do ciclo do café.

Águia em frente ao Museu Paulista - São Paulo
Águia em frente ao Museu

A Má Educação do Brasil

O que me chamou minha atenção foi a falta de conhecimento dos alunos que faziam a visita. Questionei a moça que os havia trazido e disse serem alunos de 8a e 9a série.

Estudei estas questões há mais de vinte anos e dominava melhor o assunto que os estudantes. Isto que a minha formação já foi mais fraca que a de meus pais. Onde irá parar a educação no Brasil?

O relato segue com...
Parque e Monumento da Independência

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Salão Nobre do Museu Paulista e O Famoso Quadro "Independência ou Morte"

Após conhecer o interior do Mercado Municipal de São Paulo, seguimos para o Museu Paulista. Também conhecido como Museu do Ipiranga, fica localizado às margens do famoso riacho Ipiranga. O palácio foi construído em referência à independência do Brasil e sempre funcionou como museu.

A área de maior interesse do Museu concentra-se em torno da sua entrada. Ali ficam os bandeirantes, as águas dos rios, ao longo da escadaria que leva ao segundo pavimento. Neste fica o seu Salão Nobre, onde o maior destaque é "Independência ou Morte", o quadro mais famoso do Brasil.

"Independência ou Morte", de Pedro Américo
"Independência ou Morte", Pedro Américo

Continuação de

Independência ou Morte! 

Quando chegamos ao Museu Paulista, os monitores estavam iniciando as explicações no Salão Nobre. Este é o último local visitado durante a visita guiada. Solicitei ao monitor se poderíamos acompanhar as explicações. Nos dias de semana, só são feitas visitas guiadas com estudantes escolares.

Espelho d'Água em Frente ao Museu Paulista - São Paulo
Espelho d'Água em Frente ao Museu Paulista

O Salão Nobre abriga o item mais importante do Museu Paulista. Ali fica o quadro "Independência ou Morte", também conhecido como "O Grito do Ipiranga". O quadro histórico impressiona por suas dimensões. A impressão que eu tinha era de uma obra maior em comprimento e menor em altura.


Alguns Aspectos do Quadro de Pedro Américo

A obra encomendada ao pintor Pedro Américo retrata o momento do grito de independência. Dom Pedro I é retratado como herói, sendo o centro das ações, com sua espada erguida. Na parte inferior do quadro, você verá o riacho Ipiranga. Trata-se do cenário descrito nos primeiros versos do Hino Nacional Brasileiro...

Fachada Esquerda do Museu Paulista - São Paulo
Museu Paulista - Fachada à Esquerda

Os monitores discutiram alguns aspectos da pintura. Por que o imperador Dom Pedro I foi retratado no centro do quadro? Os soldados estariam atacando ou apoiando-no? Segundo a história Dom Pedro I estaria montando uma mula e não um cavalo. Apesar de menos veloz, ela é mais forte e adequada àquele terreno. 

Seja como for, a visita ao museu, só para ver o quadro já valeria à pena...


Outros Quadros do Salão Nobre

Ainda no Salão Nobre ficam outros dois quadros históricos. À direita, o retrato de Maria Quitéria, vestida de soldado. Maria Quitéria ficou famosa por seu ímpeto na luta para a Independência do Brasil.

Maria Quitéria, no Museu Paulista - São Paulo
Maria Quitéria

À esquerda do quadro "Independência ou Morte", você verá um retrato de Dona Leopoldina. Dona Leopoldina, esposa de Dom Pedro I, é retratada com os filhos na obra. Dom Pedro II é ainda uma criança de colo neste quadro.

Este é seu único retrato no museu. Afinal, o Museu Paulista é dedicado a Dom Pedro I. E destaca a importância de São Paulo na Independência do Brasil. A vida de Dom Pedro II é abordada no Museu Imperial, em Petrópolis, Rio de Janeiro.

Dona Leopoldina e Dom Pedro II, no Museu Paulista - São Paulo
Dona Leopoldina e Dom Pedro II

Concluída a visita ao Salão Nobre, perguntei aos monitores se haveria outra visita guiada naquela tarde. Eles comentaram que, dentro de 20min, iniciaria a visita com um grupo de estudantes. Se eu quisesse esperar, poderia acompanhar com os outros monitores.

Espelho d'Água e Museu Paulista - São Paulo
Espelho d'Água e Museu Paulista

O relato segue com

Contabilidade do Dia
Metrô São Bento - Alto do Ipiranga = R$ 2,90
Táxi - Alto do Ipiranga - Museu Paulista = R$ 3,00
Ingresso Museu Paulista = R$ 6,00
Água de Coco no Museu Paulista = R$ 3,00
Gasto Diário = R$ 14,90

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design