segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Uma das criações de Dom João VI, ao se instalar com a Família Real, no Brasil, em 1808, foi o Jardim da Aclimação, que deu origem ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O objetivo era aclimatar as especiarias vindas das Índias Orientais.


A Palmeira Imperial

As primeiras plantas vieram do Jardim Pamplemousse, das Ilhas Maurício. Elas  foram trazidas por Luiz de Abreu Vieira e Silva. Entre elas, estava a Palma Mater, que viveu no Jardim até 1972, quando foi fulminada por um raio. Por ter o seu fruto roubado pelos escravos, a palmeira difundiu-se por todo o país. O tronco foi preservado e ainda pode ser visto no Museu Botânico do local.

Alameda das Palmeiras, Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Alameda das Palmeiras, Jardim Botânico

O Jardim Botânico oferece diversas áreas para a visitação, desde que foi aberto ao público, em 1822. O local reúne mais de 8.200 espécies de plantas, dentre elas a rara palmeira-imperial, além de espécies em extinção, como o Pau Brasil e o Araçá Amarelo. Um dos principais destaques é a Alameda das Palmeiras. 


O Orquidário e O Bromeliário

Entre as coleções de plantas, está o belo Orquidário, que teve sua primeira estufa anexa inaugurada em 1890. Na década de 1950, foi costruído um Ripado, que hoje abriga 3 mil exemplares de 600 espécies de orquídeas.

O Belo Bromeliário do Jardim Botânico, Jardim Botânico do Rio de Janeiro
O Belo Bromeliário do Jardim Botânico

Próximo ao prédio administrativo está o Bromeliário, inaugurado em 1975. Sua estrutura, composta de duas grandes estufas, compreende um acervo de mais de 10 mil exemplares.


A Fábrica de Pólvora e As Plantas Insetívoras

Atrás do portal de uma antiga fábrica de pólvora, encontram-se cerca de 150 espécies de plantas medicinais, ervas e arbustos que são usados de diferentes formas terapêuticas no Brasil.

A estufa de plantas insetívoras (plantas carnívoras) recebeu as suas primeiras mudas em 1935. E hoje cultiva espécies como a Dionaeas, que popularmente é conhecida como "papa-moscas".

Ruínas do Portal da Fábrica de Pólvora, Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Ruínas do Portal da Fábrica de Pólvora

O Jardim Botânico possui ainda um amplo Cactário que reúne uma das maiores coleções de exemplares exóticos do Brasil. São cerca de 400 espécies reunidas em aproximadamente 5 mil m2.


Frei Leandro e Mestre Valentim

O Jardim Botânico abriga também o Museu do Meio Ambiente e conta com uma série de monumentos e edificações históricas. Entre eles, a estátua da deusa Thetis, no Lago Frei Leandro.

Também merece destaque o Memorial Mestre Valentim, o qual homageia um dos mais importantes artistas do Brasil Colônia.

Memorial Mestre Valentim, Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Memorial Mestre Valentim

Adaptado do livro "50 Jardins Inesquecíveis do Mundo", Editora Europa, 2010.


Veja também
Palmeiras, Narciso e Ninfa no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Roseiral e Memorial Mestre Valentim no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Monumento Tom Jobim e Chafariz das Musas
Fábrica de Pólvora e Bromeliário no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

domingo, 30 de outubro de 2011

As Ruínas da Fábrica de Pólvora e Bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Deixei o Portal da Antiga Academia de Belas Artes e segui para as Ruínas da Antiga Fábrica de Pólvora. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi criando em torno desta Fábrica de Pólvora. Próximos às ruínas, estão a árvore de cacau e o Bromeliário, uma das mais importantes coleções do Jardim Botânico.

Continuação de... 
Monumento Tom Jobim e Chafariz das Musas


Ruínas da Antiga Fábrica de Póvora

O Portal e as Ruínas da Antiga Fábrica de Pólvora são um marco do início do Jardim Botânico. A primeira fábrica de pólvora do Brasil foi criada em 13 de maio de 1808, por Decreto do Príncipe Regente Dom João. Ela ocupava a antiga sede do Engenho Rodrigues de Freitas. 

É desta época a construção do portal que possui o brasão da Coroa Portuguesa do Brasil-Colônia, dando acesso à Fábrica de Pólvora. Em 1831, ocorreu uma grande explosão. Só restaram as ruínas do muro e do Portal (veja as fotos abaixo).

Portal da Antiga Fábrica de Pólvora no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Portal da Antiga Fábrica de Pólvora

Dentro do local onde ficava a Fábrica de Pólvora você encontrará uma lancheria e sanitários. Em frente às ruínas do muro, há uma árvore de cacau. Um pouco mais adiante, você verá a Coleção de Plantas Medicinais do Jardim Botânico. 


Bromeliário

Após conferir rapidamente a Coleção de Plantas Medicinais, segui meu passeio até o Bromeliário. No caminho, pela Aleia Bento Pickel, você passará pela imponente árvore de Ipê-roxo, às margens do Rio dos Macacos, que corta o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Na Estufa Roberto Burle-Marx, do Bromeliário, você poderá apreciar espécies da Amazônia, da Mata Atlântica, de caatingas e restingas (veja as fotos abaixo). Já a Estufa Dimitri Sucre é destinada à pesquisa científica e à conservação de uma espécie de bromélia da Mata Atlântica.

Bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Bromeliário - Jardim Botânico


Giro rápido pelo resto do Jardim Botânico 

Ao deixar o Bromeliário, já eram quase 17h. Então, vim a descobrir que o Jardim Botânico ficaria aberto até as 18h, em virtude do horário de verão. E por azar, acabou a bateria da minha câmera digital! Assim, eu acelerei a caminhada em direção à saída do Jardim.

Passei pelo Orquidário e, depois, pelo Jardim dos Beija-Flores. Em frente deste, fica o Jardim Mexicano, que chama a atenção por suas colunas brancas. Ao lado do Jardim dos Beija-Flores fica o Museu-Sítio Arqueológico Casa dos Pilões. A Casa dos Pilões fazia parte da Fábrica de Pólvora.

Muro da Antiga Fábrica de Pólvora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Muro da Antiga Fábrica de Pólvora

Seguindo a Aleia Alberto Löenfgren, você chegará ao Lago e Cômoro Frei Leandro. Em torno deste, você verá a Árvore do Viajante e a Canela. Mas o que mais irá chamar a sua atenção ali é a Estufa de Plantas Insetívoras! 


Retorno até Ipanema 

Deixei, então o Jardim Botânico, passando primeiro pelo Espaço Tom Jobim, que já estava fechado. Segui a pé até Ipanema, contornando a Lagoa Rodrigo de Freitas. Saí do Jardim Botânico com uma alergia danada! Parei, então, em uma farmácia no Leblon para comprar uma caixa de Decadron, um corticoide.

Cheguei ao Hostel Adventure, em Ipanema, bem cansado! Caminhei bastante ao longo dia, na Quinta da Boa Vista e no Museu Nacional. Mais ainda no Parque Lage e no Jardim Botânico. Além disso, só havia dormido 3 horas na noite anterior... Tomei um bom banho e dei um relaxada...

Fonte no Bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Bromeliário do Jardim Botânico

Contabilidade do Dia
Farmácia Pacheco - Decadron = R$ 9,00
Padaria Barão da Torre - 4 Pães = R$ 2,00
Sukita = R$ 4,00
Hostel Adventure (Ipanema) = R$ 45,00
Gasto Diário = R$ 60,00

sábado, 29 de outubro de 2011

Monumento Tom Jobim e Chafariz das Musas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Do Memorial Mestre Valentim, segui pela Aleia Frei Leandro até o Monumento Tom Jobim. Esta homenagem ao ilustre compositor brasileiro fica em frente ao Chafariz das Musas. O Chafariz talvez seja a maior e mais bela atração do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Dali peguei a Aleia Barbosa Rodrigues até o Portal da Antiga Academia de Belas Artes. 

Continuação de...
Roseiral e Memorial Mestre Valentim


Monumento Tom Jobim

No trajeto do Memorial Mestre Valentim até o Monumento Tom Jobim, você passará por um pequeno bambuzal. O Espaço Antônio Carlos Jobim é uma homenagem do IBAMA ao compositor carioca. E foi doada pelo Instituto, em 1995, pouco tempo após o falecimento de Tom Jobim, em 08/12/94.

O Jardim Botânico era dos locais mais inspiradores para Tom Jobim. O Monumento ao compositor fica junto a uma Samaúma. A Samaúma é uma árvore amazônica e pode chegar a 60 metros de altura e três de diâmetro. Esta árvore possui supostas propriedades medicinais e curativas. 

O Belo Chafariz das Musas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
O Belo Chafariz das Musas
 

Chafariz das Musas 

Em frente ao Monumento Tom Jobim e em um ponto central do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fica o Chafariz das Musas. O Chafariz das Musas é um de símbolos do Jardim Botânico e passou por reformas, há cerca de 5 anos (veja a foto acima). Ele foi desmontado e restaurado, em 6 meses, com patrocínio da Brasil Telecom.

O Chafariz das Musas foi idealizado pelo inglês Herbert W. Hogg, no fim do século XIX. Em 1895, a obra foi trazida do Largo da Lapa para o Jardim Botânico, por seu diretor Barbosa Rodrigues. O Chafariz fica no centro de uma área circular com 16 metros de diâmetro. Ele homenageia a música, a arte, a poesia e a ciência.

Do belo e imponente Chafariz das Musas jorra pequena quantidade de água, dentro da área circular citada acima. E atrás dele, há uma aleia guarnecida pelas famosas palmeiras imperiais, símbolo máximo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (veja as fotos abaixo e acima).

O Chafariz das Musas e As Palmeiras no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
O Chafariz das Musas e As Palmeiras

 
Frei Leandro e Barbosa Rodrigues

O Chafariz das Musas fica no ponto central do Jardim Botânico, no cruzamanto da Aleia Frei Leandro com a Aleia Barbosa Rodrigues. A Aleia Frei Leandro corta o Jardim Botânico de lado a lado. Já a Aleia Barbosa Rodrigues é perpendicular à Rua Jardim Botânico e inicia no portão 920, sua principal via de entrada. Esta cruza-o da frente até os fundos.

O Frei Leandro do Sacramento foi o primeiro diretor do Jardim Botânico, durante o Primeiro Reinado. Este professor de botânica incorporou um caráter ciêntifico ao Jardim Botânico. E o botânico mineiro João Barbosa Rodrigues foi um dos seus diretores mais atuantes. Barbosa Rodrigues catalogou as plantas, árvores e flores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 


Portal da Antiga Academia de Belas Artes 

O Portal da Real Academia de Belas Artes foi projetado pelo arquiteto francês Auguste de Montigny. O prédio funcionava próximo à Praça Tiradentes, até 1908. Quando foi destruído, o portal foi trazido para o Jardim Botânico e colocado ao fim da Aleia Barbosa Rodrigues, conhecida como Aleia das Palmeiras (veja a foto abaixo). 

Portal da Academia de Belas Artes no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Portal da Academia de Belas Artes


O relato segue com  

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Roseiral e Memorial Mestre Valentim no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Após deixar o Chafariz de Eco e Narciso, segui a caminhada pelo Jardim Botânico. Passei em frente a uma árvore chamada Pau Mulato. Essa árvore de nome estranho pode chegar a 40 metros de altura. Na sequência, passei pelo roseiral e depois pelo Memorial Mestre Valentim. O Mestre Valentim foi quem criou o Chafariz de Eco e Narciso, descrito na postagem anterior.

Continuação de...


Uma árvore amazônica

O Pau Mulato é uma árvore amazônica, que pode chegar a 40 metros de altura, com ramificações apenas no topo. O seu tronco apresenta cor parda, quase bronze. Entre julho e setembro, adquire cor de zarcão para, em seguida, tornar-se verde e, então, readquirir a cor que lhe deu nome: "mulato". A madeira é usada para obras externas e de marcenaria, por ser resistente ao apodrecimento (veja a foto abaixo).

O Pau Mulato no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
O Pau Mulato


Roseiral Pedro Cachimbo

Após deixar a Região Amazônica, segui pela Aleia Karl Glasl, rumo ao Roseiral Pedro Cachimbo. O hábito de criar roseirais surgiu no século XVIII, refinando-se no século XIX. O Roseiral do Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1935. Foi reformado na década de 90, ganhando novas roseiras em 2004 (ver foto abaixo).

Rosas Cor-de-rosas no Roseiral no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Rosas Cor-de-rosas no Roseiral

As roseiras estão dispostas em canteiros circulares no Roseiral. Quando eu visitei o Jardim Botânico, em fevereiro de 2011, havia poucas roseiras floridas. E tinham, em sua maioria, flores rosa-claro. Ao deixar o Roseiral Pedro Cachimbo, você poderá passar pela Aleia Couto Magalhães, que forma uma espécie de corredor de árvores (veja a foto abaixo).

Corredor de Árvores no Jardim Botânico no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Corredor de Árvores no Jardim Botânico


Memorial Mestre Valentim

Do Roseiral segui para o Memorial Mestre Valentim. Instalado na antiga Estufa das Violetas, o Memorial homenageia o escultor mineiro Valentim Fonseca da Silva, o Mestre Valentim. No local, você poderá ver algumas de suas obras, como a Ninfa Eco, o Caçador Narciso e as Aves Pernaltas.

Narciso, o Cajado e o Cão no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Narciso, o Cajado e o Cão

Narciso veste sandálias amarradas até abaixo dos joelhos. Ele carrega um cajado erguido por sua mão direita. E olha para o cão sentado ao lado de seu pé esquerdo (veja a foto acima). Já a bela Ninfa Eco cobre-se apenas parcialmente com uma espécie de capa. E olha timidamente para a direita. Será para Narciso?

No lado de fora do Memorial Mestre Valentim, você verá, à sua esquerda, um belo canteiro de flores laranjas em torno de uma árvore (veja a foto abaixo)! Deixei o Memorial e segui rumo ao Monumento Tom Jobim. Realmente, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e cheio de pessoas homenageadas...

Flores no Memorial Mestre Valentim no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Flores no Memorial Mestre Valentim

O relato segue com


Com que Roupa? 

Neste dia, para conhecer a Quinta da Boa Vista, o Parque Lage e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, vesti a camiseta do São Chico, a Calça-bermuda MTK Poliamida Fox RS Preta e as botas Nômade Caminhada Finister. Também usei o boné preto e os óculos de sol.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palmeiras, Narciso e Ninfa no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Após deixar o Parque Lage, segui até o Jardim Botânico, local que havia conhecido 11 anos antes. Considerado um dos dez mais importantes do mundo, reúne várias áreas de interesse. A Alameda das Palmeiras, vista logo na entrada, talvez seja o maior símbolo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. No primeiro trecho da visita conheci também o Jardim Japonês as Estátuas de Eco e Narciso, feitas pelo Mestre Valentim...

Continuação de
O Belo Chafariz do Parque Lage 

Ninfa Eco de Mestre Valentim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Ninfa Eco de Mestre Valentim


O Roteiro de Visitação 

Cheguei ao Jardim Botânico, por volta de 15:45. Como não sabia que ele fechava às 17h, tive de elaborar um roteiro relâmpago, para visitar, ao menos, os pontos mais relevantes. Paguei a entrada, peguei um mapa e comecei a caminhada ali dentro. O mapa, até certo ponto, assusta: ele lista 41 itens! Assim, decidi iniciar a visita em sentido anti-horário, a partir da entrada... 

Palmeiras Imperiais no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Palmeiras Imperiais, no Jardim Botânico


A Alameda das Palmeiras

Na entrada, você dá de cara com a Alameda das Palmeiras. A alameda guarnecida pelas palmeiras imperiais é o maior símbolo do Jardim Botânico. E um dos maiores cartões postais do Rio de Janeiro. O alinhamento preciso e a simetria perfeita talvez sejam o que mais chama a atenção neste corredor de palmeiras (ver foto acima)...

Entrada do Jardim Japonês, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Entrada do Jardim Japonês


Jardim Japonês

Percorri a Alameda das Palmeiras e retornei à entrada do Jardim Botânico. Ali iniciei o roteiro de visitação. E o primeiro local visitado foi o Jardim Japonês. Na entrada, há um portal com inscrições em japonês (veja a foto acima).

Lago e Ponte do Jardim Japonês, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Lago e Ponte do Jardim Japonês
O Jardim Japonês foi criado em 1935, sendo reinaugurado, em 1995, pela princesa Sayako, filha do Imperador Akihito.
 
Dentro do Jardim, você verá um pequeno lago com carpas. Sobre ele, uma ponte de madeira levemente arcada, nas cores vermelho e preto (ver foto acima). Ao cruzar a ponte, você verá, à esquerda, um bonsai e, mais adiante, uma pequena cachoeira (veja a foto abaixo). 

Pequena Cachoeira do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ao Fundo, à Direita
Pequena Cachoeira ao Fundo, à Direita


Eco e Narciso e o Chafariz das Marrecas 

O Chafariz das Marrecas é uma obra do Mestre Valentim, maior arquiteto e escultor carioca da segunda metade do século XVIII. Do chafariz original restaram apenas as esculturas de Eco e Narciso, salvas pelo antigo diretor do Jardim Botânico, dr João Barbosa Rodrigues. Obras primas da escultura setecentista, foram as primeiras grandes peças metálicas fundidas no Brasil.

Eco e Narciso do Mestre Valentim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Eco e Narciso do Mestre Valentim

De acordo com a mitologia grega, Narciso, ao nascer, foi levado ao adivinho Tirésias. Ele disse que a criança viveria muito se jamais visse a própria face. Narciso virou um belo rapaz e por ele apaixonaram-se diversas ninfas. Insensível, desprezava-as. Até que uma das ninfas desprezadas lançou uma maldição... Fez com que Narciso, debruçado sobre uma fonte, admirasse a própria imagem até morrer de inanição.

Narciso de Mestre Valentim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Narciso de Mestre Valentim

Eco pertencia ao séquito da deusa Hera, irmã e esposa de Zeus, o rei dos deuses. E Eco encobria as infidelidades de Zeus, distraindo Hera com longas histórias. Hera, ao perceber a trama, castigou-a a repetir as palavras alheias. Passeando pelos campos, Eco encontrou Narciso e não foi capaz de confessar o seu amor. Rejeitada, retirou-se para a floresta e definhou. Seus ossos viraram pedra e da linda ninfa restou apenas a voz. Ou o eco... Narciso transformou-se em uma bela flor.

O relato segue com...
Roseiral e Memorial Mestre Valentim no Jardim Botânico do Rio de Janeiro


Contabilidade do Dia
Jardim Botânico = R$ 5,00
Gasto Diário = R$ 5,00

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Parque Lage e O Solar Henrique Lage - Rio de Janeiro

Inicialmente, área do Parque Lage integrava as terras do Engenho de Nossa Senhora da Conceicão da Lagoa. Durante mais de dois séculos, a propriedade, adquirida em 1611, pertenceu à família de Rodrigo de Freitas Mello e Castro.

A bela chácara, localizava-se entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Maciço da Tijuca, junto à Rua do Oliveira, atual Rua Jardim Botânico. Esta propriedade estendia-se pelas encostas do Morro do Corcovado.

Solar Henrique Lage, Rio de Janeiro
Solar Henrique Lage, Rio de Janeiro

Em meados do século XIX, os herdeiros de Rodrigo de Freitas decidiram ocupar a sede da fazenda, como residência oficial da família. Para mudar o aspecto da antiga chácara, contrataram, em 1840, o paisagista inglês John Tyndale, que projetou seus jardins.

Em 1859, a propriedade foi adquirida pelo Comendador Antônio Martins Lage. E passou a ser conhecida como Chácara do Lage. Em 1913, a propriedade foi vendida, sendo recomprada por Henrique Lage, filho do Comendador, no ano seguinte.

A Bela Piscina do Solar Henrique Lage
A Bela Piscina do Solar Henrique Lage

Em 1920, foi construída uma mansão, que ficou conhecida como Solar Henrique Lage. Ela foi projetada pelo arquiteto italiano Mário Vodrel, em estilo eclético. A mansão serviu de moradia a Henrique Lage e sua esposa, a famosa contralto Gabriela Bezanzoni Lage.

O interior da residência recebeu mármores, azulejos e ladrilhos italianos. As pinturas decorativas dos salões foram feitas por Salvador Paylos Sabaté. Em 1959, foi tombada pelo Patrimônio Nacional.

Escadaria Frontal do Solar Henrique Lage - Rio de Janeiro
Solar Henrique Lage - Escadaria Frontal

O Parque Lage constitui a última reserva primária da Floresta da Tijuca. Sua área total é de 52,26 ha, sendo 17,4 ha de jardins e 34,86 ha de mata nativa. Os jardins possuem uma grande variedade de árvores.

Dentre elas jequitibás e flamboyants. Dentre as frutíferas, destacam-se as mangueiras, jaqueiras e amandoeiras. Há também o litchi, uma espécie rara da China e um exemplar de cipreste, conhecido com "árvore do luto".

Saída do Solar Henrique Lage - Rio de Janeiro
Saída do Solar Henrique Lage

Atualmente, o Parque Lage é considerado uma das mais importantes áreas de lazer do Rio de Janeiro. Em 1992, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO.

Leia mais em Wikipedia.

Chafariz do Solar Henrique Lage - Rio de Janeiro
Chafariz do Solar Henrique Lage

Veja também
O Belo Chafariz do Parque Laje

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Belo Chafariz do Solar Henrique Lage, Parque Lage [Rio de Janeiro]

Após deixar a Quinta da Boa Vista, eu segui rumo ao Parque Lage. Assim como a Quinta, o Parque é muito mais visitado por cariocas do que por turistas.

Localizado nas encostas do Morro do Corcovado, o Parque Lage conserva uma grande área de mata nativa. Lá você encontrará  belos jardins, lagos e grutas. Além de uma trilha que leva ao Cristo Redentor. Duas dicas imperdíveis são o chafariz em frente ao Solar e a piscina em seu interior! 

Continuação de
Dinossauros no Museu Nacional do Rio de Janeiro


A Cavalariça

No Parque Lage, você poderá tirar belas fotos da paisagem, com árvores, troncos e pontes. Logo na entrada, há a Cavalariça, que funciona como um espécie de casa de cultura. Dentro dela há uma exposição de Paulo Berski, um artista plástico carioca.

A Bela Piscina no Solar Henrique Lage, no Rio de Janeiro
Piscina do Solar Henrique Lage

A fachada cor-de-rosa com detalhes em branco da Cavalariça está em lastimável estado de conservação. De acordo com a monitora, em função das eleições, o prédio não pode ser reformado no momento (veja a foto abaixo).

Cavalariça do Parque Lage, no Rio de Janeiro
Cavalariça do Parque Lage


O Solar Henrique Lage

Deixei a Cavalariça e segui para o Solar Henrique Lage, prédio que está passando por reformas no segundo piso. O Solar abriga, no momento, a Escola de Artes Visuais. E oferece cursos, oficinas, seminários e palestras. Ali também ocorrem exposições (veja a foto abaixo).

Escadaria e Fachada do Solar Henrique Lage, no Rio de Janeiro
O Solar Henrique Lage

O Solar Henrique Lage, todo em pedra e com janelões, possui uma escadaria que conduz ao seu interior. Logo na entrada, você irá ver uma piscina de águas verde-esmeralda. Ela proporciona uma vista extraordinária. E ótimas fotos (veja a foto abaixo e a primeira foto da postagem)...

Piscina no Centro do Solar Henrique Lage, no Rio de Janeiro
Piscina no Centro do Solar Henrique Lage

Ao sair do Solar, a uma escadaria que leva a um jardim (veja a foto abaixo). No centro deste há um belo chafariz que, a princípio, é acionado automaticamente a cada 15 minutos. Esperei por mais de uma hora para tirar fotos com o chafariz ligado. Valeu à pena esperar...

Entrada/Saída e Escadaria do Solar Henrique Lage, no Rio de Janeiro
Entrada/Saída e Escadaria do Solar

A vista dali é sensacional, com o chafariz e o jardim em primeiro plano e o Solar Henrique Lage em segundo plano. No alto, à direita, você verá o Morro do Corcovado e o Cristo Redentor (veja a foto abaixo).

Chafariz e Solar Henrique Lage. Cristo Redentor, ao fundo
Chafariz, Solar e Cristo Redentor
 

O Desenhista e A Gruta 

Enquanto esperava o chafariz ligar, tirei algumas fotos pelo Parque Lage. Em frente ao chafariz, há a Escultura do Desenhista. O Desenhista, sentado sobre um dos banco do parque, retrata Tom Jobim e o filho plantando uma árvore (veja as três fotos na sequência).

Visão Frontal de "O Desenhista" - Escultura no Parque Lage, no Rio de Janeiro
O Desenhista - Visão Frontal

O Desenhista - Escultura no Parque Lage, no Rio de Janeiro
O Desenhista - Perfil

Tom Jobim e Filho Plantando uma Árvore - Escultura no Parque Lage, no Rio de Janeiro
Tom Jobim e Filho Plantando uma Árvore

Segui minha caminhada até  uma espécie de gruta. Esta gruta possui entradas pela lateral e por uma ponte. O interior da  gruta é até bem claro. Possivelmente, pelas aberturas na rocha, que permitem a entrada de luz (veja as fotos abaixo).

Entrada Lateral da Gruta do Parque Lage, no Rio de Janeiro
Entrada Lateral da Gruta

Entradas Frontais da Gruta do Parque Lage, no Rio de Janeiro
Entradas Frontais da Gruta


O Aquário, A Lagoa e a Lavanderia 

Dentro do Parque Lage, há um aquário com alguns peixes exóticos! O que mais me chamou a atenção foi o tubarão siamês. Como o nome sugere, esta espécie é originária da Tailândia. O tubarão siamês é branco e deve ter uns 60 a 70 cm (veja a foto abaixo)...

O Tubarão Siamês no Aquário do Parque Lage, no Rio de Janeiro
O Tubarão Siamês

Deixei o aquário, passei em frente à torre, e segui para a Lagoa dos Patos. A Lagoa dos Patos consiste de pequenos reservatórios de água comunicados por pequenas quedas d' água. Dali pode-se iniciar a caminhada pela trilha que leva até o Cristo Redentor.

Lagoa dos Patos, no Parque Lage, Rio de Janeiro
Lagoa dos Patos

Lagoa dos Patos, no Parque Lage, no Rio de Janeiro
Lagoa dos Patos, no Parque Lage

Segui para a Lavanderia dos Escravos. Ela lembra um cocho, daqueles usados para dar água para o gado. O que difere é o seu tamanho maior e o fato de ser construída de pedra. O local é um tanto escuro, mesmo durante o dia...

Lavanderia dos Escravos no Parque Lage, no Rio de Janeiro
Lavanderia dos Escravos, Parque Lage

Deixei o Parque Lage às 15:25, rumo ao Jardim Botânico. No caminho, passei pelo Supermercado Pão de Açúcar para fazer umas compras...

Árvores do Parque Lage, no Rio de Janeiro
Árvores do Parque Lage

O relato segue com...
Palmeiras, Narciso e Ninfa no Jardim Botânico do Rio de Janeiro


Contabilidade do Dia
Pão de Açúcar - Sardinha + Leite Condensado (2) = R$ 7,05
Gasto Diário = R$ 7,05

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Museu Nacional do Rio de Janeiro

Em 1818, Dom João VI criou o Museu Real , no Campo de Santana, centro do Rio de Janeiro. Em 1892, foi transferido para o Palácio de São Cristóvão. Localizado na Quinta da Boa Vista, o Palácio pertenceu à Família Imperial até 1889, ano da Proclamação da República. Em 1946, o Museu Nacional foi integrado à UFRJ e é hoje o maior museu de história natural da América Latina.

Palácio de São Cristóvão abriga o Museu Nacional do Rio de Janeiro
Palácio de São Cristóvão, Museu Nacional

Decoração Interior em Teto do Museu Nacional do Rio de Janeiro
Decoração Interior do Museu Nacional

Leia mais em Wikipedia.

Dinossauros e Múmias no Museu Nacional do Rio de Janeiro

Após o passeio pela Quinta da Boa Vista, eu conheci o Museu Nacional. Ele fica no prédio que servia de residência para a Família Imperial Brasileira. Mas abriga poucas obras e móveis imperiais. A maioria da coleção está no Museu Imperial, na cidade serrana de Petrópolis. O Museu Nacional registra a história natural, contando a evolução das civilizações, dos povos indígenas...


O prédio do Museu Nacional

O imponente palácio que abriga hoje o Museu Nacional serviu até 1889, ano em que ocorreu a Proclamação da República, como residência da Família Imperial. Assim, não é de se estranhar a enorme estátua de Dom Pedro II em frente às escadarias que levam ao antigo palácio (veja a foto abaixo)...

Estátua de Dom Pedro II em Frente ao Museu Nacional do Rio de Janeiro
Dom Pedro II em Frente ao Museu Nacional

O Palácio de São Cristóvão destaca-se em meio aos vastos jardins da Quinta da Boa Vista. Ele foi usado como residência da Família Imperial a partir de 1809. E diversos artistas participaram de sua construção. Em 1860, Dom Pedro II designou o pintor italiano Mário Bragaldi para decoração da sala dos Embaixadores e do Trono.

Escadaria em Frente ao Museu Nacional do Rio de Janeiro
Escadaria em Frente ao Museu Nacional


O interior do Museu Nacional

Logo ao cruzar a entrada do Museu Nacional, você se depara com a bela escadaria que conduz ao segundo pavimento da construção (ver última foto desta postagem). Ao lado dela, pequenos vasos com folhagens. Próxima e no mesmo ambiente desta escadaria, há uma escultura com a imagem de três crianças, da cintura até a cabeça (veja a foto abaixo).

Escultura no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Escultura, Museu Nacional

O que talvez mais chamará a sua atenção no interior do Museu Nacional são os lustres, as belas pinturas no teto e os detalhes trabalhados nas paredes (veja as fotos abaixo).  É uma pena que o local conserve tão pouco da antiga residência da Família Imperial! É estranho entrar em uma construção assim e encontrar múmias e dinossauros... 

Lustres e Pinturas, no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Lustres e Pinturas, Museu Nacional

Close de Pintura, no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Close de Pintura, Museu Nacional


Os Dinossauros do Museu Imperial 

Ao fim da escadaria, há uma pequena sala dedicada aos dinossauros. Estes répteis gigantes, que habitavam a Terra há milhões e milhões de anos, impressionam em especial às crianças. Mesmo bem antes da série de filmes do Spielberg na década de 1990 dedicada aos dinossauros...

Nesta sala, você verá espécies como o Paraphysornis brasilienses. Este dinossauro foi encontrado em Tremembé, São Paulo. Era carnívoro e chegava a 2 m de altura. Para um dinossauro, esta espécie pode até parecer pequena. A questão é que se trata de uma ave! E é conhecida como ave assassina ou ave do terror (veja a foto abaixo)... 

Fóssil de Paraphysornis brasiliensis, Museu Nacional do Rio de Janeiro
Paraphysornis brasiliensis


As Múmias do Egito Antigo

Entre a sala dos dinossauros e a do Egito Antigo, há uma bem pequena destinada à evolução do homem. E na sala do Egito Antigo o que mais chamará a sua atenção são as múmias ali presentes (veja a foto abaixo). Este acervo do Museu Nacional é considerado o mais antigo e importante da América do Sul. 

Múmia do Egito Antigo no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Múmia do Egito Antigo


As Múmias da América Latina

Após a sala dedicada às múmias do Egito Antigo, há outra com múmias da América Latina. Ali você verá a Múmia Aymara, característica do Titicaca. Ao seu lado, um menino mumificado encontrado no Chile. A cabeça chama a atenção pela enorme fratura na região frontal do crânio.

Há também o corpo mumificado de uma mulher, provavelmente com 24 a 26 anos, encontrado em Goiana, Minas Gerais. Junto a ela, duas crianças, uma com um mês e outra com um ano. Todos eles mortos há mais de 600 anos. Portanto, antes da chegada dos portugueses ao Brasil. 

Atacamenho de Chiu-Chiu, no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Atacamenho de Chiu-Chiu

Por fim, você verá nesta sala o Atacamenho de Chiu-Chiu. Este homem com cerca de 40 anos foi encontrado em Chiu-Chiu, localidade próxima a Calama, a mais de 2.000 m de altitude. Encontra-se sentado, posição muito comum para dormir e enterrar os mortos, junto com suas roupas e pertences (veja a foto acima). 


Deixando o Museu Nacional

Ao sair do Museu Nacional, segui até o lado do zoológico, onde fotografei o pórtico. Então, deixei a Quinta da Boa Vista, rumo ao Parque Lage. No caminho para pegar o ônibus, almocei em um restaurante popular. E, após pedir informações a diversas pessoas, cheguei à conclusão que deveria pegar o ônibus 460.

Escadaria no Interior do Museu Nacional do Rio de Janeiro
Escadaria no Interior do Museu Nacional

O relato segue com


Contabilidade do Dia
Ingresso do Museu Nacional = R$ 3,00
Almoço (8,00) + Fanta Uva (1,80) + Guaraviton (2,50) = R$ 12,30
Ônibus 460 = R$ 2,40
Gasto Diário = R$ 17,70

 
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