sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Passeio de Escuna em Paraty: Lagoa Azul, Saco da Velha e Praia da Lula

O passeio de escuna pela Baía de Paraty iniciou passando pela Ilha da Bexiga, Praia Vermelha e a Ilha Comprida. Nossas paradas seguintes foram a Lagoa Azul - onde dei umas nadadas - e a Praia da Lula, acessível só por escuna, barco ou lancha ... 

Continuação de


A Lagoa Azul

Após a parada na Ilha Comprida, seguimos o passeio de escuna para a Lagoa Azul, onde paramos. Quem solicitou o almoço pôde comer. Aproveitei para dar um mergulho na Lagoa Azul e nadar até a praia (veja a foto abaixo). 

Acabei ficando numa praia particular, separada da outra por umas rochas. A praia fica à esquerda das rochas e deve ter uns 50 m, com um pequeno pier à esquerda. Sempre considerando quem olha do mar para a praia...
 
Há nela também uma pequena quadra para vôlei de praia. Percebi que havia alguém reformando a casa. O capitão da escuna veio ali de bote avisar que a área era particular e eu precisa sair para a empresa não ser punida...

Paraty - A Lagoa Azul, que é verde...
A Lagoa Azul, que é verde...

O Saco da Velha

Ao lado da Lagoa Azul, que por sinal é verde, fica o Saco da Velha. Não fui até ali, pois o acesso só poderia ser feito a nado e a distância era maior. Além disso, já havia tomado um "cartão amarelo" do capitão da escuna...

Pelo mesmo motivo, resolvi não arriscar chegar ao Saco da Velha pela beira da praia. Fiquei um pouco mais na praia da Lagoa Azul e voltei nadando até a escuna. Seria pagação de vale voltar escoltado pelo capitão, no bote...

Saco da Velha, Baía de Paraty
Saco da Velha, Baía de Paraty

Praia da Lula

Nossa última parada ocorreu na Praia da Lula, que tem uns 85 m. A Praia de Lula é bastante traquila! Ao menos, até chegar a escuna com umas 60 pessoas (veja a foto abaixo)...

Há uma casa no lado direito da praia, que também é particular. Ao longo da praia, alguns coqueiros e algumas castanheiras. A Praia da Lula também é delimitada por rochões em ambos os lados...

Escuna Deixa os Turistas na Praia da Lula, em Paraty
Escuna Deixa os Turistas na Praia da Lula

Ilha do Mantimento

No retorno ao cais de Paraty, passamos pela Ilha do Mantimento. Ali ficava uma espécie de forte. Por ser um ponto de maior profundidade, funcionava como uma espécie de canal, onde circulavam embarcações maiores.

No momento, a Ilha do Mantimento pertence a um empresário, acionista da Petrobras. No local, há heliponto, quadras de tênis. Um padrão de vida luxorioso em um paraíso tropical (veja a foto abaixo).

Chegamos no cais de Paraty pouco após as 17h!

Ilha do Mantimento, Paraty
Ilha do Mantimento, Paraty

Com que Roupa? 

Os dias que passei em Paraty foram um tanto atípicos! No primeiro, fiz um passeio de jipe pelas cachoeiras. E no segundo, o passeio de escuna pela Baía de Paraty, relatado acima. Para quem estava acostumado a aventuras e maiores exigências físicas, foram dois dias parados! Talvez eu estivesse acumulando energia para o dia seguinte. Inconscientemente, é claro...

Pois bem, para o passeio de escuna, eu vesti a bermuda vermelha da Mormaii e a camiseta vermelha do Inter. Vesti ainda o boné preto e os óculos de sol. Ao longo do passeio, fiquei a maior parte o tempo sob o toldo da escuna. Mesmo assim, é imprescindível o uso de Sundown ou de algum outro tipo de protetor solar. E convém reforçá-lo após os mergulhos e nadadas...

A Linda Praia da Lula, em Paraty
A Linda Praia da Lula!

Veja também
Que Roupa Levar?


Contabilidade do Dia
Hostel Don Quixote (Paraty) - 1 diária = R$ 30,00
Gasto Diário = 30,00

Fazenda Murycana - Paraty

A Fazenda Murycana, em Paraty, possui uma bela exposição com móveis, peças decorativas e armas do século XVII até os dias atuais (imagem abaixo). Ela oferece trilhas na Mata Atlântica, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaína. Ali você verá árvores milenares como o jacarandá, o jequitibá, o pau brasil. E pelo caminho, a cavalo ou a pé, você encontrará pequenos animais silvestres, como tamaduás, tatus, preguiças, arapongas, araras, garças.

Casa Grande, Fazenda Marycana, Paraty
Casa Grande, Fazenda Marycana, Paraty

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Forte Defensor Perpétuo - Paraty

Localizado a 1.250 m de Paraty, o Forte Defensor Perpétuo, foi construído no Morro do Forte, em 1703, para defender a cidade contra a invasão pirata. O forte recebeu este nome em 1822, quando foi reformado, em homenagem ao imperador Dom Pedro I.

Canhões do Antigo Forte Defensor Perpétuo, em Paraty
Canhões do Antigo Forte Defensor Perpétuo

De lá, avistam-se as praias de Jabaquara e do Pontal, bem como o encontro do Rio Perequê-Açú com o mar. Avistam-se também ilhas da Baía de Paraty.

Destacam-se os vestígios da antiga muralha de pedra e os canhões (veja na imagem acima). 

Notar as trincheiras, as celas, o terrapleno e a Casa da Pólvora, uma das poucas ainda existentes em fortificações brasileiras (veja na imagem abaixo).

No local, funciona o Museu de Artes e Tradições Populares de Paraty, com exposição permanentes de artesanato caiçara. Pode ser visitado de quarta a domingo, das 9h às 12h. E das 14h às 17h. Entrada franca.

Casa de Pólvora do Forte Defensor Perpétuo, em Paraty
Casa de Pólvora, Forte Defensor Perpétuo


Veja também

Igreja de Santa Rita e Museu de Arte Sacra de Paraty

Inaugurada em 1722 e tombada como Patrimônio Histórico Nacional em 1952, a Igreja de Santa Rita passou a abrigar o Museu de Arte Sacra, em 1973 (veja a imagem abaixo). Este cartão postal de Paraty, é também a igreja mais antiga da cidade. E fica em um largo de mesmo nome, ao lado da antiga cadeia, onde hoje funciona a Biblioteca Fábio Villaboim.

A Igreja de Santa Rita foi construída usando técnicas da arquitetura jesuítica. E apresenta elementos internos do Barroco Rococó, como a tala policromada do altar-mor. Era a igreja dos mulatos libertos. E atualmente, o prédio vem sendo utilizado para concertos, peças de teatro, exposições e conferências.

Museu de Arte Sacra e Igreja de Santa Rita, em Paraty
Museu de Arte Sacra e Igreja de Santa Rita

Junto à Igreja, está o cemitério da Irmandade, em estilo columbário. Em anexo, um poço de água transparente, que muitos acreditam ser milagrosa.

O Museu de Arte Sacra possui importantes relíquias histórico religiosas. E uma exposição permanente de imagens, pratarias, paramentos, alfaias, assim como documentos pertencentes às antigas irmandades religiosas. 

Veja o pequeno prédio, à esquerda da Igreja de Santa Rita, na imagem acima.

Horário: de quarta a domingo, das 9 às 12h e das 14 às 17h. O museu tem entrada franca.


Veja também

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Praias Vermelha e da Lula e Ilhas Comprida e da Bexiga, em Paraty

Praia da Lula

O acesso para esta praia, com 85 metros de extensão é feito somente por barcos. Devido à sua beleza rústica e natural, a maioria dos veleiros que partem do Cais de Paraty param neste pequeno paraíso de areias fofas e águas claras e tranquilas. Na Praia da Lula, encontram-se nascentes de água doce e cristalina brotando em meio às pedras, com algumas bicas para banho.

Praia da Lula, em Paraty
Praia da Lula, em Paraty


Praia Vermelha

É uma enseada de águas verdes e transparentes, possui 400 metros de extensão e é acessível apenas por barco. Esta praia também é muito utilizada como ponto de parada para veleiros e barcos que partem de Paraty. Da Praia Vermelha, avistam-se as Ilhas do Gancho e da Pescaria, propícias para o mergulho e a pesca.

Com águas calmas e areias de grãos grandes e avermelhados, a Praia Vermelha apresenta algumas duchas com água doce que brotam nas nascentes da praia. A vegetação densa e selvagem, típica de mangue, completa o charme e garante o ar primitivo do local. Alguns pequenos córregos deságuam na praia. 


Ilha da Bexiga 

Coberta de vegetação, possui uma pequena praia de água transparente. Esta ilha, que abriga as ruínas do Forte da Bexiga, pertence ao velejador Amyr Klink.


Ilha Comprida 

As suas águas calmas e claras apresentam aproximadamente 12 m de profundidade. É frequentada por uma grande variedade de peixes. E proporciona ótima visibilidade para os apaixonados por mergulho!


Veja também
Passeio de Escuna em Paraty: Ilha da Bexiga, Praia Vermelha e Ilha Comprida
Passeio de Escuna em Paraty: Lagoa Azul, Saco da Velha e Praia da Lula

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Passeio de Escuna em Paraty: Ilha da Bexiga, Praia Vermelha e Ilha Comprida

No dia 28/01/2011, a ideia era pegar um ônibus até a Praia de Laranjeiras e conhecer a Praia do Sono. Em função do adiantado da hora, acabei fazendo um passeio de escuna pela bela Baía de Paraty. Começamos pela Ilha da Bexiga, seguindo pela Praia Vermelha e a Ilha Comprida.


A ida até Trindade foi adiada!

Acordei às 07h, para ler o material sobre Paraty e Trindade. Tomei o café às 08:30 e me arrumei para ir até a rodoviária pegar o ônibus. Segui parte do trajeto com o Carlos, colega de Hostel, que mostrou onde ficava o mercado. O Carlos trabalha na Pérola, agência de turismo.

Praia Vermelha, Baía de Paraty
Praia Vermelha, Baía de Paraty

Não sei se perdi o ônibus das 09:30 ou se ele realmente não passou! Fiquei no ponto das 09:28 até pouco após as 10h. E se eu pegasse o ônibus das 10:30, chegaria em Laranjeiras pelas 11:15. Quer dizer, faria o trekking até a Praia do Sono no pior horário, quando o sol é extremamente forte...

Assim, a ida até Trindade seria adiada! Então, passei na Pérola, a agência de turismo. Ali, contratei o passeio de escuna pelas ilhas de Paraty. O passeio de escuna em Paraty custou R$ 30,00. Incluía frutas. Após a última parada, foi oferido água, café e bolachas.


Passeio de Escuna pela Baía de Paraty

Com o bilhete em mãos, segui para o cais de Paraty. O passeio de escuna foi feito pela Banzai. Pelo que ouvi é a empresa mais estruturada. Além disso, a embarcação deles é maior e fica no fim do cais.

Esta escuna possui dois andares, cobertos por toldo. Há serviço de bar e música ao vivo. Também, há uma cozinha na escuna. E logo no início do passeio já passaram com o cardápio com opções de almoço... 


Ilha da Bexiga

Pois bem, começamos o passeio de escuna pela Baía de Paraty logo após as 11h. O primeiro local pelo qual passamos foi a Ilha da Bexiga, pertencente ao navegador Amyr Klink (veja a foto abaixo).

A Ilha da Bexiga servia para a quarentena de escravos com varíola, doença vulgarmente conhecida por bexiga! Esta ilha é bem pequena e totalmente coberta por mata nativa. Há um pequeno "píer" para pequenos barcos.

Ilha da Bexiga - A Ilha de Amyr Klink, em Paraty
Ilha da Bexiga - A Ilha de Amyr Klink


Assista a um pequeno vídeo Ilha da Bexiga!




Praia Vermelha

Após passar reto pela Ilha da Bexiga, seguimos até a Praia Vermelha, local da primeira parada do passeio de escuna. Esta praia é acessível somente por barco, lancha ou escuna.

A Praia Vermelha deve ter uns 400 m de extensão, sendo delimitada por rochões nos dois lados. É uma praia tranquila, de areia clara e fina, com algumas rochas na areia, à direita.

No lado esquerdo - sempre olhando da praia para o mar - há também uma pedra. Subi nela para tirar uma foto dos dois lados da praia... Em frente da Praia Vermelha, há uma pequena ilha (veja a foto abaixo).

Ilha em Frente à Praia Vermelha, Paraty
Ilha em Frente à Praia Vermelha, Paraty


Ilha Comprida

Da Praia Vermelha, partimos para a Ilha Comprida, que, apesar do nome, é bem pequena. Ali só foi permitida a descida para mergulho ou para nadar em torno da escuna.

Ao menos no local em que a nossa escuna parou, não havia praias. Apenas, rochas. E duas pequenas casa. Uma delas provavelmente pertença a algum pescador (veja a foto abaixo).

A profundidade na região da Ilha Comprida, segundo os marinheiros, é de 7-8 m. Na parada da Ilha Comprida, não desci. Pois só era possível tirar fotos de cima da escuna...

Pequena casa na pequena Ilha Comprida, Paraty
Pequena casa na pequena Ilha Comprida

Contabilidade do Dia
Supermercado Paraty - Leite Condensado Frimesa = R$ 2,36
Água Mineral 1,5 L = R$ 1,29
Agência Pérola - Passeio de Escuna Banzai = R$ 30,00 
Gasto Diário = R$ 33,53

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Igreja Nossa Senhora do Rosário, Paraty

A Igreja do Rosário, fica na Rua do Comércio, no Centro Histórico de Paraty. Ela foi construída entre 1725 e 1757, em estilo maneirista. Possui nos altares de São Benedito e São Francisco a mais importante talha das Igrejas de Paraty, de sóbria elegância e unidade formal.

O Altar-mor da Igreja do Rosário é dedicado à Nossa Senhora do Rosário e foi feito bem mais tarde. A Igreja do Rosário era a igreja dos negros escravos, que ajudaram na construção. Ela fica no Largo do Rosário (veja a imagem abaixo).

Igreja Nossa Senhora do Rosário, Paraty
Igreja Nossa Senhora do Rosário, Paraty
 

Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty

Em terras doadas pela senhora Dona Maria Jácome de Mello, em 1646, foi construída a capela dedicada à Nossa Senhora dos Remédios. Em 1668, ela foi demolida. Ali foi construída uma outra capela, concluída em 1712, pois a primeira já não abrigava mais o povoado.

Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty
Igreja Matriz Nossa Senhora
dos Remédios, em Paraty

Com o tempo, tornou-se necessária a construção de uma igreja para abrigar os fiéis de Paraty. A construção da Igreja Nossa Senhora dos Remédios iniciou em 1789 e foi concluída em 1873.  

Construída em estilo neoclássico, fica no Centro Histórico e é considerada a Igreja Matriz. Paraty foi fundada em torno da igreja que homenageia sua padroeira. E era destinada aos trabalhadores e pescadores brancos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Conheça o Centro Histórico de Paraty!

Na tarde do dia 27/01/2011, conheci o famoso Centro Histórico de Paraty. O local conta com cerca de 400 prédios tombados pelo patrimônio histórico nacional. Entre eles, as Igrejas dos Remédios, das Dores, Santa Rita e do Rosário. 

Continuação de 


Centro Histórico de Paraty

Como retornamos do passeio antes das 17h, decidi conhecer o Centro Histórico de Paraty! Passei no centro de informações turísticas e peguei dois mapas. Segui a lista de prédios históricos relacionada no mapa. No caminho, fotografei alguns casarões (veja a foto abaixo)...

Casarões do Centro Histórico de Paraty
Casarões do Centro Histórico de Paraty

O primeiro local por onde passei foi a Biblioteca Municipal Fábio Villaboim. Funcionava ali a antiga cadeia de Paraty.


Igreja de Santa Rita

Ao lado da Biblioteca, fica a Igreja de Santa Rita, o cartão postal de Paraty (veja a foto abaixo).

Igreja de Santa Rita, Paraty
Igreja de Santa Rita, Paraty

A Igreja de Santa Rita foi construída, em 1722, pelos pardos libertos. A sua arquitetura jesuítica reúne elementos internos característicos do Barroco Rococó, como a talha policromada do Altar-mor.

Junto à Igreja Santa Rita funciona o Museu de Arte Sacra de Paraty, sob a responsabilidade da IPHAN.  

Em frente à Igreja e ao Museu, fica o antigo Mercado do Peixe...

Antigo Mercado do Peixe, Paraty
Antigo Mercado do Peixe, Paraty


Casa de Cultura de Paraty

Passei, na sequência, na Casa de Cultura. O local era usado como escola pública até o final do século XIX. Atualmente, abriga a Casa de Cultura, onde realizam-se exposições e eventos.

Casa de Cultura de Paraty
Casa de Cultura de Paraty


Igreja Nossa Senhora do Rosário

Depois, passei na Igreja do Rosário. Esta Igreja é dedicada também a São Benedito e destinava-se aos negros escravos. E sua construção foi iniciada, em 1725, pelos próprios escravos.

A Igreja Nossa Senhora do Rosário (veja a foto abaixo) possui nos altares de São Benedito e São João Batista a mais importante talha das igrejas de Paraty. O altar principal foi feito bem mais tarde.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Paraty
Igreja N. Sa do Rosário, Paraty


Igreja da Matriz 

Após passar pela Igreja do Rosário, segui para a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, a Igreja da Matriz de Paraty (veja a foto abaixo).

A primeira edificação, de 1668, foi destruída e em seu lugar foi iniciada uma construção maior, concluída em 1721. Esta deu lugar à construção atual, iniciada em 1789 e concluída em 1873.

Igreja da Matriz Nossa Senhora de Nazaré, Paraty
Igreja da Matriz Nossa Senhora de Nazaré


Capela das Dores

A última construção religiosa visitada foi a Capela das Dores. Construída por piedosas senhoras em 1800, é dedicada aos santos da Paixão. 

A Capela das Dores fica em frente da Baía de Paraty. No local, há uma bela palmeira que embeleza ainda mais a vista do local!

Capela Nossa Senhora das Dores, Paraty
Capela Nossa Senhora das Dores


Forte Defensor Perpétuo

O último local que visitei no Centro Histórico de Paraty foi o forte. Para se chegar lá é necessário cruzar a ponte sobre o Rio Perequê-Açu. O forte fica entre as praias do Pontal e da Jabaquara.

Quando cheguei lá, o museu já havia fechado. Mesmo assim, pude apreciar a bela vista que se tem lá de cima. E tirei algumas fotos dos canhões e do prédio que fazem parte do Forte Defensor Perpétuo.

Forte Defensor Perpétuo, Paraty
Forte Defensor Perpétuo


Samba na Praça da Matriz

À noite, voltei à Praça da Matriz para a apresentação do Bloco Carnavalesco Paraty do Amanhã. Pensei que seriam tocadas marchinhas. Tocaram samba-enredos! Acabei ficando pouco tempo por ali e segui para o Hostel... 


Com que Roupa?

Para circular pelo centro histórico de Paraty, vesti só a bermuda vermelha da Mormaii, as Havaianas, o boné preto e os óculos de sol. 

Na mochila, levei a camisa verde, para o caso de encontrar alguma das igreja ainda aberta. No fim, estavam todas fechadas... 

Não passei perrengue de Havainas. Mas vencer o calçamento "pé de moleque" das ruas de Paraty com tênis é bem mais confortável (veja a foto abaixo).


Casarão e Calçamento "Pé de Moleque", Paraty
Casarão e Calçamento "Pé de Moleque"

Veja também


Contabilidade do Dia 
Guaraviton Açaí e Ginseng = R$ 4,00
Hostel Don Quixote (Paraty) - 1 diária = R$ 30,00
Gasto Diário = R$ 34,00

Capela Nossa Senhora das Dores, em Paraty

Foi construída no Centro Histórico, em 1800, pela aristocracia de Paraty. Mas até 1820, não havia sido terminada. A Capela Nossa Senhora das Dores foi dedicada aos santos da Paixão e à elite branca. No projeto, constavam duas torres frontais. E só uma delas foi concluída.

Capela Nossa Senhora das Dores, Paraty
A Capela Nossa Senhora das Dores, Paraty

Com a decadência da cidade, ela ficou abandonada. Em 1901, a irmandade de Nossa Senhora das Dores, composta somente por mulheres, a reformou. Situa-se na Rua Fresca, defronte à Baía de Paraty. Na parte de trás da igreja há um cemitério columbário, com tumbas embutidas.

sábado, 24 de setembro de 2011

Centro Histórico de Paraty: Razões do Traçado

O Centro Histórico de Paraty é considerado o maior e o mais harmonioso conjunto arquitetônico colonial do Brasil. E reúne, em seus 33 quarteirões, cerca de 400 construções preservadas.

O seu calçamento "pé de moleque" é uma marca registrada. As ruas são de pedras irregulares. E nelas só se circula a pé. O trânsito de veículos ali é proibido (veja imagem abaixo).

Rua do Centro Histórico de Paraty
Rua do Centro Histórico de Paraty

A presença da água, com a invasão da maré na lua cheia. A cultura do café e da cana. O porto e os piratas. A maçonaria. Tudo isto determinou o traçado do Centro Histórico.

A partir de 1726, ele começou a receber configuração mais urbana, com base na Engenharia Militar. E em uma arquitetura fortemente influenciada pela Maçonaria, com fachadas e colunas das casas ornadas com símbolos. 


Atrações do Centro Histórico de Paraty 



Veja também

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

As Belas Cachoeiras de Paraty

No dia 27/01/2011, fiz o passeio de jipe pelas cachoeiras de Paraty. Iniciei pelo Poço Inglês. Depois, a Pedra Branca, o Tobogã e o Tarzan.


Preparativos para ida às cachoeiras

Acordei pelas 08h. Duas noites indo dormir pelas 02:30 bagunçaram a minha rotina... Tomei banho, organizei minhas coisas e fui tomar o café. O café no Hostel Don Quixote é bem simples, considerando os meus padrões...

O Claudiomir, do jipe, passou no Hostel. Partimos, por volta das 11:05, rumo às cachoeiras de Paraty. No jipe havia mais um casal de cariocas e um de holandeses...

Cachoeira da Pedra Branca, Paraty
Cachoeira da Pedra Branca, Paraty


Poço dos Ingleses

Nossa primeira parada ocorreu no Poço dos Ingleses, um local ótimo para mergulho! O acesso é fácil, fazendo-se uma pequena trilha em meio à mata nativa.

O Poço do Ingleses é uma piscina natural, com uma corda para se pendurar e jogar. Como havia um filhote de jararaca no início da trilha, só tomamos banho por ali...

Poço dos Ingleses, Paraty
Poço dos Ingleses, Paraty


Cachoeira da Pedra Branca

Seguimos para a Cachoeira da Pedra Branca, com duas quedas de maior volume de água. À esquerda da segunda queda, há uma piscina natural (veja a foto abaixo). É possível subir pelas pedras até acima da segunda queda...

A Cachoeira da Pedra Branca fica na estrada Paraty-Cunha. Após a Ponte Branca, segue-se à direita até o final. Há uma trilha à cachoeira. No local, encontram-se também as ruínas da primeira usina de força de Paraty.

Piscina Natural, Cachoeira da Pedra Branca, Paraty
Piscina Natural, Cachoeira da Pedra Branca


Fazenda Murycana

O próximo destino foi a Fazenda Murycana, uma antiga casa de engenho, do século XVII. Ali conserva-se a casa grande, bem como ruínas da senzala.

Na casa grande, há um pequeno museu com peças antigas. Na verdade, são alguns móveis e utensílios daquela época. 

A senzala fica embaixo da casa grande. Toda de pedra, sob as madeiras do piso da casa, devia ser escura e úmida (veja a foto abaixo)!

Senzala da Fazenda Muricana, Paraty
Senzala da Fazenda Muricana, Paraty


Cachoeira do Tobogã

A parada seguinte ocorreu na Cachoeira do Tobogã. Ali é possível esquiar por uma pedra semelhante a um tobogã (veja a foto abaixo). Acima do tobogã, há uma queda de água, formando uma pequena gruta...

A Cachoeira do Tobogã situa-se na estrada Paraty-Cunha. Perto da Igreja da Penha sai a trilha que leva à cachoeira. Por isto, ela também é conhecida como Cachoeira da Penha.

Cachoeira do Tobogã, Paraty
Cachoeira do Tobogã, Paraty


Cachoeira do Tarzan

A Cachoeira do Tarzã consiste em uma pequena queda de água, ao lado de uma grande pedra. O barato do local é se atirar de cima da pedra, de uns 15 m, e cair no poço (veja a foto abaixo). 

Há também uma ponte pensil e pequenas piscinas naturais no local...

Salto na Cachoeira do Tarzan, Paraty
Salto na Cachoeira do Tarzan


Almoço

Então, paramos para almoçar, no Restaurante Maria Maria. Comi espetinho de frango, com arroz, feijão, farofa e salada. Após o almoço, paramos em uma floricultura de orquídeas e bromélias...

Paraty é famosa pela qualidade da sua cachaça. Assim, durante o passeio, paramos em dois alambiques. Um na Fazenda Murycana. O outro, que não registrei o nome, tinha a Gabriela, mistura de pinga, cravo e canela.

Close da Cachoeira Pedra Branca, Paraty
Close da Cachoeira Pedra Branca




O relato segue com
Conheça o Centro Histórico de Paraty!



Com que Roupa?
Neste dia, para o passeio pelas cachoeiras de Paraty, vesti a calça-bermuda MTK Suplex Amazon Verde, a camisa verde e as botas Nômade Caminhada Finister. Vesti também o boné preto e os óculos de sol da Mormaii.

Veja também
Que Roupa Levar?


Contabilidade do Dia
Agência Pérola - Passeio de Jipe para Cachoeiras R$ 50,00
Restaurante Maria Maria - Espetinho de Frango = R$ 18.70
Gasto Diário = 68,70

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Paraty, Rio de Janeiro

Situada na baía da Ilha Grande, a Baía de Paraty possui costa com extensão aproximada de 180 km, entre enseadas, penínsulas, pontas e ilhas. Paraty combina o charme da arquitetura colonial de seu Centro Histórico com ilhas paradisíacas, praias irretocáveis e montanhas com belas cachoeiras.

Cidade de Paraty, no mapa do Rio de Janeiro
Paraty, no Rio de Janeiro

Paraty passou pelo ciclo do ouro e, mais tarde, pelo ciclo da cana de açúcar, reunindo 12 engenhos de açúcar e mais de 150 alambiques. A seguir, passou pelo ciclo do café. Hoje Paraty vive o ciclo do turismo, atividade responsável por 80% da economia da cidade.

Paraty também produz, de forma artesanal, algumas das melhores cachaças do mundo. E famoso o Festival da Pinga é visitado por milhares de pessoas, todos os anos.

Mapa de Paraty adaptado do Wikipedia.


Histórico de Paraty

Uma cidade misteriosa, quase abandonada, com suas ruas estreitas, igrejas e casarões centenários. Tudo em ruínas! Paraty era assim até 1970, quando a inauguração da Rodovia Rio-Santos a livrou de um século de isolamento.

A estrada trouxe muitos visitantes para este ponto no sul do litoral do Rio de Janeiro. Com eles vieram os materiais para restaurar suas casas antigas, do século XVI. E surgiu uma nova vocação para a região: o turismo.

Mas a Rio-Santos foi apenas um dos fatores que alterou a história de Paraty, marcada por uma curiosa sucessão de caminhos e descaminhos. Sua própria fundação se deu por conta de um desses caminhos... 


Os índios guaianás, os portugueses e a Estrada Real

Tudo começou com uma trilha aberta pelos índios guaianás, que avançava sobre o paredão da Serra do Mar. E ligava a aldeia de cima - hoje, Cunha - à aldeia de baixo, na beira das calmas águas da Baía de Paraty. Esses índios costumavam descer a serra no inverno para aproveitar a pesca dos paratis, uma espécie de tainha que acabou batizando a cidade.

Depois dos índios vieram os portugueses, que construíram as suas casas no morro hoje chamado do "Forte". Por volta de 1630, na vargem entre os rios Perequê-Açu e Patitiba, em terras doadas por Dona Maria Jácome de Melo, iniciaram a construção do novo povoado. E ergueram uma pequena capela para Nossa Senhora dos Remédios.

Até 1660, o povoado pertencia à Vila de Angra dos Reis, dela se separando por revolta popular. Criou-se a Vila, reconhecida, oficialmente, em 28 de fevereiro de 1667.

No final do século XVII, chegaram os bandeirantes paulistas, que passavam pela região para chegar a Minas Gerais, onde estava o ouro. A rota era tão importante que, em 1700, ficou determinado, por uma exigência da coroa portuguesa, ficou determinado que todo o ouro extraído em Minas deveria tomar o rumo de Paraty. Assim, surgiu a Estrada Real. 

Mas com a descoberta de novos caminhos, cada vez mais curtos, a cidade começou a perder o seu prestígio. O que sobrou foi a qualidade da pinga da região. Isto levou à criação de mais de 150 alambiques. Além disso, o café começou a ocupar o espaço deixado pelo ouro. Ele desce, do Vale do Rio Paraíba, pela estrada da Serra...


O Centro Histórico

A partir daí, o progresso se tornou evidente! Abriam-se novas ruas, com o famoso calçamento em "pé-de-moleque". As construções decadentes foram derrubadas para uma melhor urbanização.

Um passeio pelo centro histórico ainda preservado mostra as edificações da época, como a Igreja de Santa Rita, de 1722. Hoje ela funciona como Museu de Arte Sacra.

As ruas continuaram sinuosas, formando canais, que servem para escoar a água da chuva. Mas também permitem que a água do mar invada a cidade, nas altas da maré. Principalmente, nas noites de lua cheia...

A arquitetura de Paraty tem suas nuances. As inscrições geométricas nas colunas de algumas casas informam que ali morava um maçom. Acredita-se que tanto o "torto" das ruas quanto os três pilares de pedras lavradas das esquinas sejam uma referência ao triângulo maçônico.

Mais para frente, em 1870, Paraty sofreu um novo baque com a abertura da estrada de ferro entre Rio de Janeiro e São Paulo. E também com a abolição da escravatura. 

Veio, pois, um longo período de esquecimento até a inauguração da Rodovia Rio-Santos, cem anos depois. E entre esses caminhos e descaminhos, Paraty se perdeu e se salvou!

Adaptado do livro "50 Lugares Inesquecíveis do Brasil"

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design